sábado, 31 de dezembro de 2011

30 Dezembro 2011
Focolarina italiana, residente na Suíça.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Papa explica como vencer desânimo da fé

Quinta-feira, 22 de dezembro de 2011, 12h07


Nicole Melhado
Da Redação


Arquivo
Bento XVI salienta que a verdadeira felicidade está na fé
Para o Papa Bento XVI a maior ameaça à Europa não é a crise financeira, mas é a crise ética que ameaça o Velho Continente.

“Embora certos valores como a solidariedade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelos pobres e atribulados sejam em grande parte compartilhados, todavia falta muitas vezes a força capaz de motivar e induzir o indivíduo e os grandes grupos sociais a abraçarem renúncias e sacrifícios”, salienta o Pontífice.

No encontro com os membros da Cúria Roma, nesta quinta-feira, 22, na Sala Clementina, Bento XVI ressaltou que o conhecimento e a vontade caminham, necessariamente, lado a lado. A vontade de preservar o lucro pessoal obscurece o conhecimento e este, enfraquecido, é incapaz de revigorar a vontade.

Acesse
.: NA Íntegra: Discurso do Papa à Cúria Romana - 22/12/2011


Então surgem os questionamentos: Onde está a luz que possa iluminar o conhecimento? Onde está a força que sublime a nossa vontade? Segundo o Papa, estas são questões que nova evangelização deve dar resposta.

Mas então como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

As pessoas que frequentam regularmente a Igreja vão se tornando sempre mais idosas e o número de fiéis está diminuindo continuamente. Bento XVI nota também uma estagnação nas vocações ao sacerdócio, bem como um crescimento do cepticismo e da descrença. “Então que devemos fazer?”, questiona o Papa.

“ O cerne da crise da Igreja na Europa, como disse em Friburgo, é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as outras reformas”, salienta.


Fé e felicidade africana
Em sua viagem à Benim, na África, Bento XVI disse não ter visto tédio no ser cristão, ele via alegria, mesmo em meio as dificuldades.

“E desta alegria nascem também às energias para servir Cristo nas situações opressivas de sofrimento humano, para se colocar à sua disposição em vez de acomodar-se no próprio bem-estar. Encontrar esta fé disposta ao sacrifício e, mesmo no meio destas [dificuldades], a 'alegria' é um grande remédio contra a lassidão de ser cristão que experimentamos na Europa”, afirma o Papa.

JMJ: remédio contra o desânimo da fé

O Pontífice ressalta também que um remédio contra a lassidão do crer foi também a magnífica experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madrid.

“Esta foi uma nova evangelização ao vivo. De forma cada vez mais clara vai-se delineando, nas Jornadas Mundiais da Juventude, um modo novo e rejuvenescido de ser cristão”, disse.

A experiência da JMJ fez o Papa identificar cinco pontos importantes:

1. Universalidade da Igreja

Para Bento XVI, a JMJ Madri mostrou que há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja.

“Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e, no entanto, sentimo-nos imediatamente unidos como uma grande família. Separação e diversidade exteriores ficaram relativizadas. As nossas orações são as mesmas”, destaca o Papa.

No interior de cada um há o mesmo encontro com Jesus Cristo e a liturgia comum constitui uma espécie de pátria do coração e une todo numa grande família.

“Assim compreendemos também de maneira muito concreta que, apesar de todas as fadigas e obscuridades, é bom pertencer à Igreja universal que o Senhor nos deu”, reforça.


2. Novo modo de ser cristão 
O encontro com os voluntário que trabalharam para a realização da JMJ 2011 mostrou ao Papa um novo modo de ser cristão. A maioria dos voluntários eram jovens, cerca de 20 mil, e todos eles doaram o próprio tempo e disposição para a realização daquele evento, ofereceram a própria vida.

“No fim, estes jovens estavam, visível e ‘palpavelmente’, inundados de uma grande sensação de felicidade: o seu tempo tinha um sentido; precisamente no dom do seu tempo e da sua força laboral, encontraram o tempo, a vida”, destaca o Pontífice.

Para ele, ficou evidente algo fundamental: estes jovens ofereceram, na fé, um pedaço de suas vidas, e não porque isso lhes fora mandado, nem porque se ganha o céu com isso, nem mesmo porque assim se escapa ao perigo do inferno. Mas os jovens não fizeram isso, porque queriam ser perfeitos, eles não olhavam para trás, para si mesmos.

“Quantas vezes a vida dos cristãos se caracteriza pelo fato de olharem, sobretudo, para si mesmos; por assim dizer, fazem o bem para si mesmos. E como é grande, para todos os homens, a tentação de se preocuparem antes de mais nada consigo mesmos, de olharem para trás para si mesmos, tornando-se assim interiormente vazios, como ‘estátuas de sal’!”, salienta o Papa.


3. Adoração ao Santíssimo Sacramento


Nas vigílias com os jovens, em todas suas viagens deste ano e especialmente na JMJ de Madri, o momento mais importante era sempre a Adoração Eucarística.

“A adoração é, antes de mais nada, um ato de fé; o ato de fé como tal. Deus não é uma hipótese qualquer, possível ou impossível, sobre a origem do universo. Ele está ali. E se Ele está presente, prostro-me diante Dele”, destaca Bento XVI.


4. Sacramento da Penitência
Outro elemento importante das Jornadas é a presença do sacramento da Penitência, que, com uma naturalidade sempre maior, vai se tornando parte do conjunto.

“Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade. Incessantemente a minha alma fica manchada por esta força de gravidade em mim, que me atrai para baixo. Por isso, temos necessidade da humildade que sempre de novo pede perdão a Deus, que se deixa purificar e que desperta em nós a força contrária, a força positiva do Criador, que nos atrai para o alto”, explica o Pontífice.


5. Alegria de ser cristão


Sem dúvida a grande característica de todas as Jornadas com a juventude é a alegria. Mas de onde ela vem? Como se explica?

Seguramente, destaca o Papa, são muitos os fatores que interagem. Mas, para ele, o fator decisivo é a certeza que deriva da fé, a certeza de ser amado e de ter uma missão confiada por Deus.

O filósofo alemão Josef Pieper salienta que ‘quem não é amado, também não se pode amar a si mesmo. Mas o verdadeiro amor, aquele incondicional que todo ser humano necessita provém somente de Deus.

“Quando falta ao homem a percepção de ser acolhido por Deus, de ser amado por Ele, a pergunta sobre se existir como pessoa humana seja verdadeiramente coisa boa, deixa de encontrar qualquer resposta; torna-se cada vez mais insuperável a dúvida acerca da existência humana. Onde se torna predominante a dúvida sobre Deus, acaba inevitavelmente por seguir-se a dúvida acerca do meu ser homem”, reforça o Papa.

