sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Semana da Família



Kioche e Satiko são do movimento de Famílias novas


Famílias novas
O Movimento Famílias Novas, um ramo do Movimento dos Focolares, surgiu em 1967. É composto por famílias que se propõem viver a espiritualidade da unidade e irradiar no mundo da família os valores que promovem a fraternidade universal.
Desenvolve atividades formativas para a família e de acompanhamento para noivos; tem uma atenção especial para casais em crise, viúvos, separados e casais em situação irregular; empenha-se na promoção de uma cultura da família e de adequadas políticas familiares, por meio de encontros e publicações, e colaborando com diversas agências educativas.
O seu estilo de vida enraíza-se no Evangelho vivido na vida de casal, no crescimento dos filhos, colocando-se num diálogo construtivo com outras famílias e, ao mesmo tempo, com as diversas realidades culturais, civis e eclesiais do território.
Desde o início – com a preciosa contribuição de Igino Giordani, escritor e político italiano, e primeiro focolarino casado – Chiara Lubich sempre ressaltou, com força, a beleza do desígnio de Deus sobre o matrimônio, salientando a importância da função educativa dos pais e a ação social da própria família. “Creio que o carisma da unidade, enxertado na instituição sagrada do matrimônio, realize uma obra-prima da qual é difícil aperceber-se”, comentou Chiara em uma palestra em 1974.
Por isso sempre estimulou Famílias Novas a centralizar o compromisso dos dois esposos a amarem-se mutuamente, e a dirigir-se às famílias em dificuldade, divididas, a pessoas em estado de viuvez, às crianças abandonadas e a todas as situações de marginalidade.
No histórico discurso de fundação de Famílias Novas, em 19 de julho de 1967, deu-lhes um mandato: “Aqui, diante de vocês, parece-me ver Jesus que olha para o mundo, vê as multidões e tem piedade. Porque a parte de mundo que foi colocada sobre as costas de vocês é a mais dilacerada, a mais semelhante a Ele abandonado. Porém, através dos nossos olhos, é o mesmo Jesus que deve olhar para essas multidões e agir, para que esta piedade não fique no plano sentimental, mas se transforme em obras”.
Com o passar do tempo surgiram associações que atuam pelo bem da família, através de atividades de caráter cultural, espiritual e material, em diversos países do mundo, entre elas:
Ação por Famílias Novas (AFN), opera na Itália desde 1998, segundo três direções:
Iniciativas culturais e formativas para as famílias e sobre a família.
Cooperação ao desenvolvimento: inclusive através do sustento à distância para famílias e menores em graves dificuldades financeiras, com projetos ativos em 53 países.
Adoções internacionais: desde 2001 a AFN opera como entidade autorizada pela Comissão das Adoções Internacionais da Presidência do Conselho dos Ministros, da Itália, em colaboração com mais seis países.
Escola Loreto Estabelecida em Loppiano (Florença-Itália) desde 1982, organiza cursos residenciais para todo o núcleo familiar, nos quais são aprofundadas diversas temáticas familiares sob a luz da espiritualidade da unidade. Retornando aos seus países, as famílias que a frequentam tornam-se referência para outras famílias. Já participaram da Escola Loreto 1.500 famílias, de todos os continentes.
Etapas importantes do Movimento Famílias Novas foram os “Familyfest”, encontros internacionais que reuniram periodicamente, em Roma, milhares de famílias, que puderam compartilhar experiências e projetos.

“Hoje a família necessita de uma forte injeção de amor”, recordou Chiara Lubich às 22 mil pessoas presentes no primeiro Familyfest, em 1981. E acrescentou: “O nosso Movimento deseja revitalizar o amor que está implícito em cada família, com aquele amor que é puro dom de Deus”.
Durante o Family Fest 1993, Chiara falou da família como “uma semente de comunhão para a humanidade do terceiro milênio”, desejando que “seus valores conaturais – a gratuidade, o espírito de serviço, a reciprocidade – possam ser transferidos a toda a família humana”.
A mensagem de viver e testemunhar o amor mútuo na família “para que se aproxime a hora na qual, sobre a terra, todos serão uma coisa só”, dirigida por ela ao Familyfest 2005, chegou a outros sete dos 145 eventos realizados simultaneamente pelo mundo, em conexão via satélite diretamente da Praça do Capitólio, em Roma.
Aos 40 anos da fundação, vendo o desenvolvimento e os frutos de Famílias Novas, Chiara salientou: “O desígnio ousado, estupendo e exigente da primeira célula da sociedade. De fato, esta tem uma importância enorme na construção de um mundo de paz (…). Vocês existem para serem testemunhas de unidade, de amor duradouro, de Evangelho vivido. Assim não apenas viverão na alegria, mas continuarão a atrair muitos corações ao amor, até realizar, com todo o Movimento dos Focolares, a fraternidade universal”. (03 de novembro de 2007).
Atualmente são 800 mil as Famílias Novas no mundo inteiro.


