terça-feira, 9 de junho de 2015

Meditações e Experiências

Elaborado por Gué - Antônio José Fortes <guefortes@gmail.com>
JESUS ENTRE NÓS

Jesus, o filho de Deus, o amor do Pai encarnado, afirmou: "se dois ou mais se unirem no meu nome - isto é, prontos a amarem-se até a dar a vida um pelo outro, Eu estarei sempre no meio deles". Jesus no nosso meio,  dividindo conosco cada preocupação, aconselhando-nos caminhando conosco pelas ruas, entrando  nas nossas casas, alegrando com a sua presença a nossa felicidade...
Que maravilha poder ter sempre Jesus conosco, jamais ficar sozinhos, sentir a sua força, a sua potência, ver os efeitos extraordinários que opera quando O temos entre nós.
Jesus no nosso meio! Eis o Deus que está perto de nós, descido do céu para ficar entre os homens. Como ele nos quer bem! Se o soubessem todos aqueles que sofrem ou estão desesperados pela solidão e falta de afeto!
Mas com a nossa vida e as nossas palavras O revelaremos a todos eles.
Podemos ter sempre Jesus no nosso meio, porémexiste um porém: Ele estará no nosso meio se encontrarmos um amigo que queira tê-lo entre nós. Muitas vezes sabemos que estamos sozinhos na escola, por exemplo, sem ninguém que partilhe o nosso Ideal. Então, Jesus nos abandona?
Absolutamente não! Ele ainda está perto de nós e se esconde em cada pessoa que encontramos. Ele, de fato, considera feito a Si, tudo que fizermos aos nossos irmãos. E amando-os, o Amor cresce no nosso coração exatamente como se estivéssemos amando a Jesus. 
Santa Catarina de Sena, um dia vendo um pobre e não tendo nada para lhe dar tirou a pequena cruz do seu terço e lhe deu. De noite, ela teve uma visão: Jesus veio e mostrou-lhe uma cruz toda adornada de pedras preciosas: “Você a reconhece?”- perguntou Jesus a Catarina.- “Não”- respondeu a santa. “É aquela que você me deu ontem naquele pobre. Assim você a verá no juízo final”. Evidentemente aquelas pedras preciosas significam o amor  com qual Catarina havia doado a cruz do seu tercinho ao pobre. 
Portanto, Jesus está presente no irmão. Podemos doar esse amor ao irmão durante o dia inteiro, porque são muitos os irmãos que encontramos.

Chiara Lubich


Ser voluntário hoje: “Para mim você é Padre Pio!”

 
 
Ser voluntário hoje: “Para mim você é Padre Pio!”Também a idade da aposentadoria pode tornar-se uma etapa enriquecedora da vida, se sustentada pelo Evangelho vivido no cotidiano, não apenas em vantagem própria, mas para o bem de quem está “descartado”.
20150529-01«Quando posso frequento o círculo dos aposentados do meu bairro. Notei que alguns indivíduos são evitados pelas “pessoas de bem” porque desleixados, alcóolatras, meio mendigos, que passam o dia em companhia de um copo, e ninguém os envolve nas conversas.
Então comecei a aprender a jogar baralho e bocha, para estar com eles sem preconceitos. No início recebi frequentes reprovações. Mas, mesmo assim, procurei exprimir  simpatia, disponibilidade, inclusive em aceitar a linguagem deles e o método decrépito de jogar.
Um dia, Giulio, o mais mendigo de todos e que todos evitam, foi hospitalizado por uma crise de alcoolismo, e ninguém sabia em qual hospital. Fiz uma busca e vários telefonemas. Por causa da privacidade eu não conseguia obter notícias. Afinal interpelei os vigilantes de rua que conseguiram encontrá-lo. Cuidei dele. O médico me informou sobre as suas condições como seu eu fosse um familiar. Depois o levei de volta para casa, consegui os remédios e alimentos.
Silvio, outro alcóolatra, que quase tinha tido a carteira de motorista cancelada, arriscava perder o emprego. Fiz o que podia para que ele a recuperasse. Agora ele saiu da dependência e até tornou-se animador de um grupo de alcóolatras anônimos.
Ulisse era um jogador obstinado, se gabava de ser ateu e de “detonar” os padres. Durante dois anos eu engoli as suas expressões um tanto agressivas. Depois ele adoeceu com um tumor, mas, orgulhoso como era, não aceitava ajuda de ninguém. Um dia pediu-me que o acompanhasse até sua casa. Esse pedido inesperado foi para mim a resposta de que eu havia aberto uma brecha em sua alma e comunicado alguma coisa da minha fé.
Gianni, o mais novo de todos, 50 anos, um gigante de estatura, uma vida totalmente desordenada! Pelo seu estilo de vida tinha conseguido o último lugar na classificação de boa conduta. Estive perto dele até o fim de sua vida. Seus familiares estavam surpresos; alguns dias antes de sua morte ele tomou minhas mãos, apertou-as com suas mãos de gigante, exprimindo a sua gratidão e estima.
Guido é surdo-mudo, o mais isolado de todos porque o diálogo com ele é difícil. Tornamo-nos amigos e agora é meu companheiro no jogo do trunfo.
Um dia, Giulio, o mendigo, tirou do bolso uma foto de Padre Pio e, diante de todos, disse-me: “Para mim você é Padre Pio”. Desde aquele dia todos no círculo passaram a me chamar com esse nome, e embora para mim não fosse tão simpático, não pude evitar este estranho batismo.
Habitualmente estes meus amigos me aguardam com alegria, e muitas vezes acabo jogando com o amigo surdo-mudo contra dois alcóolatras. Somos o time mais conhecido do círculo e também o mais barulhento!
Antes de ir ao círculo faço uma visita à igreja próxima – coisa que não passou despercebida pelo grupo – para receber Dele a força e o modo certo para amar esses meus amigos de periferia».