É a difusão desta dúvida, da dúvida do amor de Deus que traz a infelicidade e a tristeza interior. Bento XVI reforça que só a fé dá a certeza que é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. É a fé que faz as pessoas felizes a partir de dentro e as JMJ são a prova disso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Princípio da Fraternidade como Vetor na Aplicabilidade do Direito Ambiental

Por Rafaela Brito, Advogada, Colunista de Plurale (*)




Fraternidade significa “amor ao próximo; fraternização e união ou convivência como de irmãos; harmonia, paz, concórdia, fraternização”. (FERREIRA, 2008, p.418). Neste sentido, a fraternidade é identificada com a solidariedade horizontal, uma vez que surge do socorro mútuo prestado entre as pessoas, e que se coloca ao lado daquela outra forma de solidariedade, ligada à fraternidade por um vínculo de subsidiariedade, denominada de vertical, baseada na intervenção direta do Estado e dos poderes públicos em socorro das necessidades coletivas. A solidariedade vertical expressa-se nas formas tradicionais de intervenção e ação do Estado social, ou seja, alude à ação direta dos poderes públicos com a intenção de reduzir as desigualdades sociais e permitir o pleno desenvolvimento da pessoa humana. A solidariedade horizontal, por sua vez, diz respeito a um princípio que pode ser deduzido de um necessário “socorro mútuo” entre os próprios cidadãos. (BAGGIO, 2008, p.114).




BAGGIO (2008, p.21), constitucionalista italiano, faz menção aos princípios democráticos que surgiram com maior ênfase na Revolução Francesa: a fraternidade, no entanto, no decorrer da história, foi adquirindo um significado universal, chegando a identificar o sujeito ao qual ela pode referir-se plenamente: o sujeito “humanidade” – comunidade de comunidades -, o único que garante a completa expressão também aos outros dois princípios universais, a liberdade e a igualdade.

Bonavides é um dos constitucionalistas que também defende a causa de que os direitos da primeira geração são os direitos individuais; os da segunda são os direitos sociais e os da terceira, direitos ao desenvolvimento, ao meio-ambiente, à paz e à fraternidade, permanecem eficazes, são infra-estruturais, formam a pirâmide cujo ápice é o direito à democracia; coroamento daquela globalização política para a qual, como no provérbio chinês da grande muralha, a humanidade parece caminhar com menos vagar, depois de haver dado o seu primeiro e largo passo.
Acredita-se que a opinião defendida pelo autor italiano acima referido é coerente com a defesa de que a fraternidade é um direito e, por isso, um guia para que o Direito Ambiental seja amplamente realizado. Por referir-se ao sujeito “humanidade” abrange a todos, logo, o ambiente sadio é obrigatório a todos, sem distinção.
No âmbito do direito ambiental, o princípio da fraternidade funciona como um meio, não um fim. O constitucionalista Canotilho é um dos defensores de que o direito tem uma caixa de ferramentas, que pode orientar a acção para a obtenção desse resultado, que é a construção da justiça na sociedade para a realização da fraternidade.
Mais uma vez, corrobora-se a tese de que o princípio da fraternidade é o vetor, o guia a ser seguido para a aplicação do princípio da sustentabilidade e do Direito Ambiental. É o amor mútuo, o socorro entre os próprios indivíduos da sociedade que proporcionará a aplicabilidade de um ambiente ecologicamente equilibrado e harmônico. A interdependência que caracteriza a comunidade internacional está ligada ao conceito de governança ambiental que é dado a cada Estado e aos indivíduos que dele fazem parte.
Aplicar o princípio de fraternidade e de solidariedade, com ou sem o apoio estatal, por meio da educação ambiental, ou projetos e programas coletivos, fraternos, de amor mútuo, por moralidade, com vistas à proteção do meio ambiente e dos recursos naturais, torna-se fundamental para a aplicabilidade do Direito Ambiental, de cunho comunitário, universalista e fraterno.
(1) Conferência proferida no dia 15 de setembro de 2003, perante o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em solenidade comemorativa do transcurso dos 15 anos da Constituição da República Federativa do Brasil

domingo, 11 de dezembro de 2011

Papa pede respeito pelo direito à vida

Bento XVI sublinha proximidade do Natal, apontando para lá das luzes e das mensagens comerciais

D.R.
Cidade do Vaticano, 11 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI deixou hoje um apelo em favor do respeito pela “vida”, assinalando no Vaticano o aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, firmada a 10 de dezembro de 1948.
“O primeiro entre todos os direitos é o [direito] à vida”, disse o Papa a representantes de movimentos e associações pró-vida de países europeus, incluindo Portugal, reunidos em Roma para a entrega do prémio ‘Madre Teresa de Calcutá’, que este ano distinguiu a título póstumo Chiara Lubich, fundador do movimento dos Focolares.
Perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, Bento XVI apresentou uma reflexão sobre a proximidade do Natal, num domingo chamado ‘Gaudete’ (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações de Advento, tempo que antecede a celebração do nascimento de Jesus.
“O ambiente exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial, mesmo que num tom menor, por causa da crise económica. O cristão é convidado a viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes, mas sabendo dar o justo valor às coisas, para fixar o olhar interior em Cristo”, disse.
O Papa saudou, em seguida, um grupo de crianças que levaram ao Vaticano as imagens do Menino Jesus, para serem ali abençoadas.
“Queridas crianças, quando rezardes diante dos vossos presépios, recordai-vos também de mim, como eu me lembro de vós”, pediu.
Horas antes, Bento XVI tinha tido outro encontro com meninos e meninos na paróquia de Santa Maria das Graças, em Roma, que visitou esta manhã.
“Sabemos que o Natal está próximo: preparemo-nos não só com os presentes, mas com o nosso coração”, afirmou, então, desejando aos presentes “toda a alegria do Natal e toda a alegria da presença do Menino Jesus Cristo que é Deus”.
Na homilia da missa a que presidiu na paróquia romana, o Papa falou do tempo litúrgico do Advento como um momento de “esperança” e de anúncio de Jesus, a exemplo da figura de São João Baptista.
Bento XVI apelou a um testemunho da “caridade”, do “amor e da fraternidade”, sem deixar de lado o compromisso de “purificar e reforçar a própria fé diante dos perigos e das insídias que a podem ameaçar”.
O calendário do Papa até à celebração do Natal inclui, na quinta-feira, um encontro com os universitários de Roma, para a recitação da oração de vésperas na basílica de São Pedro, Vaticano, apontamento que o próprio quis hoje destacar, após o Angelus, convidando os jovens a participarem.
OC


"A verdadeira alegria está no encontro com Deus"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa rezou ao meio dia deste domingo a oração do Angelus com cerca de 40 mil romanos e turistas presentes na Praça São Pedro. De seu balcão, Bento XVI fez antes um breve discurso dedicado à preparação do Natal nestes tempos de crise econômica.

