sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

             Caríssimos voluntários de Deus do Brasil faltam poucos dias para o nosso encontro na Mariápolis Ginetta, onde poderei conhecer pessoalmente muitos de vocês que, enfrentando vários sacrifícios, viajarão para lá das várias partes do Brasil.

O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber o Ideal, no distante ano de 1958, com a viagem de Lia Brunet, Marco Tecilla e Ada Ungaro (Fiore) e a chegada de Ginetta Calliari, Violetta Sartori, Giorgi Marchetti (Fede), Marisa Cerini, Giorgio Battisti (Cari), Enzo Morandi (Volo), Rino Chiapperin e Giovanni Buselatto (Gianni) a partir de 1959. E, sucessivamente, outras focolarinas e focolarinos e numerosos membros do Movimento que semearam o amor de Deus em milhares de corações, hoje muitos filhos de Chiara brasileiros são colunas do Movimento dos Focolares em todos os continentes. Neste período natalino, por essa realidade maravilhosa e em unidade com o Centro dos Voluntários, desejo cantar: Glória a Deus nos Céus e paz a vocês, com muita gratidão a cada um por ter alimentado e protegido Jesus com o amor recíproco.

Se por um instante me projeto interiormente na viagem que me aguarda junto com Giancarlo, Silvio, Adriano, e em unidade com todo o Centro e as Voluntárias com Maria, Angela, Daniela e Fanny, junto com AnnaMaria e Domenico, fico admirado com a beleza de um povo multiétnico, cadinho de etnias indígenas, européias, africanas, asiáticas e do Médio Oriente. Diversidade que, no caminho comum em vista do bem comum, soube forjar a personalidade brasileira: simples como o olhar das crianças, exuberante como a natureza que entre vocês chega ao vértice da sua fecundidade, criativa como a dança harmoniosa que executam atrás de uma bola encantando o mundo inteiro, expressiva ao manifestar a alegria da vida em todas as suas estações e circunstâncias, rica de várias crenças, especialmente da fé cristã, que ali chegou em 1500.

Mas a este inigualável cenário, de portentosa riqueza humana e da natureza, opõe-se a cruel realidade da injustiça social: milhões de irmãos sobrevivem carentes dos recursos materiais e culturais indispensáveis, sem a apropriada educação espiritual para crescer com dignidade. Eu e vocês ouvimos o grito de angústia deles e a nossa impotência… Como responder?  Todos nós devemos ao homem o nosso amor, sobretudo a esses irmãos. O amor recíproco não é um convite, é um mandamento, porque Jesus nos amou primeiro a fim de que amássemos os irmãos; aquilo que recebemos gratuitamente dele, gratuitamente devemos doar, partilhando, na liberdade, os talentos e recursos para a plena realização de todos. Para esse propósito, é real e profético o fato de Chiara ter lançado no Brasil a Economia de Comunhão, que entre vocês se desenvolveu como em nenhum outro lugar!

Diante deste quadro de magnificência e pobreza, vocês não aceitam as falsas promessas do materialismo sem alma, nem a alienação do ritmo frenético do cidadão, que se esquece da verdadeira melodia do coração. Não! Vocês estão treinados em escutar a voz de Deus na própria alma, em seguir o Espírito Santo que os faz ser uma nova humanidade, para realizar, também em obras e ações, modelos de Humanidade Nova.

A perspectiva do mundo unido é maravilhosa, o trabalho para realizá-lo é árduo, mas não nos desencorajamos: aquilo que nos parece utopia, em Deus é realidade, para Ele nada é impossível!
Por este Ideal, junto com vocês, brasileiros, e todos os Voluntários de Deus no mundo e a toda a Obra, oferecemos a Deus a nossa vida para chegar ao “Que todos sejam um”. Estou feliz em visitá-los em breve, para continuarmos a viver juntos esta esplêndida aventura e levar a vocês a unidade e o afeto de Emaús!

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, transforme o nosso encontro em um cenáculo da Palavra, para acolhermos como Ela a luz do Espírito e dizermos sim à vontade do Pai.

                                       

                             Paulo em unidade com todo o Centro dos Voluntários de Deus


Grottaferrata 5 de janeiro de 2012

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