Evangelho vivido. A fineza do amor

 
 

Dois jovens percorrem o mesmo caminho para descobrir a fraternidade como estilo de vida. Idéias que podem ajudar-nos a viver a Palavra de vida do mês
20150502-aNa rua
“Eu percorro quase sempre as mesmas ruas encontrando, a cada dia, uma multidão de pessoas. Pessoas que atravessam quando não devem; outras que buzinam porque ainda não arranquei quando o semáforo abre; outras, ainda, que tentam cortar meu caminho… Ainda bem que, às vezes, consigo lembrar-me que cada um deles é meu irmão, e então, até mesmo o trânsito mais caótico tornar-se menos complicado. Um dia fazia um calor demasiado. Notei que um ‘sem-teto’, que eu já vira diversas vezes, estava desfalecido, caído sobre si mesmo, na calçada. Aquela esquina era o seu terreno e o papelão, a sua casa.
Geralmente ele estava sempre bem e eu nunca havia parado antes, mas, entendi que havia algo errado e mesmo atrasado, com as consequências que isto comportava, eu não poderia prosseguir. Neste ínterim, a minha van, parada em uma área de tráfego pesado, foi imediatamente vista por policiais locais que, de longe, gesticulavam fazendo-me entender que partisse imediatamente. Respondi, também por meio de gestos, que eu queria ver aquela pessoa em dificuldade. Eles continuavam a insistir que eu devia ir embora, mostrando-me o bloco de multas. Eu pensei que deveria ser eles a cuidar daquela pessoa, mas por causa do descuido deles, eu corri a um bar para comprar uma bebida fresca para aquele pobre. De retorno, eu acariciei suavemente o seu rosto para que não se assustasse ao acordar. Graças a Deus recuperava-se aos poucos, mas, estava cansado e assustado. Eu aproximei o copo aos seus lábios e ele respondeu com um sorriso, agradecendo-me várias vezes. Depois chegaram também os policiais que, vendo a cena, um deles colocou o bloco de multas no bolso. Todos eles me cumprimentaram sorrindo.” Alexander – Grécia
20150502-02Segurança
“Alterno estudo e trabalho e, sou ‘segurança’ em um pub: função ingrata e, por vezes, não isenta de riscos, especialmente tendo que lidar com pessoas que consumam alguns copos a mais. Houve um mês no qual a Palavra de vida exortava a amar por primeiro. Como atuá-la em um ambiente de trabalho como o meu? No entanto, tomei a iniciativa e procurava sorrir e cumprimentar os clientes, mesmo se não recebia resposta. Depois de uma semana, para a minha alegria, percebi que começaram a retribuir as saudações. Portanto, a minha iniciativa fazia efeito! Não só isso: se antes, com as pessoas mais ‘difíceis’, eu usava métodos bruscos; depois, vendo Jesus em cada um, procuro ser cordial e interessar-me pelas pessoas. E assim, em momentos críticos, consigo evitar brigas e acalmar a situação. É, em certo sentido, uma tática preventiva que, entre outras coisas, me ajuda a conquistar a estima dos clientes e do gerente. E se alguém me pergunta qual o motivo do meu modo de agir, é uma oportunidade para falar de Deus Amor. Atualmente, no meu local de trabalho existe outra atmosfera que, entre outras coisas, tem o efeito de atrair novos clientes.” M – Polinésia


Como se Tornar Santo?


            Sucede, freqüentemente, que as almas sejam atraídas pela idéia da santidade. E talvez seja mesmo a graça de Deus que nela opera, suscitando este desejo.
            A consideração da preciosidade de um santo, a influência de sua personalidade em sua época, a revolução ampla e continua que ele traz ao mundo, são amiúde os primeiros combustíveis para alimentar a chama de semelhante desejo. 
            Mas, por vezes, a alma, que deste modo se sente tão docemente atormentada, encontra-se diante dos santos como diante de uma vala intransponível, ou de uma muralha invulnerável. 
“O que fazer para ser santo? “ – pergunta-se. 
“Qual a medida, o sistema, os meios, o caminho?”
            “Se eu soubesse que basta a penitência, flagelar-me-ia de manhã à noite. Se viesse a saber que é preciso a oração, dia e noite rezaria. Se fosse suficiente a pregação, percorreria cidades e aldeias, sem dar-me trégua, anunciando a todos a palavra de Deus... Mas não sei, não conheço o caminho.”
Cada santo tem sua fisionomia e distinguem-se uns dos outros, como as mais variadas flores de um jardim...
Todavia, talvez haja um caminho válido para todos. Talvez não seja preciso ir em busca da própria vocação, nem traçar um plano, ou sonhar programas, mas abismar-nos no momento que passa para cumprir naquele instante a vontade de Quem se disse “Caminho” por excelência. O momento passado já não existe; o momento futuro talvez jamais o tenhamos em nossas mãos. O certo é que podemos amar a Deus no momento presente que nos é dado. 
A santidade constrói-se no tempo. Ninguém conhece a própria santidade, nem muitas vezes a dos outros, enquanto estiver em vida. Somente quando a alma completou o seu percurso é que revela ao mundo o desígnio que Deus tinha sobre ela.
A nós não resta senão construí-la, momento por momento, correspondendo com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças, ao amor pessoal que Deus tem para conosco, como Pai celeste, amor pleno, como a grandeza da caridade de um Deus.

Chiara Lubich

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