“O mundo exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial - mesmo que num tom menor por causa da crise econômica - mas, se formos vigilantes na oração e exultantes no louvor, nossos olhos reconhecerão em Jesus a verdadeira luz do mundo, aquela que ilumina nossas trevas” – disse o Papa.

Explicando que os cristãos devem viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes das ruas e das lojas, mas sabendo dar o justo valor às coisas, Bento XVI prosseguiu:

“A atenção ao coração, que o cristão é chamado a exercer na vida cotidiana é uma característica especial deste tempo, em que nos preparamos com alegria para o mistério do Natal”.

Este é o III Domingo de Advento, o chamado ‘Gaudete’, (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações do Advento. Assim sendo, Bento XVI convidou os cristãos à alegria, no sentido mais profundo da palavra:

“A verdadeira alegria não é fruto da diversão, entendida no sentido etimológico da palavra 'di-vertere', ou seja, eximir-se dos compromissos da vida e de suas responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo” – comentou, reafirmando a importância de reservarmos espaços de tempo para o descanso.

“A felicidade verdadeira está vinculada à nossa relação com Deus; não é um estado de espírito passageiro, nem algo que obtemos com nossos esforços, mas é um dom, nasce do encontro com a pessoa viva de Jesus. Quem encontrou Cristo em sua vida, sente no coração uma serenidade e uma alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar”.

Após rezar a oração dominical, o Pontífice fez as suas habituais saudações em várias línguas. Em italiano, dirigiu-se aos representantes europeus de movimentos pró-vida que estão em Roma para a entrega do Prêmio “Madre Teresa di Calcutá”, a título póstumo, a Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. A propósito do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 10 de dezembro de 1948, recordou que o primeiro dentre todos os direitos é a vida.

E em seguida, um dos momentos mais aguardados deste domingo, quando o Papa abençoa as pequenas estátuas do Menino Jesus levadas à Praça pelas crianças de Roma: “Queridas crianças, quando rezarem diante dos seus presépios, lembrem-se também de mim, como eu me lembro de vocês” – pediu.
(CM)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Continuamos a recordar os nossos voluntários no Céu.

De entre eles desta vez um pensamento para Pierre Roiret de Lion, França.

Do seu perfil:

“ A cidade de Lion perdeu uma das suas figuras de grande relevo humano e espiritual. Pierre, voluntário de Deus partiu no dia 6 de Dezembro aos 92 anos depois de ter sido atropelado por uma mota mesmo no centro da sua muito amada cidade.

Pierre e a sua mulher Yvonne conheceram o Movimento na Mariápolis de Dijon, em 1971; Desde então não deixaram de se alimentarem da nascente do Ideal. Numa entrevista recente dizia: “ E isso deu sentido a todas as minhas actividades”.

Em 1974, Pierre e Yvonne, tornaram possível a abertura desejada por Chiara, do focolar feminino de Lion.

Em Lion, escrevem-nos os dois responsáveis da zona, nunca encontrámos obstáculos à difusão do Ideal nos diversos ambientes. Foram Pierre e Yvonne que deram a conhecer Chiara à sobrinha, Thérèse Clayette actual delegada da Obra na zona de Lion.

Onde quer que fosse, Pierre apresentava-se - sem qualquer temor humano – como membro activo do Movimento. Muitas vezes (se não sempre) falava da sua fundadora…

Nestes dias em muitas realidades da Igreja e da sociedade civil de Lion, foi realçada a excepcional dimensão social e eclesial de Pierre.

Foi o arcebispo - cardeal Philippe Barbarin – a querer celebrar o funeral, em conjunto com sacerdotes, personalidades…. Na homilia não hesitou a apresenta-lo como cristão e cidadão exemplar …… sobretudo pelo modo como, com uma caridade refinada, realizou muitas tarefas.

Foi sempre de grande ajuda aos vários Cardeias de Lion que lhe confiaram encargos específicos, como a presidência da Universidade católica do Hospital St. Joseph.

Um homem ao serviço de todos.

Depois do funeral muitos quiseram agradecer publicamente o seu amor concreto.

Há algumas semanas, Pierre pediu para receber, com a mulher Yvonne, gravemente doente, a Santa Unção.

Caríssimos. Agradeço as vossas mensagens que nos fazem continuar a viver no clima de família do último congresso.

Confiamos às vossas orações e à de todos os voluntários, Ovidio de Córdoba – Argentina, Sergio de Turim – Itália, Joe da Escócia, de que recebemos notícias das zonas e que estão doentes. Rezamos também por todos os voluntários que estão a passar por provas físicas ou espirituais.

Recordamos de modo especial Pierlorenzo, que foi nosso responsável durante vários anos, e que está hospitalizado gravemente doente. Que Maria o prepare para o encontro com Jesus.

Vivamos em conjunto para o próximo dia 8 de Dezembro: que seja uma alegria plena para Emmaus e para todos os que participarão

Mais uma vez agradecemos do coração pelo vosso amor. Sempre juntos, Paolo, Silvio e todos os do centro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prêmio Europeu para a Vida, em memória de Chiara Lubich

Movimentos europeus pela vida reunidos em Roma

Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 (ZENIT.org) - Um lorde inglês parente da rainha, um cardeal italiano presidente do Conselho Pontifício para a Família, um bispo romeno e outro ucraniano, o prefeito de Roma, o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, o ministro húngaro dos Assuntos Sociais e da Família, um ex-presidente do Conselho de Ministros italiano, juntamente com representantes de movimentos pró-vida de 13 países europeus: Suécia, Romênia, Hungria, Ucrânia, Eslováquia, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, França, Polônia, Portugal e Itália, vão se reunir em Roma, em 10 de dezembro, para comemorar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e entregar o Prêmio Madre Teresa de Calcutá à memória de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares.

O encontro tem promoção do Movimento pela Vida (MPV) italiano e será realizado no Capitólio a partir das 16h30.

Na carta-convite, o presidente do MPV, Carlo Casini, lembrou que desde 2008 é promovido um "Prêmio Europeu pela Vida" em nome da Madre Teresa de Calcutá.

O prêmio é concedido em uma cerimônia de comemoração da Declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada em 10 de dezembro de 1948. O mundo inteiro se lembra desse aniversário todos os anos, mas muitos esquecem do primeiro e fundamental de todos os direitos humanos: o direito à vida.

O prêmio Madre Teresa foi dado pela primeira vez em Estrasburgo à memória do professor geneticista Jerome Lejeune. Neste ano, será atribuído à memória de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, associação espalhada pelo mundo que sempre deu uma contribuição extraordinária à causa da vida.

Na manhã de 10 de dezembro, representantes do Movimento Europeu para a Vida se reunirão para coordenar forças visando o reconhecimento da pessoa desde a concepção.

