quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ESTAVA ENFERMO

            Vi um homem engessado numa enfermaria de hospital. Estavam imobilizados o tórax e um braço, o braço direito. Com o esquerdo esforçava-se por fazer tudo... Como lhe era possível. O gesso era uma tortura, mas o braço esquerdo, se bem que mais cansado à noite, robustecia-se trabalhando por dois.
            Nós somos membros uns dos outros e o serviço recíproco é nosso dever. Não é apenas um conselho de Jesus, é um mandamento.
            Quando servimos alguém por caridade, não nos julguemos santos.
            Se o próximo estiver sem forças, devemos ajuda-lo, e ajuda-lo como ele se ajudaria a si mesmo, se pudesse. Do contrário, que cristãos somos nós?
             Se um dia chegar a nossa hora de precisar da caridade do irmão, não nos sintamos humilhados. No dia do Juízo final, ouviremos Jesus repetir: “Estava enfermo e me visitaste”... Estava preso, estava nu, estava com fome...
            Jesus se compraz em ocultar-se no sofredor, no necessitado.
            Sintamos, portanto, também naquela hora, a nossa dignidade, e agradeçamos de todo o coração a quem nos ajuda, mas reservemos o agradecimento mais profundo a Deus, que criou o coração humano caridoso; a Cristo, que, apregoando com o seu sangue a Boa Nova, sobretudo o “seu” mandamento, impeliu um numero sem fim de corações a moverem-se em ajuda recíproca.
            Com este mandamento, Jesus distinguiu os cristão, de todos os séculos, dos outros homens.
            Se nós cristãos não manifestamos esta característica, confundir-nos-ão com o mundo, e perderemos a honra de ser considerados “filho de Deus”. E – como insensatos – deixaremos de usar a arma, talvez a mais forte, para dar testemunho de Deus em nosso ambiente esfriado pelo ateísmo, impregnado de paganismo, indiferente e supersticioso. Que o mundo atônito possa contemplar um espetáculo de concórdia fraterna, e diga de nós – como dizia dos que, gloriosamente, nos precederam – “vede como se amam”.

Chiara

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