Um flash: a história de uma família


Adriana e Salvatore, casados há trinta e cinco anos, três filhos, narram alguns períodos da vida pessoal e de casal, traçando uma trajetória feita de experiências que se revelaram “sinais do amor de Deus”.


Salvatore não tinha ainda quatorze anos, mas, lembra-se perfeitamente “como se fosse ontem, do meu encontro com Jesus. Naquela ocasião eu conhecera o focolare, onde moravam homens realizados, capazes de fascinar um jovem. Eu me sentia atraído, também o meu irmão, e toda e qualquer desculpa era boa para irmos a casa deles. Era a presença de Jesus entre eles que me atraía. Uma das consequencias daquele período? O desejo de encontrar-me com Jesus Eucaristia todos os dias”.
Aos vinte anos Salvatore apaixonou-se por Adriana. Ele conta: “Decidi declarar o meu sentimento na certeza de ser correspondido. E, ao contrário… isto não aconteceu e, foi muito difícil! Eu não conseguia imaginar o meu futuro senão partilhando a minha vida com ela. A tentação era de fechar-me dentro de mim mesmo. Mas, eu aprendera a não deter-me nas dificuldades, mas, a ter uma visão e o coração sempre aberto e continuei a viver desta forma. Depois de alguns anos eu tinha a Adriana ao meu lado e, com ela, começou a aventura da nossa vida”.
Alguns anos depois do casamento, com três filhos já adolescentes, Adriana e Salvatore tinham a vida cheia de compromissos com a família, o trabalho e o serviço voluntário. E, especialmente para Adriana, iniciou um período de grande desconforto. “Aos poucos, sutilmente, cresceu em mim uma espécie de aridez, caracterizada por uma profunda perda de estima por mim mesma. Cheguei até a experimentar a amarga sensação da perda de afetos a ponto de, em alguns momentos, não desejar mais continuar vivendo. Mas, tudo ao meu redor, me solicitava seguir em frente: o trabalho, horas de trabalho em um guichê diante uma fila sempre enorme e, todavia, procurando amar cada pessoa e, depois, em casa, cozinhar, fazer faxina, acolher e fazer companhia aos filhos. A relação com Deus, aos poucos, reduziu-se a um minúsculo ponto luminoso, sempre mais distante. Um dia tomei consciência desta ausência de Deus em mim e senti um medo enorme que me abalou profundamente. Eu o implorei de manifestar-se: foi quase um desafio proposto da minha parte! E eu o reencontrei, Amor sempre fiel, em um relacionamento mais íntimo, procurado e nutrido durante as caminhadas que comecei a fazer naquele período, de manhã bem cedo, e que contribuíram para que eu reencontrasse o equilíbrio interior”.
E com os filhos? Experimenta-se o desapego. Salvatore narra a sua experiência vivida com o filho mais velho. “Desde muito novo ele alimentou o desejo de ser músico. Aprendeu a tocar violão e, mesmo não querendo, nunca, estudar no conservatório, ele não mediu esforços e frequentou na nossa cidade, Nápoles, os ambientes dos artistas. Quando completou vinte anos, tocava com músicos já afirmados. Mas, ele não tinha muitas perspectivas e, aos vinte e quatro anos, deu uma guinada na própria vida: decidiu que ia morar em Londres. Tal decisão foi para mim uma ducha gelada! Ele, que não sabia uma palavra sequer em inglês ia para uma cidade enorme, que ele não conhece, sem saber onde hospedar-se e como ganhar a vida. No dia da viagem eu o acompanhei ao aeroporto e, no setor de embarque, o acompanhei com o olhar até quando o perdi de vista. Com o coração dilacerado e descompassado eu experimentei sensações contrastantes: temor pela sua vida, sofrimento pela separação, consciência do dever de respeitar as escolhas dele. E, olhando o avião que decolava, pareceu-me contemplar que Deus me pedia para viver o seguinte: deixe, agora, a carne da sua carne, que se separe de você e levante vôo. Desde sempre, antes que fosse o seu filho, ele é meu filho: você acha que não me ocuparei, Eu, do bem para ele?”
Atualmente ele mora estavelmente em Londres e afirmou-se como músico. Há dois anos fomos visitá-lo e tivemos a oportunidade de assistir, no teatro considerado o templo da dança moderna, com mais de dois mil expectadores, um show da companhia que ele faz parte e com a qual já fez uma tournée em várias partes do mundo”.
E hoje, o que estamos vivendo? Eles mesmos se perguntam. “Uma nova liberdade, também pela escolha de deixar a nossa cidade e transferirmos em outra, a serviço do Movimento dos Focolares no mundo”.