Em dezembro de 2009, com outros movimentos pró-vida europeus, o MPV italiano entregou 500.000 assinaturas ao Presidente do Parlamento Europeu para que na interpretação da Carta dos Direitos Fundamentais fosse reconhecido o direito à vida de cada ser humano da concepção até a morte natural. Segundo o presidente do MPV, este gesto teve um efeito positivo.

O Tratado de Lisboa oferece agora uma oportunidade maior, porque um milhão de pessoas podem pedir um ato de valor jurídico à Comissão Europeia sobre o mesmo assunto. A Comissão não pode ignorar a questão e os organizadores devem ser ouvidos nas instituições europeias.

O reconhecimento da pessoa desde a concepção tem um valor jurídico e social de referência para dar um basta ao dramático número de abortos que vem gerando há décadas o “fenômeno dos berços vazios”.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caríssimos responsáveis dos voluntários.

Desejo que tenham regressado bem às vossas famílias.

Mais uma vez, muito agradeço os belos dias construídos e vividos juntos no nosso congresso.

Continuamos a recordar os nossos mariapolitas celestes, sempre presentes entre nós.

Desta vez recordamos de modo particular o primeiro voluntário da Escócia - James Henderson.

Do seu perfil...Era na sua casa que a Dori, nas viagens que fazia, se hospedava e fazia os encontros do início do movimento em Glasgow.

... James e a sua mulher Kathlyn, ambos voluntários, e as suas duas filhas, tendo apenas o necessário para viver, deixavam o seu quarto para os hóspedes e dormiam onde podiam, sem o fazerem notar: Por exemplo, James dormia muitas vezes na mesa da cozinha.

..... James era definido por todos como um “homem justo”. Num dos primeiros encontros com a Dori, querendo dar tudo a Deus, deu o seu relógio de ouro, a única “segurança material” que possuía…..Nos últimos tempos a sua capacidade física estava muito diminuída, mas o seu espírito não.

Num encontro em Outubro, depois da leitura da Palavra de Vida de Novembro relativa ao estar vigilante, falou com a paixão que o caracterizava de vivermos recomeçando sempre e contou como tinha recomeçado a ir à Missa todos os dias, às oito da manhã, superando-se a si mesmo, levantando-se, apesar do intenso frio escocês.

James é uma figura excepcional que consideramos como um pai da Obra na Escócia…Era um filho fidelíssimo de Chiara, a quem o ligava um amor profundo, alimentado também pela filha Thérèse, que até há pouco tempo fez parte do Gen Verde.

Até ao fim o seu lema foi: ”Quero fazer apenas a vontade de Deus”. Pouco depois da meia-noite do dia 23 de Novembro, na presença da sua mulher e da filha Kathlyn, também ela voluntária, entrou em coma e partiu acompanhado por Jesus no Meio.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Papa lamenta assassinatos de religiosa e voluntário na África

Nicole Melhado

Da Redação, com news.va (tradução - equipe CN Notícias)


Montagem sobre fotos de Arquivo
Irmã Lukrecija Mamic e Francesco Bazzani estavam na missão de Kiremba, na Diocese de Ngozi, no Burundi (África)

O Papa Bento XVI expressou suas condolências pela morte da religiosa Lukrecija Mamic e do voluntário Francesco Bazzani. A religiosa croata e o leigo italiano estavam em missão no Burundi (África) e foram assassinados depois de um assalto no domingo, 27.

Em mensagem enviada, nesta terça-feira, 29, ao bispo de Ngozi, à Congregação das Irmãs da Caridade de Brescia e aos familiares de Francesco Bazzani, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Papa partilha do sofrimento pelo assassinato dos dois.

“Sua Santidade, Papa Bento XVI, expressa suas sinceras condolências a todo comunidade diocesana de Ngozi e pede a Deus, Pai de toda misericórdia, que acolha no seu Reino estes falecidos que consagraram suas vidas a serviço dos doentes e pobres, e que dê coragem e esperança à Irmã Carla Lucia Brienza, a fim que supere esta prova”, salientou a mensagem.

Irmã Carla, também italiana, ficou ferida durante o assalto a casa das irmãs "Servas da Caridade" em Kiremba, na zona norte ocidental de Burundi.

Cardeal Bertone disse ainda que, no desejo que proporcionar um conforto espiritual a todos, o Santo Padre envia também, de coração, sua benção apostólica às irmãs da Congregação da Caridade, aos familiares de Bazzani e a todos que sofrem por estas mortes brutais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

QUANDO SE CONHECEU A DOR

Quando se conheceu a dor em todos os seus matizes mais atrozes, nas mais variadas angústias, e se ergueram as mãos a Deus em mudas e lancinantes súplicas, em abafados gritos de ajuda; quando se bebeu o fundo do cálice e, durante dias e anos, ofereceu-se a Deus a própria cruz, incorporada à sua, que a valoriza divinamente, então Deus tem piedade de nós e nos acolhe em sua união.

E o momento em que, depois de ter experimentado o valor sem par da dor, de ter acreditado na economia da cruz e de ter visto os seus efeitos benéficos, Deus mostra, de modo mais alto e novo, algo que vale mais ainda do que a dor. E o amor aos outros, em forma de misericórdia, amor que faz abrir os braços e o coração aos infelizes, aos mendigos, aos martirizados da vida, aos pecadores arrependidos.

Amor que sabe acolher o próximo desencaminhado, seja ele amigo, ir­mão ou desconhecido, e o perdoa infinitas vezes. Amor que faz mais festa a um pecador que volta do que a mil justos, e empresta a Deus inteligência e bens para que Ele possa demonstrar ao filho pródigo a felicidade pelo seu retorno. Amor que não mede e não será medido.

É uma caridade que floresce mais abundante, mais universal, mais concreta do que aquela que a alma antes possuía. De fato, ela sente nascer dentro de si sentimentos parecidos com os de Jesus, percebe aflorar-lhe aos lábios, para todos os que encontra, as divinas palavras: «Tenho compaixão da multidão» (Mt 15,32). E, com os muitos pecadores que dela se aproximam, pois é um pouco imagem de Cristo, entabula colóquios semelhantes aos que Jesus teve um dia com Madalena, com a samaritana, com a adúltera. A misericórdia é a última expressão da caridade, aquela que a remata. E a caridade supera a dor, porque a dor só existe nesta vida, enquanto o amor perdura também na outra. Deus prefere a misericórdia ao sacrifício.

Chiara Lubich

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Comunhão e Direito em Manaus

Com o envolvimento de 10 faculdades de direito, magistrados, advogados, políticos e estudantes, por dois dias enfrentaram-se as questões jurídicas a partir da categoria da fraternidade, com reflexos no campo ambiental.

