sábado, 13 de junho de 2015

Experiências e Meditações

PERFEITOS NO AMOR

     Se em nossa vida procurássemos unicamente ser perfeitos no amor para com Deus e para com todos os irmãos, teríamos cumprido toda a lei.
     Sim, porque perfeitos na caridade para com Deus significa perfeitos no cumprimento de cada uma de suas íeis; perfeitos no viver com aquela caridade que o Espírito Santo difundiu em nossos corações e faz de nós pequenos sóis juntos do grande sol.
     Sabendo que “Deus é Amor”, e nos somos seus filhos, o nosso desígnio poderia ser a realização da palavra de Jesus: “sois deuses” amor junto do Amor, pequenos Jesus ao lado de Jesus, pequenas Maria ao lado de Maria.
     Perfeitos na caridade significa ter um perfeito amor para com os irmãos, amor que desenvolve em nós as virtudes cristãs, dando-nos a verdadeira pobreza, a pureza transparente, a humildade total, a perseverança até o fim, sem que o percebamos, a paciência sem peso...
     Perfeitos na caridade, não só para com aqueles que passam por nós, mas para com todos, significa ver o belo em todas e de todas as vocações na Igreja; apreciar o que há de positivo em todos os povos, contribuir, com essa atitude decidida, para a fraternidade universal e a paz.
     Significa valorizar o cristianismo que vive no seio das igrejas ou das comunidades separadas; compreender as boas aspirações de todos os homens, mesmo dos mais afastados de Cristo e dar, portanto, o primeiro passo a fim de poder-lhes oferecer a verdade plena.
     Ser perfeitos na caridade é pôr o coração e a boca à disposição do Espírito Santo, que por meio de nós pode aliviar chagas próximas ou distantes, ser refrigério para muitos e conquistar as almas.

Chiara Lubich


Famílias Novas

 





O Movimento 
um ramo do Movimento dos Focolares, surgiu em 1967. É composto por famílias que se propõem viver a espiritualidade da unidade e irradiar no mundo da família os valores que promovem a fraternidade universal.
Desenvolve atividades formativas para a família e de acompanhamento para noivos; tem uma atenção especial para casais em crise, viúvos, separados e casais em situação irregular; empenha-se na promoção de uma cultura da família e de adequadas políticas familiares, por meio de encontros e publicações, e colaborando com diversas agencias educativas.
O seu estilo de vida enraíza-se no Evangelho vivido na vida de casal, no crescimento dos filhos, colocando-se num diálogo construtivo com outras famílias e, ao mesmo tempo, com as diversas realidades culturais, civis e eclesiais do território
Desde o início – com a preciosa contribuição de Igino Giordani, escritor e homem político italiano, e primeiro focolarino casado – Chiara Lubich sempre resaltou, com força, a beleza do desígnio de Deus sobre o matrimônio, salientando a importância da função educativa dos pais e a ação social da própria família. “Creio que o carisma da unidade, enxertado na instituição sagrada do matrimônio, realize uma obra-prima da qual é difícil aperceber-se”, comentou Chiara em uma palestra de 1974.
Por isso sempre estimulou Famílias Novas a centralizar o compromisso dos dois esposos a amarem-se mutuamente, e a dirigir-se às famílias em dificuldade, divididas, a pessoas em estado de viuvez, às crianças abandonadas e a todas as situações de marginalidade.
No histórico discurso de fundação de Famílias Novas, em 19 de julho de 1967, deu-lhes um mandato: “Aqui, diante de vocês, parece-me ver Jesus que olha para o mundo, vê as multidões e tem piedade. Porque a parte de mundo que foi colocada sobre as costas de vocês é a mais dilacerada, a mais semelhante a Ele abandonado. Porém, através dos nossos olhos, é o mesmo Jesus que deve olhar para essas multidões e agir, para que esta piedade não fique no plano sentimental, mas se transforme em obras”.
Com o passar do tempo surgiram associações que atuam pelo bem da família, através de atividades de caráter cultural, espiritual e material, em diversos países do mundo.
Entre estas:
– Ação por Famílias Novas (AFN), opera na Itália desde 1998, segundo três diretivas:
  1. Iniciativas culturais e formativas para as famílias e sobre a família.
  2. Cooperação ao desenvolvimento: inclusive através do sustento à distância para famílias e menores em graves dificuldades financeiras, com projetos ativos em 53 países.
  3. Adoções internacionais: desde 2001 a AFN opera como entidade autorizada pela Comissão das Adoções Internacionais da Presidência do Conselho dos Ministros, da Itália, em colaboração com mais seis países.
– A Escola Loreto: Estabelecida em Loppiano (Florença-Itália) desde 1982, organiza cursos residenciais para todo o núcleo familiar, nos quais são aprofundadas diversas temáticas familiares sob a luz da espiritualidade da unidade. Retornando aos seus países as famílias que a frequentam tornam-se referência para outras famílias. Até agora participaram 1500, de todos os continentes.
Familyfest, Roma 1980
Etapas importantes do Movimento Famílias Novas foram os “Familyfest”, encontros internacionais que reuniram periodicamente, em Roma, milhares de famílias, que puderam compartilhar experiências e projetos.
“Hoje a família necessita de uma forte injeção de amor”, recordou Chiara Lubich às 22 mil pessoas presentes no primeiro Familyfest, em 1981. E acrescentou: “O nosso Movimento deseja revitalizar o amor que está implícito em cada família, com aquele amor que é puro dom de Deus”.
Durante o Genfest 1992, Chiara falou da família como “uma semente de comunhão para a humanidade do terceiro milênio”, desejando que “seus valores conaturais – a gratuidade, o espírito de serviço, a reciprocidade – possam ser transferidos a toda a família humana”.
A mensagem de viver e testemunhar o amor mútuo na família “para que se aproxime a hora na qual, sobre a terra, todos serão uma coisa só”, dirigida por ela ao Familyfest 2005, chegou a outros 7 dos 145 eventos realizados simultaneamente pelo mundo, em conexão via satélite diretamente da Praça do Capitólio, em Roma.
A 40 anos da fundação, vendo o desenvolvimento e os frutos de Famílias Novas, Chiara salientou “o desígnio ousado, estupendo e exigente da primeira célula da sociedade”. De fato “esta tem uma importância enorme na construção de um mundo de paz (…)”. “Vocês existem – continuava – para serem testemunhas de unidade, de amor duradouro, de Evangelho vivido. Assim não apenas viverão na alegria, mas continuarão a atrair muitos corações ao amor, até realizar, com todo o Movimento dos Focolares, a fraternidade universal”. (3 de novembro de 2007).
Atualmente são 800.000 as Famílias Novas, no mundo inteiro.