Amazônia: ambientalistas de coração


18 Junho 2015
Diante do problema do desmatamento, Raimundo e Edilena conseguiram criar, com outras famílias, no coração da floresta amazônica, uma área de preservação da biodiversidade local. Em sintonia com a encíclica Laudato Si.
Raimundo é cabelereiro. Edilena é esteticista e funcionária pública. Interessar-se pelo meio ambiente não é exatamente o foco de competência deles. Mas diante da invasão ambiental e cultural de que foram vítimas, e junto com outras famílias com as quais compartilham os ideais cristãos, começaram a colocar-se algumas questões. Qual herança queremos deixar aos nossos filhos? Como manifestar o nosso ponto de vista a uma sociedade que parece não perceber os perigos dessa degradação? Como caminhar contra a corrente?
Casados há 29 anos, com três filhos e três netos, moram em Abaetetuba (Pará, Brasil), uma ilha que comporta também os municípios de Igarapé-Miri, Moju e Barcarena, cidades famosas na década de 1980, quando tornaram-se sede de indústrias e mineradoras. Muitas famílias deixaram os campos para trabalhar nas multinacionais, acomodando-se sem critério nas periferias e alimentando novas levas de pobreza, na ilusão de um bem-estar que nunca alcançaram.
O impacto dessas indústrias sobre o ambiente foi, no mínimo, devastador. Teve início o corte indiscriminado dos açaizeiros para a extração do palmito destinado à exportação, privando assim as famílias de um item essencial para a sua nutrição. Os resíduos industriais jogados nos rios causaram uma diminuição visível de peixes e mariscos e a poluição atmosférica reduziu drasticamente a produção de fruta.
Tudo isso numa escala local. Mas os efeitos do desmatamento se repercutem também em nível mundial. Na Amazônia tudo é “mega”: a extensão (mais de 50% de todo o Brasil), a biodiversidade, a floresta e seu volume de água doce. Mas com o desmatamento em ato todos esses recursos preciosos correm o risco de perder a sua eficácia.
Não era fácil entender o que fazer. Mas Raimundo e Edilena contavam com um elemento que faria a diferença: a unidade com outras famílias e a força de deixar-se conduzir por Deus em suas escolhas.
Tomaram juntos a decisão de transformar, com recursos próprios, uma área de pasto de 34 hectares, em um pomar. Ao escolher as árvores buscaram as variedades típicas da região com maiores riscos de extinção, algumas que os mais jovens já nem conheciam. Trabalharam arduamente, mas com grande entusiasmo, e criaram assim, em Abaetetuba, uma área de preservação da biodiversidade local.
Hoje o pomar produz frutos comestíveis de 166 espécies nativas e de duas espécies africanas, compondo uma coleção única no seu gênero, uma riqueza florestal que apresenta-se como uma alternativa à futura sustentabilidade da região.
A área – denominada Radini em homenagem a seus três filhos, Raisa, Radi e Raoni – recebe frequentes visitas de ambientalistas e pesquisadores de fama mundial, de artistas, cantores, atores, e até de bispos, de gente comum e principalmente de jovens. No local existem espaços para aulas teóricas e práticas, com distribuição de material de divulgação sobre a biodiversidade e a conservação do ambiente.
Após ter recebido prêmios e reconhecimentos – significativo o de 2012, por parte do Museu Emilio Goeldi, de Belém (PA) – o sítio começa a ser divulgado em jornais e revistas da região. Edilena e Raimundo surpreendem-se sempre ao constatar o interesse de tantas pessoas e em ver como o exemplo deles impulsiona muitos a tornarem-se, como eles mesmos se definem, “ambientalistas de coração”.

Ser sempre uma família

Quando Gis esteve comigo e me perguntou se eu teria algo a dizer, escrevi: «Ser sempre uma família».
Creio que o mês de outubro foi a ocasião especial para criar essa família entre os responsáveis do Movimento no coração da Obra. Jesus no nosso meio vivido, construído e reconstruído, ampliado devido às experiências contadas pelas várias regiões, alimentado pelo co-interesse entre os Centros e a periferia, pela comunhão pessoal, pela sabedoria, é a realidade basilar da nossa família.
Se uma vez eu disse que o amor de uma mãe (sem limites, desinteressado, que perdoa sempre, que tudo espera...) é o mais parecido com o amor divino, se o amor de um pai é aquele em que nos podemos apoiar, que nos dá segurança, se o amor fraterno dá coragem e ideais comuns para enfrentar a vida, o nosso "amor recíproco" deve conter todos esses sabores!
Voltando para o mundo, nunca percamos a noção de que fazemos  parte de uma maravilhosa família unida pelo Espírito Santo!
Vamos protegê-la na sua intimidade, comunicando as alegrias e as dores dos seus componentes, como acontece em cada família. Mantenhamos vivo o objetivo pelo qual Deus fez nascer a nossa Família, a Obra: testemunhar a unidade.
É uma unidade como aquela da Santíssima Trindade, a que Jesus pediu ao Pai (cf. Jo 17, 21). Que divino e excelso objetivo!
Ou, transferida aqui na Terra, trata-se de uma unidade como aquela da família de Nazaré!
Anos atrás lembro que pedi a Maria que formasse para si, na Terra, uma «família de filhos e filhas iguais a Ela».
Com comoção e gratidão a Deus vemos hoje a Obra de Maria, reconhecida na Igreja como «uma presença de Maria e uma sua continuação na Terra» (cf. Estatutos Gerais art. 2).
Portanto, essa família tornou-se realidade: é a família de Maria.

