sexta-feira, 18 de maio de 2012


 “Vocês não devem, para fazer-se santos, obedecerem ao sininho da superiora ou do superior que chama à oração. Vocês devem obedecer à sirene da fábrica, à campainha da escola... É ali que vocês se santificam, é ali a “noite escura” de vocês... É com as ferramentas do seu ofício que vocês se fazem santos: a caneta para o professor, o cinzel para o escultor, este é o seu crucifixo de missionário, com ele vocês se santificam... Se vocês não clarificam aquele ambiente, se não iluminam aquela escola, aquela outra estrutura, que coisa fazem? Temos alguns irmãozinhos a mais, mas não temos a renovação do mundo  e da sociedade.”

Chiara Lubich

terça-feira, 1 de maio de 2012

Palavra de Vida de Maio de 2012

“Fogo eu vim lançar sobre a terra,
e como gostaria que já estivesse aceso!” (Lc 12,49).

No Antigo Testamento o fogo simboliza a palavra de Deus pronunciada pelo profeta. Mas simboliza também o juízo divino que purifica o seu povo, passando no meio dele.
Assim é a palavra de Jesus: ela constrói, mas ao mesmo tempo destrói tudo aquilo que não tem consistência, aquilo que deve cair, aquilo que é vaidade; e deixa em pé somente a verdade.
João Batista tinha dito a respeito de Jesus: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16), prenunciando o batismo cristão, inaugurado no dia de Pentecostes com a efusão do Espírito Santo e a aparição das línguas de fogo (cf. At 2,3).
Portanto, é esta a missão de Jesus: lançar o fogo sobre a terra, trazer o Espírito Santo com a sua força renovadora e purificadora.

“Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!”

Jesus nos doa o Espírito. Mas de que modo age o Espírito Santo?
Ele age derramando em nós o amor, aquele amor que, conforme seu desejo, devemos manter aceso em nossos corações.
E como é esse amor?
Não é um amor terreno, limitado; é um amor segundo o Evangelho. É universal como o amor do Pai celeste, que manda a chuva e o sol para todos, para os bons e os maus, inclusive para os inimigos (cf. Mt 5,44-45).
É um amor que não espera nada dos outros, mas que toma sempre a iniciativa, que é o primeiro a amar.
É um amor que “se faz um” com toda e qualquer pessoa: partilha com ela seu sofrimento, sua alegria, suas preocupações, suas esperanças. E faz isso concretamente, com fatos, quando se apresenta a ocasião. Portanto, não é um amor simplesmente sentimental, não é feito só de palavras.
É um amor que nos faz amar Cristo no irmão e na irmã, porque nos faz lembrar aquelas palavras Dele: “... a mim o fizestes” (Mt 25,40).
É, ainda, um amor que tende à reciprocidade, que busca realizar com os outros o amor mútuo.
É este amor que, sendo expressão visível, concreta da nossa vida pautada pelo Evangelho, reforça e confirma nossa palavra que, depois, poderemos e deveremos oferecer para evangelizar.

“Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!”

O amor é como o fogo: o importante é que permaneça aceso. E, para que isso aconteça, é preciso sempre queimar alguma coisa. A começar pelo nosso “eu” egoísta. E nós o conseguimos porque, quando amamos, estamos completamente projetados no outro; ou em Deus, cumprindo a sua vontade, ou no próximo, ajudando-o.
Um fogo aceso, ainda que pequeno, se for alimentado, pode tornar-se um grande incêndio. Aquele incêndio de amor, de paz, de fraternidade universal que Jesus trouxe à terra.
Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada em agosto de 2001