MUITAS VEZES O AMOR NÃO É AMOR


                        Porque muitas vezes o amor não é amor no mundo, vale para ele o ditado: «O amor é cego». Mas, se uma alma começa a amar, como Deus ensina — Deus que é Amor — vê logo, logo, que o amor é luz. De resto, Jesus o disse: «E quem me ama, será amado por meu Pai. Eu o amarei e a ele me manifestarei» (Jo 14,21).
                        Um turbilhão de vozes de procedências as mais variadas inunda com freqüência a nossa alma, sobretudo quando ela não sabe bem o que seja amar a Deus. São vozes insonoras, mas fortes: vozes do coração, vozes do intelecto, vozes de remorso, vozes de saudade, vozes das paixões... E nós seguimos ora uma, ora outra, preenchendo o nosso dia com atos que concretizam aquelas vozes ou ao menos são, de algum modo, determinados por elas.
                        Por isso, às vezes, a vida, ainda que vivida na graça de Deus, tem somente breves réstias de Sol; e tudo o mais fica imerso em um tédio, que uma voz, mais forte do que todas as outras, levanta-se amiúde para condenar, como a dizer que aquela não é a verdadeira vida, a vida plena.
                        Se, ao contrário, a alma se volta para Deus e começa a amá-lo, e seu amor é verdadeiro, é concreto, é de cada instante, de vez em quando percebe uma voz, entre as muitas que acompanham a vida.
                        Mais do que voz, é uma luz que se infiltra suavemente no intrincado concerto da alma. E um pensamento quase imperceptível que a ela se oferece, mais delicado talvez do que os outros, mais sutil.
Esta é, às vezes, voz de Deus.
                        Então, a alma que se decidiu pelo Senhor, que com Ele não regateia, mas a Ele tudo quer dar, extrai do pântano aquele repuxo límpido e sereno; é uma safira em meio a tantos seixos; é como o ouro em meio ao pó.
                        Toma-o, limpa-o, expõe-no e o traduz em vida.
                        Se, porventura, aquela alma decidiu caminhar para Deus com outras, a fim de que o Pai se rejubile com o amor fraterno entre os seus filhos, ela — depois de se aconselhar com quem lhe representa Deus na terra — comunica, com discrição, o seu tesouro aos outros, para que o bem seja comum, o divino circule e, como numa competição, um aprenda do outro a amar melhor o Senhor.
                        Agindo assim, a alma amou em dobro: amou ao fazer o que Deus queria, amou ao comunicar aos irmãos. E Deus, fiel a suas palavras eternas, continuará progressivamente a se revelar a ela.
                        Tudo isto é sumamente desejável, até que o nosso coração seja imerso o dia inteiro só em pensamentos de Céu, a ponto de transbordar; e a nossa vida, alimentada pelos Sacramentos, seja por eles identificada.
                        Damos Deus, se o temos; e o temos, se o amamos.
                        Então, poderão acender-se pequenos sóis, no mundo sombrio e monótono, que apontarão a muitos o caminho. Sóis que aquecerão, na humildade total de suas vidas completamente imoladas ao Senhor, em que eles já não falam, mas fala Ele; em que já não vivem, mas vive Ele.