Chiara


Palavra de Deus para este dia 14-8-2015 – Sexta-feira.
Mateus 19,3-12 – “É PERMITIDO AO HOMEM DESPEDIR SUA ESPOSA POR QUALQUER MOTIVO?”.
Não! Não é permitido! Exatamente porque com pessoas não se brinca em seus sentimentos. Pode ser que existam motivos muito grandes, especialmente quando se faltam com o respeito, quando há ofensas, traições, mentiras, falsidades, mas jamais deveria haver separações entre casais, porque o amor simplesmente acabou!
Ora, o amor não acaba com o tempo.
Jesus veio restabelecer a ordem da criação deturpada pelo pecado. Ele mesmo dá a força e a graça para viver o casamento na nova dimensão do reino de Deus.
Infelizmente a realidade é nua e crua. Separações continuam acontecendo todos os dias e por motivos banais. Há muita ilusão nessa área.
Que triste! Quanta ferida e mágoa ficam como consequência disso tudo.
Depois de uma vida juntos, depois de terem conquistados tantas coisas juntos, vem a chaga da separação. Se formos ver bem, no fundo, está o egoísmo, puro egoísmo, porque não se há casamento para ser feliz somente, mas também e, principalmente, para fazer o outro feliz.
Esta é a semana da família. Vamos rezar pela família e valorizar a sua família. Ela não é a mais santa, mas também e, graças a Deus, não é a mais pecadora de todas. É a sua. É ali que você é chamado a sorrir e a chorar; a fazer sorrir e aprender a enxugar as lágrimas.
Sagrada Família de Nazaré, interceda pela minha família. Amém.
(Pe. Mauro Zandoná, SdP).

Sempre unido com vocês na Eucaristia
          
               Gué


sábado, 13 de junho de 2015

Experiências e Meditações

PERFEITOS NO AMOR

     Se em nossa vida procurássemos unicamente ser perfeitos no amor para com Deus e para com todos os irmãos, teríamos cumprido toda a lei.
     Sim, porque perfeitos na caridade para com Deus significa perfeitos no cumprimento de cada uma de suas íeis; perfeitos no viver com aquela caridade que o Espírito Santo difundiu em nossos corações e faz de nós pequenos sóis juntos do grande sol.
     Sabendo que “Deus é Amor”, e nos somos seus filhos, o nosso desígnio poderia ser a realização da palavra de Jesus: “sois deuses” amor junto do Amor, pequenos Jesus ao lado de Jesus, pequenas Maria ao lado de Maria.
     Perfeitos na caridade significa ter um perfeito amor para com os irmãos, amor que desenvolve em nós as virtudes cristãs, dando-nos a verdadeira pobreza, a pureza transparente, a humildade total, a perseverança até o fim, sem que o percebamos, a paciência sem peso...
     Perfeitos na caridade, não só para com aqueles que passam por nós, mas para com todos, significa ver o belo em todas e de todas as vocações na Igreja; apreciar o que há de positivo em todos os povos, contribuir, com essa atitude decidida, para a fraternidade universal e a paz.
     Significa valorizar o cristianismo que vive no seio das igrejas ou das comunidades separadas; compreender as boas aspirações de todos os homens, mesmo dos mais afastados de Cristo e dar, portanto, o primeiro passo a fim de poder-lhes oferecer a verdade plena.
     Ser perfeitos na caridade é pôr o coração e a boca à disposição do Espírito Santo, que por meio de nós pode aliviar chagas próximas ou distantes, ser refrigério para muitos e conquistar as almas.

Chiara Lubich


Famílias Novas

 





