terça-feira, 23 de agosto de 2011

Humanidade Nova

A consciência de que o Evangelho vivido, sob a luz da espiritualidade coletiva proposta por Chiara Lubich, pode dar respostas concretas aos desafios sociais de qualquer lugar e tempo, interpela homens e mulheres de boa vontade a enfrentar com perspicácia e competência os problemas da sociedade de hoje, sanar as chagas e evidenciar as potencialidades de indivíduos e comunidades.

Além do mais, na vida do Movimento, a dimensão espiritual jamais esteve desagregada da social, se já em 1943 Chiara mesma sonhava em “resolver o problema social de Trento”, e com suas primeiras companheiras girava pela cidade para curar as feridas materiais e espirituais dos sobreviventes dos bombardeios, para confortar quem ficara sozinho. Numerosas as experiências vividas nesse sentido, sempre com a extraordinária intervenção da Providência.

Expressão no campo social do Movimento dos Focolares, o Movimento Humanidade Nova tem como objetivo fazer com que as pessoas, seja em seu compromisso cotidiano seja em ações esporádicas, atuem a revolução evangélica, e que esta possa penetrar nas estruturas, renovando-as e gerando esperança, confiança, positividade.

O Movimento Humanidade Nova nasceu em 1968 e tem os seus principais animadores e sustentadores nos voluntários de Deus. São homens e mulheres comprometidos na linha de frente para a atuação das palavras do Evangelho, nos mais variados âmbitos sociais, culturais, econômicos e políticos, para dar respostas concretas aos desafios da sociedade contemporânea.

Em 1983, estando já maduro e difundido, o Movimento Humanidade Nova saiu à vida pública, com um evento no Palaeur de Roma, do qual participaram mais de 15 mil pessoas, dos cinco continentes. Apresentando a João Paulo II os frutos do ideal da unidade, na sua ação em campo social, Chiara Lubich descreveu assim os participantes: pessoas que desejam “testemunhar ao mundo que as circunda, com a própria vida e com a evidência dos fatos, a formidável incidência que o Evangelho tem também sobre o aspecto mais terreno da vida, individual e social, isto é, a contribuição que a Palavra de Deus, colocada em prática, é capaz de oferecer para a construção da cidade terrestre”.

Fazem parte de Humanidade Nova pessoas de todos os credos e condições, pessoas que querem contribuir para dar uma alma à sociedade contemporânea, concorrendo para a renovação de homens e estruturas. Justamente pelo aporte que o Evangelho dá “à construção da convivência civil, revigorando-a e transformando-a com o espírito da unidade, em todos os seus âmbitos” – como se lê no artigo 4 do Regulamento – as pessoas que dele participam, continua o artigo, reconhecem em todas as chagas e divisões da sociedade o grito de abandono de Jesus, e, confiando na promessa que Ele mesmo fez, “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estou no meio deles”, agem unidos, para responder com o amor ao Seu grito. Almejam suscitar a reciprocidade até chegar à unidade, cooperando com ideias e ações, para renovar relacionamentos, ambientes, estruturas, até influir nos aspectos políticos e legislativos. Consideram o canto do Magnificat a sua “Carta Magna”, e confiam a Maria, Rainha dos Povos, a sua ação.

Humanidade Nova, lê-se no artigo 3, “articula-se em ‘mundos’, que representam o conjunto dos vários âmbitos da vida social, com todas as pessoas envolvidas e as diversas categorias que atuam neles”. Por exemplo, do mundo da saúde fazem parte médicos, enfermeiros, doentes; o mundo da educação inclui professores, serventes, pais, e assim por diante, para todos os outros âmbitos, da política à economia, do direito à arte.

Um de seus últimos desenvolvimentos está voltado, de modo mais específico, ao contexto urbano: o Projeto Cidade, com o qual abre-se um caminho de amplo diálogo dentro da sociedade civil, das associações, das diversas formas de voluntariado e das instituições, por meio de iniciativas sociais, culturais, políticas.

Um laboratório de fraternidade, dentro do qual é possível descobrir a beleza de pensar e trabalhar juntos por um projeto comum, com a coragem de enfrentar as grandes questões da humanidade, como o respeito da pessoa em todos os seus componentes, da vida e do ambiente, mas também a paz e a justiça, para tornar a comunidade do mundo mais vivível e mais bela.

Projeto Cidade: http://www.glocalcity.org

Discurso do Papa no encontro com os voluntários da JMJ 2011

Domingo, 21 de agosto de 2011, 13h16
Boletim da Santa Sé
Queridos Voluntários!

