sábado, 7 de setembro de 2013

Vigília pela Paz: Adesões de todo o mundo


 





Cidade do Vaticano (RV) – É sempre maior e sem fronteiras as adesões ao Dia de Oração e Jejum pela paz na Síria, indicado pelo Papa Francisco para este sábado, 7 de setembro. Novas adesões públicas chegam a cada momento.

As seguintes Instituições do Vaticano divulgaram mensagem por ocasião da iniciativa: Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e o Pontifício Conselho para as Famílias.

Aderiram publicamente à iniciativa o a Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura, o Seraphicum, o Centro de Estudos Europa 2010, as Obras de Promoção da Alfabetização no mundo (OPAM), o Patriarca da Babilônia dos Caldeus, Louis Raphael I Sako, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeo I, Patriarcas e líderes cristãos do Oriente Médio, o Grão Mufti da Síria Ahmad Badreddin Hassou, o Arcebispo Metropolita Sírio-ortodoxo de Jazirah e Eufrates Matta Roham, Comunidades maronitas libanesas, o Sacro Convento de Assis, a Companhia de Jesus, a Ordem de Santo Agostinho, os Salesianos, as Irmãs Carmelitas descalço na Terra Santa, a Congregação de Dom Orione.

Também os movimentos da Renovação Carismática, Comunhão e Libertação, Focolares, Pax Christi Itália, Mesa da Paz, Comunidade de Santo Egídio.

Aderiram ainda a Unitalsi, Pime, Auser, Fundação João Paulo II para a Juventude. Comunidade de Vida Cristã, Liga Missionária de estudantes, Fórum Internacional da Ação Católica, Ação Católica italiana.

Arquidiocese do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, de Corrientes, Argentina, Arquidiocese de Santiago, Chile, Diocese de Hong Kong, diversas Arquidioceses e Dioceses italianas.

Conferências Episcopais do Brasil, Filipinas, Bulgária, Suíça, Índia, Uruguai, Canadá, Egito, Estados Unidos, Irlanda.

Cáritas italiana e Ambrosiana.

Instituto Budista italiano Soka Gakkai, Comunidade muçulmana do sul das Filipinas, Comunidade do Mundo Árabe na Itália, Refugiados sírios cristãos e islâmicos no Líbano no Campo Maj el Kok.

Além de diversas Prefeituras, Sindicatos e instituições laicas italianas.

Na pequena localidade cristã de Maaloula, ao norte de Damasco, símbolo dos cristianismo na Síria e local de peregrinação para fiéis cristãos e muçulmanos, já se reza pela paz, mesmo com ameaças de grupos armados.

A importância que tem para a comunidade local a proximidade do Papa Francisco é testemunhada também pelo Padre Nawras Sammour, responsável pelo Oriente Médio e o Norte da África dos ‘Jesuítas para ao Refugiados’, que num telefonema à ‘Ajuda à Igreja que sofre’ de Aleppo, condena a possibilidade de uma intervenção armada, recordando que as palavras do Papa foram muito apreciadas também pelo Grão Mufti do país, Ahmad Badreddin Hassou, que manifestou o desejo de rezar junto na Praça São Pedro, no sábado.

Também Maria Saadeh, Greco-católica e deputada no Parlamento de Damasco, sente-se próxima ao Papa e à “Santa Sé que conhece bem a nossa cultura e pode apoiar os nossos esforços pela paz e para cessar a violência”.

O ‘grito’ pela paz também se eleva forte em diversas partes do mundo. Na Indonésia, católicos e muçulmanos rezam unidos em comunhão com o Santo Padre, reiterando que “as armas não representam a solução para resolver conflitos”. (JE)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/06/vig%C3%ADlia_pela_paz:_ades%C3%B5es_de_todo_o_mundo/bra-726311
do site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Adagio

Assim nasce a democracia

Igino Giordani

Política é feita para o povo e não o povo para a política.

Ela é um meio, não um fim.

Antes a moral, o homem, a coletividade, depois o partido, o programa partidário, as teorias de governo.

A política é – no mais digno sentido cristão – uma serva, e não deve tornar-se senhora: abusiva, dominadora, dogmática. Nisto reside a sua função e a sua dignidade: ser serviço social, caridade em ação, primeiraexpressão da caridade pátria.