“Um instrumento para construir uma sociedade mais justa e um futuro melhor, a partir do direito”, foi com esta frase que a corregedora-geral de Justiça do Amazonas, desembargadoraMaria do Socorro Guedes Moura, definiu o II Congresso Norte e Nordeste de Direito e Fraternidade (3 e 4 de novembro), organizado por Comunhão e Direito e promovido pela Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Amazonas.

O encontro foi aberto pelo presidente do Tribunal, desembargador João Simões, que ao dar as boas vindas aos participantes e palestrantes, disse que o Judiciário do Amazonas sentia-se “honrado em abrigar um evento dessa magnitude”. Presente entre as autoridades também o diretor da Escola Superior de Magistratura, Flávio Pascarelli, que salientou o valor da iniciativa para a formação dos jovens magistrados.

Eram mais de 300 os presentes, das mais variadas profissões no campo do direito: juízes, membros do ministério público, advogados, oficiais de justiça, membros da polícia, deputados, secretários de alguns Estados brasileiros e estudantes de dez faculdades de Direito do estado do Amazonas.

Munir Cury, magistrado e membro da Comissão de redação do Estatuto da Criança e do Adolescente, traçou os fundamentos dos trabalhos, tratando de “Direito e Sociedade na Construção da Justiça”. Por sua vez, Carlos Augusto Machado, juiz do Ministério Público de Sergipe, colocou o acento sobre a fraternidade como categoria jurídica e constitucional.

No segundo dia foram muito apreciadas as colocações feitas pela diretora do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Olga Boschi, sobre o valor do conhecimento da categoria jurídica da fraternidade no currículo acadêmico, e as aulas deAdalberto Carim, juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias do Estado do Amazonas, sobre a “Justiça Ambiental no Século XXI”.

Uma conotação especial foi dada ao tema da fraternidade no direito no contexto sociocultural do Estado do Amazonas, onde é proeminente aquestão ecológica, com a consequente responsabilidade e necessidade de tutela do patrimônio ambiental, como expressão concreta de fraternidade, inclusive em relação às futuras gerações. Falando da sociedade como categoria jurídica no direito ambiental,Carlos Aurélio Mota, docente na Universidade Ibirapuera (São Paulo) e especialista em ética e direitos humanos, abriu novas pistas para a pesquisa acadêmica.

Segundo os organizadores, as elaborações jurídicas produzidas pelo encontro virão em benefício de todo o Brasil. De fato, estiveram presentes representantes de vários estados e o evento foi transmitido na internet, através do site da Escola Superior de Magistratura do Amazonas (ESMAM), que tem sua página no site oficial do Tribunal de Justiça do Estado (http://www.tjam.jus.br/esmam).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ONDE O SOL JAMAIS CONHECE OCASO

Todo dia passa e aqui logo anoitece.

Senhor, aceita a minha vida, todos os momentos que ainda tenho pela frente, antes que chegue a hora.

Não sei o que é, mas uma sensação de insatisfação amargura às vezes o meu instante. Talvez porque eu devesse ser toda arrebatada por ti, ate a última raiz que me mantém presa não sei ainda a quê, mas que não está totalmente perdida em ti.

Este viver que é um viajar, este assentar-se ilusório na ordem que a vida promete por um instante e para o qual inadvertidamente se ten­de e que, tão-logo alcançado, já ameaça virar tédio, talvez seja a vida. Também Tu, até os trinta anos, embora cumprindo perfeitamente teus deveres de cada dia, olhavas mais longe, para a missão que te aguardava. E, quando saíste, foram uma corrida só aqueles três brevíssimos anos.

E Tu os passaste nas estradas reunindo discípulos, socorrendo doentes, semeando a palavra, encantando o povo. Era o movimento acelerado da Sabedoria que, crescendo em idade, edificava o Reino de Deus com celeridade crescente.

Chegaste ao patíbulo quase sem perceber. Atravessaste a passagem em, poucas horas, entregando a Deus, por nós, o corpo e a alma.

Talvez esta incapacidade de capturar o presente que escapa, e o reencontrarmo-nos sempre à noite sejam uma gota da tua vida em nós, aqui na terra.

Gratos, Jesus, pela vida. Prepara-nos para morrer e mantém-nos contigo lá onde o Sol jamais conhece ocaso.

Chiara Lubich

sábado, 12 de novembro de 2011

Discurso do Papa a voluntários católicos europeus - 11/11/2011

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)



Discurso
Encontro dos Voluntários Católicos dos Países Europeus
Sala Clementina
Sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos Amigos,

Sou grato pela oportunidade de cumprimentar-vos enquanto estais reunidos sob os auspícios do Pontifício Conselho Cor Unum neste Ano Europeu do Voluntariado. Deixai-me começar agradecendo ao Cardeal Robert Sarah pelas amáveis palavras que me dirigiu em vosso nome. Também gostaria de expressar minha profunda gratidão a vós, e, por extensão, aos milhões de voluntários católicos que contribuem, regular e generosamente, com a missão caritativa da Igreja em todo o mundo. No tempo presente, marcado pela crise e incerteza, vosso compromisso é uma razão de confiança, uma vez que mostra que a bondade existe e é crescente em nosso meio. A fé de todos os católicos é certamente reforçada quando eles veem o bem que está sendo feito em nome de Cristo (cf. Fl, 6).

Para os cristãos, o trabalho voluntário não é apenas uma expressão de boa vontade. É baseado em uma experiência pessoal com Cristo. Ele foi o primeiro a servir a Humanidade, ele livremente deu sua vida para o bem de todos. Esse dom não foi baseado em nossos méritos. A partir disso, aprendemos que Deus dá a nós a Si mesmo. Mais do que isso: Deus Caritas Est - Deus é amor, para partilhar uma frase da Primeira Carta de São João (4, 8) que empreguei no título de minha primeira Carta Encíclica. A experiência do amor generoso de Deus desafia-nos e liberta-nos para adotar a mesma atitude com os nossos irmãos e irmãs: "Recebestes de graça, de graça dai" (Mt 10, 8). Experimentamos isso especialmente na Eucaristia, quando o Filho de Deus, no partir do pão, reúne a dimensão vertical de Seu dom divino com a dimensão horizontal de serviço aos nossos irmãos e irmãs.

A graça de Cristo ajuda-nos a descobrir dentro de nós mesmos o desejo humano pela solidariedade e uma vocação fundamental para o amor. Sua graça aperfeiçoa, fortalece e eleva essa vocação, e capacita-nos a servir os outros sem esperar retorno, satisfação ou qualquer recompensa. Aqui vemos algo da grandeza de nossa vocação humana: servir aos outros com a generosidade e liberdade que caracterizam o próprio Deus. Nós também nos tornamos instrumentos visíveis de Seu amor em um mundo que ainda anseia profundamente por esse amor em meio à pobreza, solidão, marginalização e ignorância que vemos ao nosso redor.

