domingo, 11 de dezembro de 2011

Papa pede respeito pelo direito à vida

Bento XVI sublinha proximidade do Natal, apontando para lá das luzes e das mensagens comerciais

D.R.
Cidade do Vaticano, 11 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI deixou hoje um apelo em favor do respeito pela “vida”, assinalando no Vaticano o aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, firmada a 10 de dezembro de 1948.
“O primeiro entre todos os direitos é o [direito] à vida”, disse o Papa a representantes de movimentos e associações pró-vida de países europeus, incluindo Portugal, reunidos em Roma para a entrega do prémio ‘Madre Teresa de Calcutá’, que este ano distinguiu a título póstumo Chiara Lubich, fundador do movimento dos Focolares.
Perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, Bento XVI apresentou uma reflexão sobre a proximidade do Natal, num domingo chamado ‘Gaudete’ (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações de Advento, tempo que antecede a celebração do nascimento de Jesus.
“O ambiente exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial, mesmo que num tom menor, por causa da crise económica. O cristão é convidado a viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes, mas sabendo dar o justo valor às coisas, para fixar o olhar interior em Cristo”, disse.
O Papa saudou, em seguida, um grupo de crianças que levaram ao Vaticano as imagens do Menino Jesus, para serem ali abençoadas.
“Queridas crianças, quando rezardes diante dos vossos presépios, recordai-vos também de mim, como eu me lembro de vós”, pediu.
Horas antes, Bento XVI tinha tido outro encontro com meninos e meninos na paróquia de Santa Maria das Graças, em Roma, que visitou esta manhã.
“Sabemos que o Natal está próximo: preparemo-nos não só com os presentes, mas com o nosso coração”, afirmou, então, desejando aos presentes “toda a alegria do Natal e toda a alegria da presença do Menino Jesus Cristo que é Deus”.
Na homilia da missa a que presidiu na paróquia romana, o Papa falou do tempo litúrgico do Advento como um momento de “esperança” e de anúncio de Jesus, a exemplo da figura de São João Baptista.
Bento XVI apelou a um testemunho da “caridade”, do “amor e da fraternidade”, sem deixar de lado o compromisso de “purificar e reforçar a própria fé diante dos perigos e das insídias que a podem ameaçar”.
O calendário do Papa até à celebração do Natal inclui, na quinta-feira, um encontro com os universitários de Roma, para a recitação da oração de vésperas na basílica de São Pedro, Vaticano, apontamento que o próprio quis hoje destacar, após o Angelus, convidando os jovens a participarem.
OC


"A verdadeira alegria está no encontro com Deus"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa rezou ao meio dia deste domingo a oração do Angelus com cerca de 40 mil romanos e turistas presentes na Praça São Pedro. De seu balcão, Bento XVI fez antes um breve discurso dedicado à preparação do Natal nestes tempos de crise econômica.

“O mundo exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial - mesmo que num tom menor por causa da crise econômica - mas, se formos vigilantes na oração e exultantes no louvor, nossos olhos reconhecerão em Jesus a verdadeira luz do mundo, aquela que ilumina nossas trevas” – disse o Papa.

Explicando que os cristãos devem viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes das ruas e das lojas, mas sabendo dar o justo valor às coisas, Bento XVI prosseguiu:

“A atenção ao coração, que o cristão é chamado a exercer na vida cotidiana é uma característica especial deste tempo, em que nos preparamos com alegria para o mistério do Natal”.

Este é o III Domingo de Advento, o chamado ‘Gaudete’, (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações do Advento. Assim sendo, Bento XVI convidou os cristãos à alegria, no sentido mais profundo da palavra:

“A verdadeira alegria não é fruto da diversão, entendida no sentido etimológico da palavra 'di-vertere', ou seja, eximir-se dos compromissos da vida e de suas responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo” – comentou, reafirmando a importância de reservarmos espaços de tempo para o descanso.

“A felicidade verdadeira está vinculada à nossa relação com Deus; não é um estado de espírito passageiro, nem algo que obtemos com nossos esforços, mas é um dom, nasce do encontro com a pessoa viva de Jesus. Quem encontrou Cristo em sua vida, sente no coração uma serenidade e uma alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar”.

Após rezar a oração dominical, o Pontífice fez as suas habituais saudações em várias línguas. Em italiano, dirigiu-se aos representantes europeus de movimentos pró-vida que estão em Roma para a entrega do Prêmio “Madre Teresa di Calcutá”, a título póstumo, a Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. A propósito do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 10 de dezembro de 1948, recordou que o primeiro dentre todos os direitos é a vida.

E em seguida, um dos momentos mais aguardados deste domingo, quando o Papa abençoa as pequenas estátuas do Menino Jesus levadas à Praça pelas crianças de Roma: “Queridas crianças, quando rezarem diante dos seus presépios, lembrem-se também de mim, como eu me lembro de vocês” – pediu.
(CM)

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