Aos jornais chega o difundido sentimento de desprezo pelos partidos e pela política. Nós também sabemos algo sobre isso, ouvindo o que nos falam e lendo o que nos escrevem. Muitos acham que a política é uma atividade inferior e equívoca,

que deve ser relegada aos lobistas. E não entendem que, quando as pessoas honestas se afastam dela, o seu campo é invadido pelas desonestas.

A política carrega atrás de si toda a nossa vida, física e moral. Uma política feita por desonestos leva à guerra, à instabilidade financeira, à ruina da riqueza pública e privada, à imoralidade, ao desprezo pela religião, à destruição das famílias…

Em síntese, se a política é suja, devemos limpá-la, não desertar dela.

O centro da reforma ou da revolução é o homem. Dele partem o bem e o mal.

Na democracia, mais do que em qualquer outro regime, o homem é, em certo sentido, gênese do regime. Vive nele não como receptáculo, mas como soldado; não “como objeto e elemento passivo da vida social”, mas como “sujeito, fundamento e fim”.

(…) Um cidadão com essa consciência está na sociedade como o fiel está na Igreja: com uma função individual e social, livremente em comunhão com os outros e não mergulhado na massa de modo amorfo, como numa lama disforme, movida por quem reina com manipulações, que podem ser instrumentos de guerra ou outras loucuras. Assim como na religião [a pessoa] forma a Igreja, na política ela forma o povo – povo e não massa.

Não existe povo soberano se o cidadão for servo. O povo é soberano quando se reconhece a cada um de seus componentes um princípio de soberania, ou melhor, quando cada um faz valer na comunidade os direitos pessoais, dos quais a soberania deriva.

Não é o cidadão quem adquire valor a partir da nação, mas é a nação que adquire valor a partir dos cidadãos. Não vem antes a política e depois o direito dos indivíduos, mas a política deve tutelar o direito dos indivíduos na comunidade.

Devemos estar na política como cidadãos e não como servos. Dessa posição nasce a democracia.

Essa consciência do próprio valor poderia se transformar em soberba e tornar-se um estímulo antissocial de exploração e domínio: poderia inverter a direção. É por isso que entre esses valores deve inserir-se, antes de tudo, a caridade, que é o serviço aos próprios irmãos.

Sem ela, todo valor se desvaloriza, toda conquista torna-se servidão, e perdemos tempo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

AMOR RECÍPROCO

O Evangelho, que Chiara e suas primeiras companheiras liam nos refúgios antiaéreos, era uma descoberta contínua, no fundo era um livro que antes elas não conheciam, ninguém jamais havia falado naqueles termos. «Jesus age sempre como Deus. Pelo pouco que damos nos preenche de dons. Estamos sós, e nos vemos cercados por milhares de mães, pais, irmãos, irmãs, e carregados de todos os bens que se podem imaginar, para depois distribuí-los a quem não tem nada».

A experiência fazia consolidar a convicção de que não existe nenhuma problemática humana que não encontre uma resposta, explícita ou implícita, naquele pequeno livro que traz palavras do céu.

As pessoas que aderiam ao movimento que estava nascendo adentravam e se nutriam delas, era uma reevangelização, experimentava-se que o que Jesus dizia e prometia se realizava, pontualmente.

Chiara escreveu: «A guerra continuava, os bombardeios prosseguiam. Os refúgios não eram seguros suficientemente e podíamos nos encontrar logo diante de Deus. Tudo isso fazia com que no nosso coração surgisse um desejo, o de colocar em prática, naqueles momentos que poderiam ser os últimos da nossa vida, aquele que fosse o maior desejo de Jesus. Então nos lembramos do mandamento que Ele chama seu e novo: “este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15, 12-13)».

A descoberta do “mandamento novo” as inflamou a tal ponto que o amor recíproco tornou-se como a sua “veste”, o próprio modo de ser. Era aquele amor que atraía pessoas de toda idade e classe social. Amar-se reciprocamente não era uma opção, mas um modo de viver e de se apresentar ao mundo.

«Dizíamos que Jesus era como um imigrante que traz da própria terra os seus usos e costumes. Ao nos dar o “seu” mandamento, trouxe para a terra a lei do céu, que é o amor entre os Três, na Santíssima Trindade. Olhamos umas às outras e decidimos: “Eu quero estar pronta a morrer por você, e eu por você”. Todas, umas pelas outras.

