segunda-feira, 29 de março de 2010

Economia de comunhão, por dom Irineu Roque Scherer*

20 de março de 2010


A Campanha da Fraternidade deste ano nos provoca a buscarmos uma economia que favoreça a vida das pessoas. A teoria da economia de comunhão foi lançada no Brasil por Chiara Lubich, em 1991, e hoje já está presente em mais de 140 países. É, na realidade, uma proposta à fraternidade e à comunhão vivida no setor econômico, superando o conflito entre capital e trabalho, pois são milhares de pessoas incentivadas a sair da situação de pobreza por meio da partilha, responsabilidade, reciprocidade e gratuidade. É um projeto que visa à partilha dos lucros que deve atender a três objetivos: manter e fazer crescer a própria empresa, socorrer os necessitados e formar pessoas com mentalidade fraterna e solidária.

Trago uma breve experiência relatada por Dayse Mulaski, da empresa Pet Show, de Ponta Grossa/PR, que narra: “Quem me encorajou para a abertura da empresa foi Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. A oportunidade aconteceu em 1998. Estava aposentada, quando conversei com um amigo da família, que procurava um sócio para abrir um pequeno comércio atacadista de ração para grandes animais. Em junho de 1999, conversando com um fornecedor, ele falou sobre pet shop e suas características, e que era um mercado em plena expansão em São Paulo. Dizia que eu devia encarar, pois seria a pioneira na cidade, visto que não havia nenhum negócio com o perfil de pet shop.

“Sou medrosa, mas enfrento os desafios, transformei gradativamente o comércio atacadista em varejista e em pet shop. Cada dia que passa, percebo com mais força que tudo é de Deus. Ele conduz, mantém e leva para frente. Sou apenas instrumento e canal, que acolhe e diz sim às oportunidades, para ser farol do projeto da economia de comunhão. Em novembro de 2004, recebi proposta de instalar a loja no primeiro shopping da cidade. Em princípio, não me interessei, pois a empresa ia bem, estava tudo bem acomodado. Porém, me lembrei de uma frase de Chiara Lubich, que dizia: ‘Ir adiante com ardor e coragem de pioneiros para que se realizem os desígnios de Deus, como modelo e estímulo de todo o projeto no mundo’.

“Nosso objetivo sempre foi gerar fraternidade, onde procuramos atender às pessoas como se tivessem somente elas para atender, cuidar do animalzinho, mas, principalmente, oferecer a disponibilidade de ouvir as pessoas. Essa qualidade é reconhecida o suficiente para que a loja seja referência na cidade e região, fato comprovado pelo hábito de clientes frequentadores de pet shop da concorrência e de cidades vizinhas, inclusive da capital, buscarem nossos serviços quando pretendem algum cuidado diferenciado. O sucesso e êxito da empresa estão alicerçados na determinação, garra e perseverança nas horas difíceis e na possibilidade de ser farol para dar visibilidade ao projeto de economia de comunhão que me serve de estímulo, impulso e motivação para continuar crescendo e gerando empregos. Neste momento, estou convencida de que cada funcionário, cada cliente, cada fornecedor e cada animal são pretextos para eu escrever minha história de cada dia”.

Nesta experiência, certamente não faltaram dificuldades, mas tudo foi vencido na força da fé e na inspiração evangélica de um novo estilo de economia. Com o uso da inteligência e a iluminação dos princípios cristãos, é possível um novo estilo de administração dos bens, não só para o bem-estar pessoal, mas, principalmente, para o bem comum. Quem acredita faz uma economia de comunhão, sem exclusão.

*BISPO DIOCESANO DE JOINVILLE

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pensamento do dia

Bom dia a todos.
Nessa caminhada testemunharemos Deus Amor à humanidade ao nosso redor: "Assim brilhe vossa luz diante dos homens para que vendo vossas boas obras, glorifiquem a Deus que está nos céus".
Tenhamos JM
1! Olavo

Passa Parola
22/03/2010

Caminhar na luz da vontade de Deus do momento presente

(Camminare nella luce della volontà di Dio dell’attimo presente)

sábado, 14 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Chiara Lubich lançou o desafio da "Economia de Comunhão" no Brasil, em 1991, no Centro Mariápolis, em São Paulo. A repercussão foi imediata. Vários empresários se sentiram impelidos a abraçar esta nova proposta desafiadora.
A Economia de Comunhão propõe uma participação ativa das empresas na ajuda aos menos favorecidos da seguinte maneira: a tripartição do lucro, ou seja, o lucro da empresa teria três destinos, um para investimento na própria empresa, outro para escolas que formem jovens com o ideal de fraternidade e o terceiro para os menos favorecidos. Esta proposta se baseia no princípio da "caridade na liberdade", isto é, o proprietário é quem decide o valor e a periodicidade da doação, já que o intuito maior é semear a co-responsabilidade com o bem estar do outro, mudando completamente a concepção de empresa porque, desta forma, o objetivo principal da empresa não vai ser mais o lucro por si só, mas tê-lo para dividir.Foi o que aconteceu na escola de Vargem Grande Paulista. A diretora Ana Maria Corrêa estava no momento em que Chiara lançou a Economia de Comunhão no Brasil. Ela se uniu a nove pessoas e, em dois anos, fundaram uma escola particular que tem 22% de bolsistas e a educação é diferenciada. Hoje, 745 empresas no Brasil vivem a Economia de Comunhão. Chiara Lubich recebeu inúmeros doutorados honoris causa e outros prêmios por causa da proposta. A idéia também entrou no meio acadêmico e foi assunto de teses e dissertações. Em algumas universidades, se tornou disciplina acadêmica. Para ganhar maior visibilidade, empresas se uniram em pólos e, como Chiara queria, eles precisariam estar sempre perto de centros permanentes do movimento, chamados "Mariápolis".Assim, atualmente, existem pólos empresariais na Argentina, Itália, Croácia e Bélgica. No Brasil, país pioneiro, existem três: o pólo Gineta, em Recife (PE), Fraçoar Never, em Belém (PA) e o pólo Spartaco. Este último fica em Cotia, a 50 km de São Paulo, com área total de 50 mil m². Todas as empresas ligadas a esse pólo implantaram a proposta da Economia de Comunhão. E para promover a integração entre os funcionários das organizações, foi criada uma associação que, além de outras atribuições, também oferece ao funcionário um microcrédito especial.Assista à primeira reportagem da série.: Saiba o que o Papa diz e como nasceu essa proposta
Siga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticiasConteúdo acessível também pelo iPhone - iphone.cancaonova.com