O Movimento 
um ramo do Movimento dos Focolares, surgiu em 1967. É composto por famílias que se propõem viver a espiritualidade da unidade e irradiar no mundo da família os valores que promovem a fraternidade universal.
Desenvolve atividades formativas para a família e de acompanhamento para noivos; tem uma atenção especial para casais em crise, viúvos, separados e casais em situação irregular; empenha-se na promoção de uma cultura da família e de adequadas políticas familiares, por meio de encontros e publicações, e colaborando com diversas agencias educativas.
O seu estilo de vida enraíza-se no Evangelho vivido na vida de casal, no crescimento dos filhos, colocando-se num diálogo construtivo com outras famílias e, ao mesmo tempo, com as diversas realidades culturais, civis e eclesiais do território
Desde o início – com a preciosa contribuição de Igino Giordani, escritor e homem político italiano, e primeiro focolarino casado – Chiara Lubich sempre resaltou, com força, a beleza do desígnio de Deus sobre o matrimônio, salientando a importância da função educativa dos pais e a ação social da própria família. “Creio que o carisma da unidade, enxertado na instituição sagrada do matrimônio, realize uma obra-prima da qual é difícil aperceber-se”, comentou Chiara em uma palestra de 1974.
Por isso sempre estimulou Famílias Novas a centralizar o compromisso dos dois esposos a amarem-se mutuamente, e a dirigir-se às famílias em dificuldade, divididas, a pessoas em estado de viuvez, às crianças abandonadas e a todas as situações de marginalidade.
No histórico discurso de fundação de Famílias Novas, em 19 de julho de 1967, deu-lhes um mandato: “Aqui, diante de vocês, parece-me ver Jesus que olha para o mundo, vê as multidões e tem piedade. Porque a parte de mundo que foi colocada sobre as costas de vocês é a mais dilacerada, a mais semelhante a Ele abandonado. Porém, através dos nossos olhos, é o mesmo Jesus que deve olhar para essas multidões e agir, para que esta piedade não fique no plano sentimental, mas se transforme em obras”.
Com o passar do tempo surgiram associações que atuam pelo bem da família, através de atividades de caráter cultural, espiritual e material, em diversos países do mundo.
Entre estas:
– Ação por Famílias Novas (AFN), opera na Itália desde 1998, segundo três diretivas:
  1. Iniciativas culturais e formativas para as famílias e sobre a família.
  2. Cooperação ao desenvolvimento: inclusive através do sustento à distância para famílias e menores em graves dificuldades financeiras, com projetos ativos em 53 países.
  3. Adoções internacionais: desde 2001 a AFN opera como entidade autorizada pela Comissão das Adoções Internacionais da Presidência do Conselho dos Ministros, da Itália, em colaboração com mais seis países.
– A Escola Loreto: Estabelecida em Loppiano (Florença-Itália) desde 1982, organiza cursos residenciais para todo o núcleo familiar, nos quais são aprofundadas diversas temáticas familiares sob a luz da espiritualidade da unidade. Retornando aos seus países as famílias que a frequentam tornam-se referência para outras famílias. Até agora participaram 1500, de todos os continentes.
Familyfest, Roma 1980
Etapas importantes do Movimento Famílias Novas foram os “Familyfest”, encontros internacionais que reuniram periodicamente, em Roma, milhares de famílias, que puderam compartilhar experiências e projetos.
“Hoje a família necessita de uma forte injeção de amor”, recordou Chiara Lubich às 22 mil pessoas presentes no primeiro Familyfest, em 1981. E acrescentou: “O nosso Movimento deseja revitalizar o amor que está implícito em cada família, com aquele amor que é puro dom de Deus”.
Durante o Genfest 1992, Chiara falou da família como “uma semente de comunhão para a humanidade do terceiro milênio”, desejando que “seus valores conaturais – a gratuidade, o espírito de serviço, a reciprocidade – possam ser transferidos a toda a família humana”.
A mensagem de viver e testemunhar o amor mútuo na família “para que se aproxime a hora na qual, sobre a terra, todos serão uma coisa só”, dirigida por ela ao Familyfest 2005, chegou a outros 7 dos 145 eventos realizados simultaneamente pelo mundo, em conexão via satélite diretamente da Praça do Capitólio, em Roma.
A 40 anos da fundação, vendo o desenvolvimento e os frutos de Famílias Novas, Chiara salientou “o desígnio ousado, estupendo e exigente da primeira célula da sociedade”. De fato “esta tem uma importância enorme na construção de um mundo de paz (…)”. “Vocês existem – continuava – para serem testemunhas de unidade, de amor duradouro, de Evangelho vivido. Assim não apenas viverão na alegria, mas continuarão a atrair muitos corações ao amor, até realizar, com todo o Movimento dos Focolares, a fraternidade universal”. (3 de novembro de 2007).
Atualmente são 800.000 as Famílias Novas, no mundo inteiro.