Concluídas as atividades desta inesquecível Jornada Mundial da Juventude, quis deter-me aqui, antes de regressar a Roma, para vos agradecer vivamente pelo vosso inestimável serviço. É um dever de justiça e uma necessidade do coração. Um dever de justiça, porque, graças à vossa colaboração, os jovens peregrinos puderam encontra um amável acolhimento e uma ajuda para todas as suas necessidades. Com o vosso serviço, conferistes à Jornada Mundial a fisionomia da amabilidade, da simpatia e da dedicação aos outros.

Mas o meu agradecimento é também uma necessidade do coração, porque estivestes atentos não só aos peregrinos mas também ao Papa. Em todos os momentos em que participei, lá vos encontrei: uns visivelmente e outros em segundo plano, possibilitando a ordem que se requeria para tudo correr pelo melhor. E também não posso esquecer o esforço da preparação destes dias. Quantos sacrifícios, quanta solicitude! Todos vós, cada um como sabia e podia, pouco a pouco fostes tecendo com o vosso trabalho e oração a maravilhosa tela multicolor desta Jornada. Muito obrigado pela vossa dedicação. Agradeço-vos este profundo sinal de amor.

Muitos de vós tiveram de renunciar à participação direta nos atos celebrativos, ocupados como estáveis com outras tarefas da sua organização. Mas esta renúncia constituiu uma forma bela e evangélica de participar na Jornada: a da entrega aos outros, de que fala Jesus. De certo modo, tornastes realidade estas palavras do Senhor; “Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos” (Mc 9, 35). Tenho a certeza de que esta experiência como voluntário vos enriqueceu a todos na vossa vida cristã, que é fundamentalmente um serviço de amor. O Senhor transformará a vossa fadiga acumulada, as preocupações e a pressão de muitos momentos, em frutos de virtudes cristãs: paciência, mansidão, alegria de se dar aos outros, disponibilidade para cumprir a vontade de Deus. Amar é servir, e o serviço aumenta o amor. Penso que este seja um dos frutos mais belos da vossa contribuição para a Jornada Mundial da Juventude. Mas esta colheita não beneficia apenas a vós, mas à Igreja inteira que, com mistério de comunhão, se enriquece com o contributo de cada um dos seus membros.

Agora, ao voltardes para a vossa vida de todos os dias, animo-vos a guardardes no vosso coração esta experiência feliz e a crescerdes cada vez mais na entrega de vós mesmos a Deus e aos homens. É possível que, em tantos de vós, se tenha levantado, débil ou poderosamente, esta pergunta muito simples: O que Deus quer de mim? Qual é o desígnio de Deus para a minha vida? Não poderia eu gastar a minha vida inteira na missão de anunciar ao mundo a grandeza do seu amor através do sacerdócio, da vida consagrada ou do matrimônio? Se vos veio esta inquietação, deixai-vos conduzir pelo Senhor e oferecei-vos como voluntário ao serviço Daquele que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos” (Mc 10, 45). E a vossa vida alcançará uma plenitude que nem suspeitais. Talvez alguém esteja a pensar: O Papa veio para nos agradecer, e deixa-nos com um pedido! Sim, é mesmo assim! Esta é a missão do Papa, Sucessor de Pedro. Não esqueçais que Pedro, na sua primeira carta, recorda aos cristãos o preço com que forma resgatados: o do sangue de Cristo (cf. 1 Ped 1, 18-19). Quem avalia a sua vida a partir desta perspectiva sabe que ao amor de Cristo só se pode responder com amor; e é isto mesmo que vos pede o Papa agora na despedida: que respondais com amor a Quem por amor Se entregou por vós. De novo obrigado, e que Deus sempre vos acompanhe!


domingo, 21 de agosto de 2011

Jovens relatam emoção de poder almoçar com o Papa

Sexta-feira, 19 de agosto de 2011, 10h35
Thaysi Santos

Da Redação, com Site oficial da JMJ 2011


Site Oficial
Em sentido horário: Juan Carlos, Eva, Michelle e Paul
Doze jovens do mundo todo almoçaram nesta sexta-feira, 19, com o Papa Bento XVI: dois por continente e dois do país anfitrião da Jornada, a Espanha. A oportunidade de poder perguntar ao Pontífice qualquer coisa, pedir a ele que reze por alguma intenção pessoal ou simplesmente sorrir a ele é privilégio de poucos. Mas como foram eleitos os 12 jovens entre 1 milhão de participantes? O Comitê decidiu fazer um sorteio entre os voluntários internacionais da JMJ, que há meses colaboram na loucura que é organizar essa grande festa de fé.