Chiara Lubich



Famílias: O contágio da solidariedade

 
Iniciativas de ajuda à infância carente. #objetivo15mil foi o desafio proposto em Roma, em conexão direta com outras cidades, por AFNonlus, associação que se fundamenta nos valores solidários das famílias dos Focolares.
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20150608-03“No ano passado, uma menina de quase dois anos de idade, a quem eu quero muito bem, correu um grave risco de vida. Eu pensei que, porque havia nascido na Itália, recebera prontamente todos os tratamentos médicos e cirurgias, mas, se tivesse nascido em outro país com menos recursos, o que teria acontecido? E qual mérito ela tem para ter este privilégio? E as outras crianças não têm os mesmos direitos?”. Pensando assim Gabriela entrou em ação, organizando uma iniciativa para recolher fundos e para suscitar a sensibilidade em relação à infância desfavorecida, pedindo ao prefeito uma sede na praça principal da sua cidade, Marcignago di Pavia (norte da Itália), propagou a iniciativa também na sua paróquia, na diocese e na imprensa local. “Que resultados eu alcançarei, não tenho ideia – afirma – mas sei o motivo e para quem estou tomando esta iniciativa e isso é suficiente para esperar o máximo!”.
Este é um dos muitos testemunhos de pessoas que apoiam e que se empenharam pela campanha #objetivo15mil de AFN onlus, inaugurada no dia 24 de maio, em Roma, na sede de Città dell’Altra Economia. O objetivo – explica Andrea Turati, presidente da Associação – “é dar visibilidade ao que já fazemos por meio de programas que garantem alimento, assistência médica e instrução a 15 mil crianças, beneficiadas por uma centena de projetos em andamento em 50 países e incrementar o nosso empenho, contagiando muitas pessoas com o vírus da solidariedade”. As iniciativas de solidariedade se multiplicaram em muitas cidades italianas e em alguns projetos sociais em andamento no mundo inteiro que, por meio de conexões, apresentaram as próprias atividades: centros com ambulatórios, creches, escolas de ensino fundamental e atividades extraescolares, nas quais são oferecidas às crianças e adolescentes uma adequada alimentação, cursos escolares, aulas de reforço e de orientação profissional, consultas e tratamentos médicos. Esses programas se inserem em ações mais amplas, com a colaboração de parcerias nacionais e internacionais, a favor de famílias e inteiras comunidades, para alcançar a autonomia e o bem-estar global das crianças.
“Também nós queremos contribuir com a solidariedade”, nos disse Youn Vera que, graças ao apoio à distância, frequenta a escola fundamental no Colégio Gue Pascal, em Man, Costa do Marfim. “Para ajudar quatro colegas de classe, doentes e necessitados de tratamento, tivemos a idéia de fazer e cuidar de uma horta, com verduras e espinafre.”
“A ajuda à distância é uma ação que faz bem, primeiramente a nós mesmos, e não somente a quem a recebe, porque nos faz crescer, nos coloca em contato com pessoas e culturas diferentes, ajuda a redescobrir o valor da sobriedade e cria a comunidade”, afirmou Vincenzo Curatola, presidente do FórumSad, que reúne uma centena de associações em todo o território italiano. Cita-se como exemplo Guido e Azzurraque, junto a outros adolescentes de alguns bairros romanos, explicam como há quase dois anos fundaram uma associação com a qual desenvolvem várias atividades em favor dos outros. “A experiência mais forte, vivemos nas Filipinas, para responder com AFNonlus a emergência logo após o tufão Hayan. Hóspedes dos Focolares, nos inserimos em uma situação que estamos habituados a ver somente pela televisão e que são distantes. Viver tais situações, cotidianamente, transformou o nosso modo de pensar. Além disso, decidimos nos empenhar, a longo prazo, na ajuda à distância a uma menina que usa cadeira de rodas: Princess, com aquele sorriso, nos parece uma estrela brilhante!”.
Giusy, que mora nas proximidades de Pisanos contou que um pequeno grupo de Famílias Novas, dos Focolares, aos poucos, envolveu toda a sua cidade, a administração municipal e cerca 300 famílias.
“A iniciativa começou junto a um colega de trabalho, há 20 anos – nos conta Massimo Grossi, da RCS Corriere della Sera – e envolveu mais de 250 jornalistas e polígrafos. Reunindo muitas pequenas cotas, conseguimos atingir o suficiente para 50 ajudas à distância, para crianças na Ásia e na África: muitas pequenas contribuições reunidas, esta é a nossa iniciativa e a nossa força.”


Um bom fim de semana e um ótimo inicio de semana para os membros da obra de Maria. 
E sempre 1 todos vocês na Eucaristia
GUÉ



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