MUITAS VEZES O AMOR NÃO É AMOR


                        Porque muitas vezes o amor não é amor no mundo, vale para ele o ditado: «O amor é cego». Mas, se uma alma começa a amar, como Deus ensina — Deus que é Amor — vê logo, logo, que o amor é luz. De resto, Jesus o disse: «E quem me ama, será amado por meu Pai. Eu o amarei e a ele me manifestarei» (Jo 14,21).
                        Um turbilhão de vozes de procedências as mais variadas inunda com freqüência a nossa alma, sobretudo quando ela não sabe bem o que seja amar a Deus. São vozes insonoras, mas fortes: vozes do coração, vozes do intelecto, vozes de remorso, vozes de saudade, vozes das paixões... E nós seguimos ora uma, ora outra, preenchendo o nosso dia com atos que concretizam aquelas vozes ou ao menos são, de algum modo, determinados por elas.
                        Por isso, às vezes, a vida, ainda que vivida na graça de Deus, tem somente breves réstias de Sol; e tudo o mais fica imerso em um tédio, que uma voz, mais forte do que todas as outras, levanta-se amiúde para condenar, como a dizer que aquela não é a verdadeira vida, a vida plena.
                        Se, ao contrário, a alma se volta para Deus e começa a amá-lo, e seu amor é verdadeiro, é concreto, é de cada instante, de vez em quando percebe uma voz, entre as muitas que acompanham a vida.
                        Mais do que voz, é uma luz que se infiltra suavemente no intrincado concerto da alma. E um pensamento quase imperceptível que a ela se oferece, mais delicado talvez do que os outros, mais sutil.
Esta é, às vezes, voz de Deus.
                        Então, a alma que se decidiu pelo Senhor, que com Ele não regateia, mas a Ele tudo quer dar, extrai do pântano aquele repuxo límpido e sereno; é uma safira em meio a tantos seixos; é como o ouro em meio ao pó.
                        Toma-o, limpa-o, expõe-no e o traduz em vida.
                        Se, porventura, aquela alma decidiu caminhar para Deus com outras, a fim de que o Pai se rejubile com o amor fraterno entre os seus filhos, ela — depois de se aconselhar com quem lhe representa Deus na terra — comunica, com discrição, o seu tesouro aos outros, para que o bem seja comum, o divino circule e, como numa competição, um aprenda do outro a amar melhor o Senhor.
                        Agindo assim, a alma amou em dobro: amou ao fazer o que Deus queria, amou ao comunicar aos irmãos. E Deus, fiel a suas palavras eternas, continuará progressivamente a se revelar a ela.
                        Tudo isto é sumamente desejável, até que o nosso coração seja imerso o dia inteiro só em pensamentos de Céu, a ponto de transbordar; e a nossa vida, alimentada pelos Sacramentos, seja por eles identificada.
                        Damos Deus, se o temos; e o temos, se o amamos.
                        Então, poderão acender-se pequenos sóis, no mundo sombrio e monótono, que apontarão a muitos o caminho. Sóis que aquecerão, na humildade total de suas vidas completamente imoladas ao Senhor, em que eles já não falam, mas fala Ele; em que já não vivem, mas vive Ele.


Chiara Lubich



Famílias: O contágio da solidariedade

 
Iniciativas de ajuda à infância carente. #objetivo15mil foi o desafio proposto em Roma, em conexão direta com outras cidades, por AFNonlus, associação que se fundamenta nos valores solidários das famílias dos Focolares.
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20150608-03“No ano passado, uma menina de quase dois anos de idade, a quem eu quero muito bem, correu um grave risco de vida. Eu pensei que, porque havia nascido na Itália, recebera prontamente todos os tratamentos médicos e cirurgias, mas, se tivesse nascido em outro país com menos recursos, o que teria acontecido? E qual mérito ela tem para ter este privilégio? E as outras crianças não têm os mesmos direitos?”. Pensando assim Gabriela entrou em ação, organizando uma iniciativa para recolher fundos e para suscitar a sensibilidade em relação à infância desfavorecida, pedindo ao prefeito uma sede na praça principal da sua cidade, Marcignago di Pavia (norte da Itália), propagou a iniciativa também na sua paróquia, na diocese e na imprensa local. “Que resultados eu alcançarei, não tenho ideia – afirma – mas sei o motivo e para quem estou tomando esta iniciativa e isso é suficiente para esperar o máximo!”.
Este é um dos muitos testemunhos de pessoas que apoiam e que se empenharam pela campanha #objetivo15mil de AFN onlus, inaugurada no dia 24 de maio, em Roma, na sede de Città dell’Altra Economia. O objetivo – explica Andrea Turati, presidente da Associação – “é dar visibilidade ao que já fazemos por meio de programas que garantem alimento, assistência médica e instrução a 15 mil crianças, beneficiadas por uma centena de projetos em andamento em 50 países e incrementar o nosso empenho, contagiando muitas pessoas com o vírus da solidariedade”. As iniciativas de solidariedade se multiplicaram em muitas cidades italianas e em alguns projetos sociais em andamento no mundo inteiro que, por meio de conexões, apresentaram as próprias atividades: centros com ambulatórios, creches, escolas de ensino fundamental e atividades extraescolares, nas quais são oferecidas às crianças e adolescentes uma adequada alimentação, cursos escolares, aulas de reforço e de orientação profissional, consultas e tratamentos médicos. Esses programas se inserem em ações mais amplas, com a colaboração de parcerias nacionais e internacionais, a favor de famílias e inteiras comunidades, para alcançar a autonomia e o bem-estar global das crianças.
“Também nós queremos contribuir com a solidariedade”, nos disse Youn Vera que, graças ao apoio à distância, frequenta a escola fundamental no Colégio Gue Pascal, em Man, Costa do Marfim. “Para ajudar quatro colegas de classe, doentes e necessitados de tratamento, tivemos a idéia de fazer e cuidar de uma horta, com verduras e espinafre.”
“A ajuda à distância é uma ação que faz bem, primeiramente a nós mesmos, e não somente a quem a recebe, porque nos faz crescer, nos coloca em contato com pessoas e culturas diferentes, ajuda a redescobrir o valor da sobriedade e cria a comunidade”, afirmou Vincenzo Curatola, presidente do FórumSad, que reúne uma centena de associações em todo o território italiano. Cita-se como exemplo Guido e Azzurraque, junto a outros adolescentes de alguns bairros romanos, explicam como há quase dois anos fundaram uma associação com a qual desenvolvem várias atividades em favor dos outros. “A experiência mais forte, vivemos nas Filipinas, para responder com AFNonlus a emergência logo após o tufão Hayan. Hóspedes dos Focolares, nos inserimos em uma situação que estamos habituados a ver somente pela televisão e que são distantes. Viver tais situações, cotidianamente, transformou o nosso modo de pensar. Além disso, decidimos nos empenhar, a longo prazo, na ajuda à distância a uma menina que usa cadeira de rodas: Princess, com aquele sorriso, nos parece uma estrela brilhante!”.
Giusy, que mora nas proximidades de Pisanos contou que um pequeno grupo de Famílias Novas, dos Focolares, aos poucos, envolveu toda a sua cidade, a administração municipal e cerca 300 famílias.
“A iniciativa começou junto a um colega de trabalho, há 20 anos – nos conta Massimo Grossi, da RCS Corriere della Sera – e envolveu mais de 250 jornalistas e polígrafos. Reunindo muitas pequenas cotas, conseguimos atingir o suficiente para 50 ajudas à distância, para crianças na Ásia e na África: muitas pequenas contribuições reunidas, esta é a nossa iniciativa e a nossa força.”