O pólo Spartaco teve início em 1994 e o lançamento da pedra fundamental contou com a presença de Gineta Calliari, a precursora do Movimento dos Focolares no Brasil. O empresário Augusto Lima conheceu o ideal de fraternidade na juventude e iniciou a carreira empresarial com o sonho de ter o lucro revertido para ajudar os menos favorecidos. Ao todo, 30 funcionários fazem parte da empresa.O lucro sai literalmente do bolso do empresário que, em vez de acumular bens, prefere fazer algo diferente.Além da tripartição do lucro, a empresa de Economia de Comunhão também procura dar oportunidade de trabalho a quem poderia não ser aproveitado no mercado atual. A funcionária Cecília Angélica é um caso assim: ela entrou na empresa sem especialização e foi na organização que conseguiu o pagamento integral da faculdade de Administração e, hoje, ela responde pelo setor de gerenciamento da fábrica.Na outra empresa de rotomoldagem que fabrica tanques, o relacionamento entre patrão e empregado também é marcado pelo ideal de comunhão.Um dos sócios da empresa, Odilon Augusto, deixou a carreira de executivo em uma grande multinacional e, hoje, investe o seu tempo na Economia de Comunhão.Para ajudar financeiramente as empresas do pólo Spartaco, foi criado também o Uniben Fomento Mercantil, que compra título de créditos das empresas e, embora as regras sigam o mercado convencional, há um elemento que vale mais que dinheiro.Estas são exemplos de empresas que não tem nenhum privilégio em relação às outras convencionais quanto ao pagamento de impostos, mas que se empenham em manter as organizações saudáveis financeiramente para poder partilhar seu lucro com outros. Empresas que não fazem assistencialismo, mas estão no contexto social daquela região, dando oportunidade a quem não tinha mais esperança, mudando conceitos e assumindo o papel profético de todo o cristão: formar homens homens novos para um mundo novo.Assista às outras reportagens da série.: Empresas aderem à proposta lançada por Chiara Lubich no Brasil.: Saiba o que o Papa diz e como nasceu essa propostaSiga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ajiornamento na Mariápolis Ginetta

Encontro de ajiornamento na Mariápolis Ginetta - dias 07 e 08 de novembro.
As inscrições já estão abertas pela internet:
http://www.cmginetta.org.br/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CONGRESSO INTERNACIONAL DE HUMANIDADE NOVA

Mensagem do Olavo aos voluntários:

Queridos voluntários, hoje tivemos um dia explêndido no Centro dos Voluntários. Revimos o colegamento e aproveito para declarar abertamente com cada um de vocês: Tenhamos JM! Vimos também um belo vídeo de Chiara, numa de suas últimas aparições em econtros onde fala em 2004 para um grupo de hindus, sobre as nossa duas principais fontes de união com Deus: O amor ao irmão e o amor a JA. Me tocou o fato que na maior parte das vezes que experimentamos os efeitos da união com Deus, é justamente depois de ter feito atos de amor concreto aos irmãos, muito mais que nos momentos de oração propriamente dita como o terço, missa, etc... Com certeza o nosso caminho por excelência de união com Deus passa pelo amor ao irmão.
Amanhã o povo vai numa audiência com o Papa na praça de S.Pedro, mas eu não vou porque estou meio gripado e desde que cheguei aqui não consegui descançar nenhum dia. Se não fizer isso, não sei se aguento mais 4 dias de encontro.
Um grande abraço para cada um no fazer com amor a sua vontade em cada momento presente.



1! Olavo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vamos fazer uma corrente de orações em todos núcleos para pedir ao eterno Pai, por intersessão de Maria, a plena recuperação da esposa do Paulo Vitor (Sorocaba).
"Minha esposa, Rose, passará por delicada cirurgia na cabeça. Devo interná-la, possivelmente, terça-feira dia 06 de outubro, para o procedimento que é urgente. Conto com as orações e a unidade de todos."

Uno
Paulo Vitor
É com imenso pesar que comunicamos a partida da esposa do Paulo Vitor esta madrugada, 12 de outubro.
Peçamos por toda a família.
Ela deixa o marido e um casal de filhos no dia de Nossa Senhora.
Unidos em Jesus Abandonado, peçamos a Nossa Senhora que a receba no Paraíso.
Tenhamos Jesus no meio.