Certamente, o trabalho voluntário católico não pode responder a todas essas necessidades, mas não nos desencorajemos. Também não devemos nos deixar seduzir por ideologias que querem mudar o mundo de acordo com uma visão puramente humana. O pouco que nós conseguimos fazer para aliviar as necessidades humanas pode ser visto como uma boa semente que irá crescer e produzir muito fruto; é um sinal da presença de Cristo e de amor que, como a árvore do Evangelho, cresce para dar abrigo, proteção e força para todos os que necessitam.

Esta é a natureza do testemunho que vocês, com toda a humildade e convicção, oferecem à sociedade civil. Embora seja dever do poder público reconhecer e apreciar essa contribuição sem distorcê-la, vosso papel como cristãos é tomar parte ativa na vida da sociedade, visando torná-la cada vez mais humana, cada vez mais marcada pela liberdade autêntica, justiça e solidariedade.

Nosso encontro de hoje acontece na memória litúrgica de São Martinho de Tours. Muitas vezes retratado partilhando seu manto com um pobre homem, Martinho tornou-se um modelo de caridade em toda a Europa e mesmo do mundo todo. Hoje em dia, o trabalho voluntário tornou-se um serviço de caridade reconhecido universalmente como um elemento de nossa cultura moderna. No entanto, suas origens podem ainda ser vistas na particular preocupação cristã de proteger, sem discriminação, a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus. Se essas raízes espirituais são negadas ou obscurecidas e os critérios de nossa colaboração tornam-se puramente utilitários, aquilo que é o mais distintivo no serviço que prestamos corre o risco de se perder, em detrimento da sociedade como um todo.

Queridos amigos, gostaria de concluir incentivando os jovens a descobrir no trabalho voluntário uma forma de crescer no amor oblativo, que dá um profundo sentido à vida. Os jovens reagem prontamente ao chamado do amor. Ajudemo-los a ouvir a Cristo, que faz Seu chamado ser sentido nos corações e atrai para junto de si. Não devemos ter medo de colocá-los diante de um desafio radical e de mudança de vida, ajudando-os a aprender que nossos corações são feitos para amar e ser amados. É no dom de si que chegamos a viver a vida em toda sua plenitude.

Com esses sentimentos, renovo a minha gratidão a todos vós e a todos aqueles a quem representais. Peço a Deus que olhe pelas vossas muitas obras de serviço e vos torne cada vez mais fecundos espiritualmente, para o bem da Igreja e de todo o mundo. A vós e a vossos colegas, de bom grado concedo a minha Bênção Apostólica.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um novo olhar

No mês passado, a convite de uma amiga, visitei com ela a Bienal de Arte de Veneza. Comentando depois os que vimos, constatamos que boa parte da seleção das obras ali expostas tinham uma questão comum: a solidão do homem.
Outro amigo meu, psicanalista, afirma que nossa sociedade urbana contemporânea é cheia de pessoas narcisistas, incapazes de olhar o outro ou de reconhecer o outro como alguém que não é uma projeção de si mesmo. Problema com o qual depara com frequência em seu consultório.
Críticos da pós-modernidade, como Lyotard, Morin e Bauman, para citar os mais famosos, não cansam de apontar o esgarçamento do tecido social como uma das tantas crises da atualidade.
Num recente documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, num capítulo dedicado à análise de conjuntura, enumeram-se algumas características dos tempos que correm: “o laicismo militante, […] a irracionalidade da chamada cultura midiática; o amoralismo generalizado; as atitudes de desrespeito diante do povo; um projeto de nação que nem sempre considera adequadamente os anseios deste mesmo povo. Os critérios que regem as leis do mercado, do lucro e dos bens materiais regulam também as relações humanas, familiares e sociais, incluindo certas atitudes religiosas. Crescem as propostas de felicidade, realização e sucesso pessoal, em detrimento do bem comum e da solidariedade. Não raras vezes, o individualismo desconsidera as atitudes altruístas, solidárias e fraternas. Por vezes, os pobres são considerados supérfluos e descartáveis. Desta forma, ficam comprometidos o equilíbrio entre os povos e nações, a preservação da natureza, o acesso à terra para trabalho e renda, entre outros fatores. É preciso pensar na função do Estado, na redescoberta de valores éticos, para a superação da corrupção, da violência, do narcotráfico, bem como o tráfico de pessoas e armamentos. A consciência de concidadania está comprometida.”
Mas creio que cada um de nós é capaz de elaborar com competência uma lista de exemplos da crise das relações humanas – no ambiente familiar, na escola, no ambiente corporativo, na esfera política e por aí vai.
No entanto, outro olhar é possível - e fica para amanhã...

Klaus Brüschke - Editor da Revista Cidade Nova

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONGRESSO INTERNACIONAL DE HUMANIDADE NOVA




O Brasil se encontra com Annamaria e Domenico

O clima da nossa reunião com Annamaria e Domenico foi muito bom, descontraído, livre, sincero, onde se via a espontaneidade de todos em se expressar e colocar as próprias ideias. Toda esta espontaneidade foi fruto de nossa unidade.

Alguns pontos que foram tratados:

Com relação ao encontro de Humanidade Nova na Mariápolis Ginetta (23 a 25 de janeiro/2012), entre os encontros dos Responsáveis de Núcleo (19 a 22 de janeiro) e dos Voluntários em Formação (26 a 29 de janeiro), Annamaria e Domenico vão confirmar a vinda deles ao Brasil dentro de alguns dias, logo após o encontro com Emmaus.

A ideia é que o encontro de HN poderia ser uma extensão do programa dos Responsáveis de Núcleo e uma introdução do encontro dos Voluntários em Formação. Annamaria e Domenico frisaram que, como são envolvidos 3 encontros, o programa deve ser visto previamente com os Delegados de Região. Também foi dito pela Annamaria que os Delegados de Humanidade Nova é que têm a responsabilidade primordial sobre o programa, pois são eles que conhecem a fundo as questões de cada região relativas à Humanidade Nova. Annamaria e Domenico estarão sempre de acordo com o que for visto pelos Delegados de HN com os Delegados de Região.

Outro aspecto muito debatido na reunião foi a questão dos EMPENHADOS, que seriam os “internos de HN”; porém, são pessoas que sabem fazer unidade (“mais vale o menos perfeito em unidade do que o mais perfeito em desunidade” - isto foi sublinhado pelo Domenico). Ficou bem claro que os empenhados são muito importantes e devem ser convidados, mas não se deve confundir os aderentes com os empenhados. Os delegados de HN deverão dizer quem são os verdadeiros empenhados e convidá-los.

Annamaria perguntou qual dos mundos nós considerávamos mais importante para fomentar seu desenvolvimento. Houve certo consenso sobre o Mundo da Politica e Cidadania. O Jenijunior, delegado da Região Norte, falou sobre sua experiência no Mundo dos Relacionamentos entre Povos, Etnias e Culturas, especificamente com as comunidades descendentes dos povos indígenas, e que a Annamaria gostou muito, considerando que talvez seja uma outra alternativa.