Um bom fim de semana e um ótimo inicio de semana para os membros da obra de Maria. 
E sempre 1 todos vocês na Eucaristia
GUÉ



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terça-feira, 9 de junho de 2015

Meditações e Experiências

Elaborado por Gué - Antônio José Fortes <guefortes@gmail.com>
JESUS ENTRE NÓS

Jesus, o filho de Deus, o amor do Pai encarnado, afirmou: "se dois ou mais se unirem no meu nome - isto é, prontos a amarem-se até a dar a vida um pelo outro, Eu estarei sempre no meio deles". Jesus no nosso meio,  dividindo conosco cada preocupação, aconselhando-nos caminhando conosco pelas ruas, entrando  nas nossas casas, alegrando com a sua presença a nossa felicidade...
Que maravilha poder ter sempre Jesus conosco, jamais ficar sozinhos, sentir a sua força, a sua potência, ver os efeitos extraordinários que opera quando O temos entre nós.
Jesus no nosso meio! Eis o Deus que está perto de nós, descido do céu para ficar entre os homens. Como ele nos quer bem! Se o soubessem todos aqueles que sofrem ou estão desesperados pela solidão e falta de afeto!
Mas com a nossa vida e as nossas palavras O revelaremos a todos eles.
Podemos ter sempre Jesus no nosso meio, porémexiste um porém: Ele estará no nosso meio se encontrarmos um amigo que queira tê-lo entre nós. Muitas vezes sabemos que estamos sozinhos na escola, por exemplo, sem ninguém que partilhe o nosso Ideal. Então, Jesus nos abandona?
Absolutamente não! Ele ainda está perto de nós e se esconde em cada pessoa que encontramos. Ele, de fato, considera feito a Si, tudo que fizermos aos nossos irmãos. E amando-os, o Amor cresce no nosso coração exatamente como se estivéssemos amando a Jesus. 
Santa Catarina de Sena, um dia vendo um pobre e não tendo nada para lhe dar tirou a pequena cruz do seu terço e lhe deu. De noite, ela teve uma visão: Jesus veio e mostrou-lhe uma cruz toda adornada de pedras preciosas: “Você a reconhece?”- perguntou Jesus a Catarina.- “Não”- respondeu a santa. “É aquela que você me deu ontem naquele pobre. Assim você a verá no juízo final”. Evidentemente aquelas pedras preciosas significam o amor  com qual Catarina havia doado a cruz do seu tercinho ao pobre. 
Portanto, Jesus está presente no irmão. Podemos doar esse amor ao irmão durante o dia inteiro, porque são muitos os irmãos que encontramos.

Chiara Lubich


Ser voluntário hoje: “Para mim você é Padre Pio!”