Os voluntários são do Equador, Eslováquia, Taiwan, Estados Unidos, Vietnã, Congo, França, Ruanda, Autrália, Nova Zelândia e Espanha. Em entrevista antes do grande momento, eles explicaram como foi sua primeira reação quando ficaram sabendo que iriam comer com o Santo Padre e como acreditavam que isso pudesse influenciar suas vidas.

Confira o depoimento de alguns deles:

1) Juan Carlos Piedra Calderón, 33 anos, do Equador - Voluntário da JMJ na Direção Executiva

"Ouvi meu nome e não pude acreditar. Disseram meu apelido e não consegui acreditar que era eu mesmo. Fiquei muito feliz, estava sentado no chão e me levantei de uma vez. Aí vi meu nome no documento, só então acreditei. Era eu realmente. Fiquei muito impressionado e muito feliz. Hoje vi uma foto do Papa com os peregrinos da última Jornada e me emocionei muito. Vi o Santo Padre na mesa com os voluntários e fiquei ainda mais nervoso de pensar que vou comer na mesma mesa que ele. Estou ansioso para conhecê-lo. Sei que isso vai mudar a minha vida, mas não sei exatamente como. Bento XVI é um apóstolo e como cristão, isso significa muito para mim. A princípio pensei que isso não era para mim, que tem mais gente que merece, mas muitos padres me disseram: 'não ligue para isso, foi Deus quem escolheu você'".

2) Eva Janosikova, 28 anos, da Eslováquia - Voluntária internacional da JMJ, administra a página oficial da JMJ no Facebook

Reuters
Bento XVI durante o almoço com os 12 jovens
"Foi difícil acreditar. Simplesmente na presença do Papa será emocionante. Espero que esse encontro mude a minha vida, rezo por isso porque creio que comer com um homem santo deve mudar algo. Ver uma pessoa que segue tão intensamente a Cristo também deveria ajudar a todos para que O sigam. Só tenho medo de que ele me faça uma pergunta que eu não saiba responder. Estou me preparando muito, refletindo sobre minhas raízes, sobre o futuro dos jovens europeus. Creio que seja providencial essa oportunidade para mim, isso tem me feito refletir muito."

3) Paul , 27 anos, do Vietnã - Voluntário internacional na JMJ

"Fiquei muito feliz quando soube, muito emocionado. Esse almoço é um presente de Deus, vai mudar minha história. quero saudá-lo por todos os jovens asiáticos. Nem sei como me preparar, mas sei que é um presente de Deus que tem me feito repensar e refletir sobre muitas coisas."

4) Michelle Hatfield, 22 anos, dos Estados Unidos - Departamento de voluntários internacionais da JMJ

"Eu não estava no escritório quando anunciaram os nomes dos peregrinos que iriam comer com o Santo Padre. Um dos voluntários chegou depois e me disse. Fiquei muito impressionado, alegre e grato por essa oportunidade. Tenho rezado todos os dias com o coração agradecido a Deus. A alegria que sinto em representar os jovens dos Estados Unidos é uma sensação que não consigo descrever. Ser voluntário já mudou a minha vida, comer com o Papa então... vai mudar tudo, mas ainda não sei exatamente como. Tenho participado da Missa diariamente e rezado o rosário para agradecer a Deus por essa oportunidade.


Confira mais informações na reportagem de Danusa Rego


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Edith Stein

‎"Mais que a filosofia, é a via da fé que nos dá Deus; aquele Deus que está ao nosso lado pessoalmente, amoroso e misericordioso e que nos dá tanta segurança como nenhum conhecimento natural nos pode dar." - Edith Stein.
De fato, é na experiência com Deus que encontramos o sentido da vida. A vida continua nos apresentando desafios, mas Ele nos sustenta.
Este pensamento de Edith Stein, particularmente, me faz recordar aquela passagem do Evangelho em que Jesus Ressuscitado se apresenta na praia, mas seus discípulos não o reconhecem rapidamente. Jesus pede a eles que avancem pelo mar para pescar, pois passaram a noite toda sem conseguir pescar nenhum peixe. Então, João reconhece Jesus e diz a Pedro: "É o Senhor!". Diz o Evangelho que os discípulos, após terem pescado enorme quantidade de peixes, "não ousaram perguntar ao Senhor quem Ele era", pois SABIAM que era Jesus (Jo 21, 1-14).
Com efeito, quando temos essa experiência com Deus, sentimos interiormente uma acolhida tão grande por parte do Senhor que SABEMOS que é Ele... é Ele...
É claro que o conhecimento humano é importante, pois nos abre a mente para novos horizontes, e sempre é bom buscar o conhecimento, mas a Deus precisamos buscá-Lo com fé na oração e a oração é o meio em que adquirimos o conhecimento de Deus.

Tânia Alegre

"Eis que eu vim para fazer a tua vontade."