Por fim Annamaria e Domenico falaram para estarmos atentos quanto à programação, pois são somente 3 dias de encontro.

Saímos felizes do encontro porque foi um contato direto e aberto com eles, com perguntas bem variadas. Para muitos de nós, que trabalhamos há bastante tempo com HN, este contato direto com os Delegados Mundiais era muito esperado




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comunicar a Graça de Deus

Maria foi, e sempre será, a mãe de Jesus. Um dia disse Jesus:

“Quem é minha mãe? Minha mãe é toda pessoa que faz a vontade de Deus”. Cumprindo a vontade de Deus, abandonando-se a Ele, dizendo-lhe “que tudo se faça segundo a tua palavra”, Maria foi cumulada de graças. Quando o anjo veio até ela para anunciar-lhe que ela seria a mãe de Jesus, ela respondeu simplesmente: “Eu sou a serva do Senhor”.

Quando Jesus entrou assim em sua vida, Maria dirigiu-se a toda pressa à casa de sua prima Isabel, para fazer o trabalho de uma serva. Ao chegar a casa de Isabel, algo estranho aconteceu. Ninguém sabia que Jesus vinha, ninguém sabia que Jesus o filho de Deus, se encontrava no seio de Maria. Mas a criancinha que estava ainda no seio de Isabel estremeceu de alegria a este primeiro contato com o Cristo, como na presença do próprio Deus.

Que coisa estranha, ver que uma criancinha inocente e sem defesa, ainda no ventre de sua mãe, é o primeiro escolhido para recolher a vinda de Cristo Como João cada criancinha foi criada para viver o que há de mais grandioso: amar e ser amado. De qualquer maneira, Maria foi para João como que maravilha fio condutor: a graça que ela havia sido cumulada foi por ela transmitida ao filho de Isabel.

Abandonado-nos a Deus, dizendo como Maria “que tudo se faça segundo a tua palavra”, nós podemos pedir a Deus que si sirva também de nós, através do mundo, como de fios condutores para que a graça de Deus, da qual fomos cumulados, passe através de nós e se comunique ao coração dos homens.

Chiara Lubich

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“RENEGAR AO NOSSO EU PARA DEIXAR AGIR O ESPÍRITO SANTO”

Às vezes, fico imaginando como seria o mundo cristão e que desenvolvimento teria a nossa religião se cada um dos seus princípios fosse vivido plenamente, ou se ao menos levássemos em maior consideração o renegamento de nós mesmos – aquele renegamento tipicamente cristão que está implícito no amor para com Deus e para com o próximo.

Certamente não teríamos somente uma certa libertação do sofrimento, que, naturalmente, de um modo cristão, isto é, devido àquela alquimia que transforma, pela cruz amada, a dor em amor, mas assistiríamos também a uma autêntica e contínua manifestação de Pentecostes nas almas, a uma invasão do Espírito Santo nas mentes e nos corações.

E é justamente isso que nos lembra a frase do Evangelho que fala sobre o que é ser cristão e o que o distingue dos demais. O cristão é um filho de Deus, porque é guiado pelo Espírito Santo de Deus. A Palavra diz: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus” (Rm 8,14).

Mas, como sabemos, para que o Espírito Santo possa agir, é necessário que nós correspondamos. São Paulo, escrevendo esta Palavra, pensava principalmente naquele dever dos seguidores de Cristo que é justamente o renegamento de si mesmos, a luta contra o egoísmo em suas formas mais variadas, a morte do “homem velho”.

Além desse, existem outros deveres que conhecemos: o amor a Jesus Abandonado, que significa esforço em viver as virtudes, até mesmo de modo heróico, permite uma maior expansão do Espírito Santo em nós.Existe uma relação entre a cruz e o Espírito Santo como entre causa e feito, e nós a experimentamos todos os dias. Cada corte, cada poda, cada “não” ao nosso eu é fonte de nova luz, de paz, de alegria, de amor, de liberdade interior, é porta aberta ao Espírito Santo.

Eis então o nosso compromisso para os próximos quinze dias: agora que já adquirimos uma certa prática em contar os atos de amor, aceleremos a corrida. Digamos não, não ao nosso eu, para dizermos sim, sim, sim a Deus.

Daremos maior liberdade ao Espírito Santo que está em nossos corações, que poderá conceder-nos com maior abundância os seus dons. Ele poderá guiar-nos e seremos reconhecidos como filhos de Deus. Reneguemos a nós mesmos e desta vez justamente por amor ao Espírito Santo, cuja festa comemoramos há poucos dias.

Além do mais, nosso propósito ao começar a “Santa viagem”, que era de construir a nossa santidade, é algo que depende dEle, pois o Espírito Santo é o Deus santificador, de quem devemos nos tornar amigos. Portanto, relembrando: renegarmo-nos melhor para melhor hospedá-lo em nosso coração.

E para melhor amá-Lo, honra-Lo, procuremos nestes dias meditar sobre o Espírito Santo. Dele falam as Escrituras, não nos esqueçamos dos Atos dos apóstolos; dele falam os livros de meditação que possuímos.

Mas existem ainda outros bons livros sobre Ele. Aprendamos, se ainda não soubermos, algumas orações dirigidas a Ele, como o “Veni Creator”, para poder recitá-las sempre. Em suma, façamos de tudo para conhece-Lo melhor, amá-Lo melhor e rezar melhor, dedicando-lhe as nossas as nossas orações.

A “Santa Viagem” de todos nós dará um salto de qualidade, e a verdade, que existe na nossa fé, será mais conhecida, o reino de Deus haverá de se expandir e o Espírito Santo renovará muitas coisas.

Chiara Lubich

No complemento da meditação hoje veremos a historia de:

CLEMENT GEN 3 DE LUXEMBURGO

Em junho, enquanto eu estava estudando para as provas, Elizabeth me telefonou, para me dizer que Clement morreu afogado no Mar do Norte. Tinham apenas encontrado seu corpo, que foi trazido à praia pelas ondas do mar.

Foi um grande choque: a dor era muito forte. Para transformá-la fui até o piano e, tocando, nasceu uma melodia, que eu quis oferecer como um presente para Clement.

Apesar dos 120 km que nos separavam, eu e Clement estávamos sempre em contato. Nos telefonávamos com frequência e uma vez me disse: “Olha, amanhã vou à tua casa.”

Um dia depois eu o vi chegar com a sua bicicleta, todo suado, porém feliz.

Eu perguntei a Clement: “De onde você está vindo?”

“Estou vindo de casa! Saí pela manhã.”

Ficou comigo alguns dias, e vivemos momentos realmente fantásticos.

Clement morava em Luxemburgo e era gen 3.