Mas se devíamos estar prontas a dar a vida era lógico que, enquanto isso, precisava responder às muitas exigências que o amor fraterno solicitava, era preciso partilhar as alegrias, os sofrimentos, os poucos bens, as próprias experiências espirituais. Esforçamo-nos em viver assim, para que o amor recíproco reinasse entre nós, antes de qualquer outra coisa.

«Um dia, no primeiro focolare, tiramos do armário as coisas que tínhamos, poucas e pobres, e as amontoamos no meio do quarto, para depois dar a cada uma o que lhe servia, e o restante aos pobres. Dispostas a colocar em comum o salário e todos os pequenos e grandes bens que tínhamos ou poderíamos vir a ter. Inclusive os bens espirituais. Até mesmo o desejo da santidade tinha sido posposto na única escolha, Deus, que excluía qualquer outro objetivo, mas incluía, obviamente, a santidade que ele havia previsto para nós.

E quando, pelas imperfeições que todas possuíamos, surgiram as óbvias dificuldades, decidimos não nos ver com o olhar humano – que descobre a palha no olho do outro, esquecido da própria trave – mas com o olhar que tudo perdoa e esquece. E sentimos que o perdão recíproco era um dever, para imitar Deus misericordioso, tanto que entre nós propusemos uma espécie de voto de misericórdia, isto é, cada manhã, ao levantar, víamo-nos como pessoas “novas”, que nunca haviam caído naqueles defeitos».

terça-feira, 19 de março de 2013

Missa de início do Pontificado: "Cuidar das pessoas que estão na periferia do nosso coração"



Cidade do Vaticano (RV) – Na solenidade de São José, Papa Francisco dedicou toda a sua homilia às virtudes do patrono da Igreja – e como podemos nos inspirar em suas qualidades.

Logo no início, recordou seu Predecessor, que celebra seu onomástico, para que o acompanhemos com a oração, “cheia de estima e gratidão”.

Comentando as leituras do dia, falou da missão de José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja. Uma guarda que se realiza com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender.

“Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio.”

José responde à vocação de Deus com disponibilidade e prontidão; tendo Cristo no centro da vocação cristã. Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos.

É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família. É viver com sinceridade as amizades. “Sejam guardiões dos dons de Deus!”

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuida da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. “Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.”

Papa Francisco pediu “por favor” aos que ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: “Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.

A seguir, Francisco falou do início do seu ministério como novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. Mas de que poder se trata? – questionou, respondendo com o convite de Jesus a Pedro: apascenta as minhas ovelhas.

“Jamais nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão.”

Este é o serviço que o Bispo de Roma e todos nós somos chamados a cumprir: dar esperança perante tantos ‘pedaços de céu cinzento’.

“Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! Para nós cristãos, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus”, concluiu Papa Francisco, pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério.

sábado, 9 de março de 2013

Processo de beaticação de Ginetta Calliari inicia nova fase

Ginetta Calliari foi cofundadora do Movimento dos Focolares no Brasil
Nesta sexta-feira, 8, tem início uma nova fase no processo de beatificação de Ginetta Calliari, cofundadora do Movimento dos Focolares no Brasil.

Para celebrar o encerramento da fase diocesana do processo e o envio da documentação ao Vaticano, o bispo de Osasco (SP), Dom Ercílio Turco, preside uma Missa às 20h na Catedral de Santo Antonio, na cidade.

"[Ginetta Calliari] é um exemplo para toda a sociedade. Testemunha que seguiu um caminho de santidade gera transformações, cria novas perspectivas, promove a fé, a paz e a unidade, que tanto precisamos neste mundo”. Foi o que afirmou Dom Ercílio, responsável pelo inicío do processo de beatificação.

O dia 8 de março é um dia significativo, pois além de ser o Dia Internacional da Mulher, foi a data do falecimento de Ginetta, em 2001, data também do início da causa de beatificação em 2007 e, agora, dia da conclusão da fase diocesana, para dar prosseguimento ao processo no Vaticano.