Clement queria sempre ficar em contato com todos: telefonava sempre para perguntar como estava na escola, em casa... Estava sempre pronto para ajudar o outro. Era um com quem se podia sempre contar.

Uma das nossa ações foi a visita a uma casa que acolhe refugiados políticos. Queríamos brincar com as crianças, mas elas não sabiam falar a nossa língua, foi Clement quem deu o primeiro passo em direção à elas. Vivemos uma tarde belissíma.

Eu encontrei Clement pela primeira vez durante a preparação do Supercongresso: logo eu notei que ele amava cada um sem distinção.

Clement tinha sempre as idéias meio loucas. Uma vez, por exemplo, tínhamos preparado uma noite para uns setenta Meninos, e ele queria fazer panquecas para todos.

Dentre todos nós, Clement foi aquele que mais entendeu o ideal do Mundo Unido.

Demonstrava mais coragem e entusiasmo em envolver os outros para viver por um Mundo Unido.

Um gen 3 diz: Eu tinha ouvido, falar da Vontade de Deus e, como não conseguia entender sozinho, eu escrevi para o Clemens.

Dias depois eu recebi uma carta sua na qual ele me dizia o que Chiara tinha dito, que fazer a Vontade de Deus significa fazer aquilo que Deus quer de nós (no presente).

Pode ser falar, escutar, atender o telefone, ajudar os outros, rezar, comer ou dormir.

Assim sendo eu entendi que fazer a Vontade de Deus praticamente significa amar.

Um dia fizemos com Clement o pacto do amor recíproco.

Ele afirmava que viver o pacto, significa estar realmente prontos em dar a vida uns pelos outros, como os primeiros cristãos.

Ele tinha certeza que precisa procurar amar os outros, também nas pequenas coisas de cada dia.

Assim se pode chegar ao ideal de dar a vida uns pelos outros.

Clement amava muito a natureza. Chamava a sua atenção até mesmo as pequenas coisas: uma flor na beira da estrada, os passarinhos voando acima de nós.

Caminhava ou andava de mountain bike por horas no meio da natureza. Ele gostava muito, porque lhe dava sempre a possibilidade de descobrir coisas novas.

O seu simbolo preferido era o sol.

Tinha um lema: “que o sol sempre resplandeça no teu coração”.

Ele brilhava para os outros como um sol: era sempre positivo.

Por esse motivo, Clement, atraía e reunia os outros ao seu redor.

Com ele se sentia logo a vontade.

Mesmo a noite, quando os outros iam dormir, ele ficava acordado: era naquele momento no qual nos comunicávamos as coisas mais profundas.

Tínhamos uma troca de opinião muito profunda. Um exemplo concreto: líamos juntos artigos de jornais ou revistas. Depois Clement me dizia o que pensava.

Esse intercâmbio era realmente uma coisa muito especial.

No dia do meu aniversário, Clement me deu essa carta, na qual me propunha de me tornar um sol a cada dia, de ser felizes juntos.

Foi Clement que colocou e mantinha junto todo o grupo. Existia uma luz particular que emanava dele, e contagiava a todos com seu entusiasmo.

Clement me dizia frequentemente todas as atividades que ele fazia: o futebol, o curso de inglês, a escola.

E uma vez quando aconteceu de apaixonar-se por uma garota, me telefonou para entender o que fazer.

Clement na realidade sentia que era melhor ficar aberto a todos.

Um dia estávamos lavando os pratos com Clement e falamos da existência de Jesus e do Paraíso.

Pessoalmente eu não acreditava em uma vida depois da morte, nem na existência de Jesus.

Porém depois, através do seu agir e da sua vida, eu entendi que Jesus realmente existe, e agora acredito na vida eterna.

Quando penso em Clement, me vem em mente a imagem dele vestido como um príncipe em um jogo que tínhamos feito para as crianças.

Para mim isso realmente representa Clement: ele amava cada pessoa, em cada momento.

Sim, é verdade, o meu priminho de 12 anos gostava muito dele, assim como todos os meninos.

O que mais ficou gravado para mim nas conversas com Clement, foi quando falamos do sofrimento.

Ele me dizia de transformar o sofrimento me colocando em amar concretamente e de continuar sorrindo, qualquer coisa aconteça.

A Missa era muito importante para ele. Nunca vi a Missa ser tão importante para um menino da nossa idade.

Quando você falava com Clement, ele te olhava bem nos olhos. Isso te tocava, porque era todo para você. E era realmente puro, não tinha segundas intenções. Era assim com todos e isso era realmente magnífico.

Ele acreditava muito no Paraíso!

Isso me ajudou muito em aceitar a sua morte.

Meu amigo,

o percurso da tua vida

foi bem curto

e mesmo assim tão cheio de significado.

Sobre a tua estrada

as vezes, jogavam

a sua sombra

grandes nuvens escuras.

Mas você

sempre disse:

“Depois de cada tempestade,

volta a resplandescer o sol!”

Uma estrela

que nos ilumina,

essa foi a sua vida.

Meu amigo,

você tinha sempre

um sorriso para dar de presente

a cada um, até aos pequeninos.

Com a tua calma

infundia

confiança

e coragem.

você fazia

sempre grandes planos,

com decisão e ardor

você superou muitas situações

sem nunca se render,

essa foi a tua vida.

Toda manhã quando me levanto me coloco de acordo com ele para começar juntos o dia.

Agora quando tenho um problema, penso em Clement. Me pergunto o que ele teria feito, e isso me ajuda a resolver o problema.

Até mesmo agora, nos momentos difíceis, falo com ele e peço para ele me dar a força para continuar.

A alguns meses Clement me escreveu uma carta para me dizer que queria estar sempre perto de mim. Agora sinto sempre a sua presença, mesmo se ele não está mais aqui.

Estou realmente feliz de sentir sempre a sua presençae e de saber que o Paraíso está ainda mais próximo graças a ele.

Coloquei uma foto de Clement ao lado da minha cama e toda a noite olho para ela e me pergunto se realmente amei durante todo o dia.

Clement é para mim como uma segunda consciência.

As vezes me pergunto: “E agora o que eu faço?” Então penso nele, e sei o que ele faria no meu lugar: simplismente amar.


Meu amigo,

você era tão forte,

nós olhamos para você, aí em cima,

como um exemplo.

aquele que você

nos deixou,

porque você o viveu,

é a unidade.

E isso

é aquilo que fica,

nós queremos ser fiéis a isso

e viver em unidade

com você

e entre nós:

você nos faz viver.

REF.: Você, Clement, estava

lá, presente para cada um,

a tua vida era

plena do “dar”;

Você sempre esperou

e doou consolação;

Chorou

e sorriu;

acreditou,

amou,

isso foi a sua vida.


Anselmo Carvalho <carvalho.anselmo@gmail.com