Leia mais
.: Avança processo de beatificação da Focolarina Ginetta Calliari

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A verdadeira causa da renúncia do Papa.


Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se pode entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"

O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entende.

Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.

Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira.

É simples assim.

O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.

E hoje ele volta a demonstrar isto. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo.

Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo.

Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.

Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde.

Bento XVI, obrigado por suas muitas renúncias.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Jornada Mundial da Juventude

ESTUDANTE DA UNIRR SERÁ COORDENADOR DE JORNALISMO EM COBERTURA INTERNACIONAL

Assim que completou o Curso Livre e Inclusivo Comunicador Integral, da Unirr, no final de novembro de 2012, o jornalista Marcos Beltramin foi convidado pela Rede Católica de Rádio, RCR, a assumir a coordenação, de 23 a 28 de julho, do departamento jornalístico de toda a rede via satélite, durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, que reunirá participantes de todos os continentes na capital fluminense.  

Na próxima sexta-feira, Marcos terá reunião na Rádio Catedral, no Rio de Janeiro, para iniciar o planejamento da cobertura, com apoio da equipe de jornalismo da emissora carioca.

“O curso Comunicador Integral da Unirr teve importante papel em mais essa conquista, pois nos dá uma visão geral dos processos de produção no rádio e dos critérios que devem ser usados para identificar a relevância jornalística de um fato divulgado. No curso, ao estudar pela primeira vez com estudantes com e sem deficiência, pude também aumentar minha experiência e sentir o quanto é positiva a convivência da diversidade humana nas redações das emissoras e na cobertura em ruas, praças, eventos, etc”, conta Marcos Beltramin.

Marcos já atuava como assessor de imprensa da RCR e como correspondente em São Paulo da Rede Sul de Rádio, com sede em Caxias do Sul.
 
Segundo seus dirigentes, a filosofia da Rede Católica de Rádio via satélite é contribuir para a educação, cultura e cidadania, tendo em vista o bem comum. A RCR, maior rede católica de rádio do Brasil, faz intercâmbio de experiências bem sucedidas e auxilia as emissoras com cursos e treinamentos nas áreas de gestão e comercialização, entre outras. “São mais de 200 emissoras unidas na comunhão da Igreja para transformar a sociedade”, completa Marcos Beltramin.

A Jornada Mundial da Juventude teve origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo papa João Paulo II, em Roma. No Encontro Internacional da Juventude, em 1984, o papa João Paulo II entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada. 

“O objetivo principal do evento é dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo”, comenta o jornalista.

Na foto, Marcos Beltramin, no momento da gravação do noticiário do programa do programa de rádio Papo que Inclui, produzido pelos estudantes da turma da noite do Curso Livre e Inclusivo Comunicador Integral da Unirr.  O programa está disponível no ambiente 'portfólio de estudantes' do site www.unirr.org.br .  

Para outras notícias da Unirr, acesse também www.facebook.com/unirrong .
ESTUDANTE DA UNIRR SERÁ COORDENADOR DE JORNALISMO EM COBERTURA INTERNACIONAL

Assim que completou o Curso Livre e Inclusivo Comunicador Integral, da Unirr, no final de novembro de 2012, o jornalista Marcos Beltramin foi convidado pela Rede Católica de Rádio, RCR, a assumir a coordenação, de 23 a 28 de julho, do departamento jornalístico de toda a rede via satélite, durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, que reunirá participantes de todos os continentes na capital fluminense.

Na próxima sexta-feira, Marcos terá reunião na Rádio Catedral, no Rio de Janeiro, para iniciar o planejamento da cobertura, com apoio da equipe de jornalismo da emissora carioca.

“O curso Comunicador Integral da Unirr teve importante papel em mais essa conquista, pois nos dá uma visão geral dos processos de produção no rádio e dos critérios que devem ser usados para identificar a relevância jornalística de um fato divulgado. No curso, ao estudar pela primeira vez com estudantes com e sem deficiência, pude também aumentar minha experiência e sentir o quanto é positiva a convivência da diversidade humana nas redações das emissoras e na cobertura em ruas, praças, eventos, etc”, conta Marcos Beltramin.

Marcos já atuava como assessor de imprensa da RCR e como correspondente em São Paulo da Rede Sul de Rádio, com sede em Caxias do Sul.

Segundo seus dirigentes, a filosofia da Rede Católica de Rádio via satélite é contribuir para a educação, cultura e cidadania, tendo em vista o bem comum. A RCR, maior rede católica de rádio do Brasil, faz intercâmbio de experiências bem sucedidas e auxilia as emissoras com cursos e treinamentos nas áreas de gestão e comercialização, entre outras. “São mais de 200 emissoras unidas na comunhão da Igreja para transformar a sociedade”, completa Marcos Beltramin.

A Jornada Mundial da Juventude teve origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo papa João Paulo II, em Roma. No Encontro Internacional da Juventude, em 1984, o papa João Paulo II entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.

“O objetivo principal do evento é dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo”, comenta o jornalista.

Na foto, Marcos Beltramin, no momento da gravação do noticiário do programa do programa de rádio Papo que Inclui, produzido pelos estudantes da turma da noite do Curso Livre e Inclusivo Comunicador Integral da Unirr. O programa está disponível no ambiente 'portfólio de estudantes' do site www.unirr.org.br .

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Congresso dos Focolares pretende discutir Direito e Fratenidade

O Movimento dos Focolares realiza entre os dias 25 e 27 deste mês, o II Congresso Nacional de Direito e Fraternidade, com o tema “O Princípio da fraternidade no Direito: instrumento de transformação social”. O evento pretende reunir professores, alunos, personalidades da magistratura, advogados, promotores de Justiça e todos os operadores do Direito.
O objetivo do encontro é discutir e aprofundar a proposta de colocar em prática o “Princípio da fraternidade no Direito” como “instrumento de transformação social”.
A iniciativa tem o apoio do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ministério Público do Estado de São Paulo, Associação Paulista do Ministério Público, Comissão Justiça e Paz, Ordem dos Advogados do Brasil/SP e outras instituições ligadas ao Direito.

De acordo com o procurador da Justiça do Ministério Publico de São Paulo e Coordenador nacional de “Direito e Fraternidade”, Munir Cury, o Direito necessita passar por uma transformação que seja compatível às realidades de violência e corrupção no país.
“Diante à crescente onde de violência, do fenômeno da corrupção, de muitos conflitos sociais, está surgindo, não somente no Brasil, a necessidade de um novo enfoque, de uma transformação do direito. Não poucos são os sinais que já se apresentam”, afirmou.

O que é Direito e Fraternidade?
É uma rede que reúne estudiosos e profissionais de diferentes áreas do Direito dos diversos Estados Brasileiro. Faz parte da rede internacional "Comunione e Diritto”. Tem em comum o compromisso de aplicar a categoria da fraternidade para desenvolver e disseminar uma nova cultura jurídica. Promove e apoia as mais diversas iniciativas baseadas no relacionamento fraterno entre operadores do Direito e entre mundos jurídico e sociedade civil. Dá suporte à formação das consciências.

O grupo nasceu em 2001 como resultado de uma intuição de Chiara Lubich (1920-2008), fundadora do Movimento dos Focolares, Prêmio UNESCO Educação para a Paz 1996, que deu inicio ao desenvolvimento da “cultura da unidade” e da fraternidade universal nos mais diversos âmbitos de conhecimento, do direito à política (Movimento político para unidade), da economia (Economia de Comunhão) à comunicação, saúde, pedagogia, ecologia, arte.

O Movimento dos Focolares
Nasceu no âmbito do cristianismo em Trento, na Itália, em 1943. Tem como objetivo contribuir a unidade da família humana na fraternidade universal. Atualmente está difundido em 180 nações e com mais de dois milhões de pessoas de diferentes religiões, de várias categorias sociais e idade. Reconhecimentos à Chiara Lubich: Congresso Nacional em Brasília (07.12.2012) - Ordem do Cruzeiro do Sul, do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso – 1998 - Prêmio Conselho da Europa Direitos Humanos 1998 - Prêmio Unesco Educação para a Paz 1996.
O II Congresso Nacional Direito e Fraternidade acontece nos dias 25, 26 e 27 de JANEIRO de 2013, no Centro Mariápolis Ginetta - Vargem Grande Paulista (SP). Para obter mais informações, acesse: www.direitoefraternidade.blogspot.com.br ou www.focolares.org.br.