 
 
Ser voluntário hoje: “Para mim você é Padre Pio!”Também a idade da aposentadoria pode tornar-se uma etapa enriquecedora da vida, se sustentada pelo Evangelho vivido no cotidiano, não apenas em vantagem própria, mas para o bem de quem está “descartado”.
20150529-01«Quando posso frequento o círculo dos aposentados do meu bairro. Notei que alguns indivíduos são evitados pelas “pessoas de bem” porque desleixados, alcóolatras, meio mendigos, que passam o dia em companhia de um copo, e ninguém os envolve nas conversas.
Então comecei a aprender a jogar baralho e bocha, para estar com eles sem preconceitos. No início recebi frequentes reprovações. Mas, mesmo assim, procurei exprimir  simpatia, disponibilidade, inclusive em aceitar a linguagem deles e o método decrépito de jogar.
Um dia, Giulio, o mais mendigo de todos e que todos evitam, foi hospitalizado por uma crise de alcoolismo, e ninguém sabia em qual hospital. Fiz uma busca e vários telefonemas. Por causa da privacidade eu não conseguia obter notícias. Afinal interpelei os vigilantes de rua que conseguiram encontrá-lo. Cuidei dele. O médico me informou sobre as suas condições como seu eu fosse um familiar. Depois o levei de volta para casa, consegui os remédios e alimentos.
Silvio, outro alcóolatra, que quase tinha tido a carteira de motorista cancelada, arriscava perder o emprego. Fiz o que podia para que ele a recuperasse. Agora ele saiu da dependência e até tornou-se animador de um grupo de alcóolatras anônimos.
Ulisse era um jogador obstinado, se gabava de ser ateu e de “detonar” os padres. Durante dois anos eu engoli as suas expressões um tanto agressivas. Depois ele adoeceu com um tumor, mas, orgulhoso como era, não aceitava ajuda de ninguém. Um dia pediu-me que o acompanhasse até sua casa. Esse pedido inesperado foi para mim a resposta de que eu havia aberto uma brecha em sua alma e comunicado alguma coisa da minha fé.
Gianni, o mais novo de todos, 50 anos, um gigante de estatura, uma vida totalmente desordenada! Pelo seu estilo de vida tinha conseguido o último lugar na classificação de boa conduta. Estive perto dele até o fim de sua vida. Seus familiares estavam surpresos; alguns dias antes de sua morte ele tomou minhas mãos, apertou-as com suas mãos de gigante, exprimindo a sua gratidão e estima.
Guido é surdo-mudo, o mais isolado de todos porque o diálogo com ele é difícil. Tornamo-nos amigos e agora é meu companheiro no jogo do trunfo.
Um dia, Giulio, o mendigo, tirou do bolso uma foto de Padre Pio e, diante de todos, disse-me: “Para mim você é Padre Pio”. Desde aquele dia todos no círculo passaram a me chamar com esse nome, e embora para mim não fosse tão simpático, não pude evitar este estranho batismo.
Habitualmente estes meus amigos me aguardam com alegria, e muitas vezes acabo jogando com o amigo surdo-mudo contra dois alcóolatras. Somos o time mais conhecido do círculo e também o mais barulhento!
Antes de ir ao círculo faço uma visita à igreja próxima – coisa que não passou despercebida pelo grupo – para receber Dele a força e o modo certo para amar esses meus amigos de periferia».

Evangelho vivido. A fineza do amor

 
 

Dois jovens percorrem o mesmo caminho para descobrir a fraternidade como estilo de vida. Idéias que podem ajudar-nos a viver a Palavra de vida do mês
20150502-aNa rua
“Eu percorro quase sempre as mesmas ruas encontrando, a cada dia, uma multidão de pessoas. Pessoas que atravessam quando não devem; outras que buzinam porque ainda não arranquei quando o semáforo abre; outras, ainda, que tentam cortar meu caminho… Ainda bem que, às vezes, consigo lembrar-me que cada um deles é meu irmão, e então, até mesmo o trânsito mais caótico tornar-se menos complicado. Um dia fazia um calor demasiado. Notei que um ‘sem-teto’, que eu já vira diversas vezes, estava desfalecido, caído sobre si mesmo, na calçada. Aquela esquina era o seu terreno e o papelão, a sua casa.
Geralmente ele estava sempre bem e eu nunca havia parado antes, mas, entendi que havia algo errado e mesmo atrasado, com as consequências que isto comportava, eu não poderia prosseguir. Neste ínterim, a minha van, parada em uma área de tráfego pesado, foi imediatamente vista por policiais locais que, de longe, gesticulavam fazendo-me entender que partisse imediatamente. Respondi, também por meio de gestos, que eu queria ver aquela pessoa em dificuldade. Eles continuavam a insistir que eu devia ir embora, mostrando-me o bloco de multas. Eu pensei que deveria ser eles a cuidar daquela pessoa, mas por causa do descuido deles, eu corri a um bar para comprar uma bebida fresca para aquele pobre. De retorno, eu acariciei suavemente o seu rosto para que não se assustasse ao acordar. Graças a Deus recuperava-se aos poucos, mas, estava cansado e assustado. Eu aproximei o copo aos seus lábios e ele respondeu com um sorriso, agradecendo-me várias vezes. Depois chegaram também os policiais que, vendo a cena, um deles colocou o bloco de multas no bolso. Todos eles me cumprimentaram sorrindo.” Alexander – Grécia
20150502-02Segurança
“Alterno estudo e trabalho e, sou ‘segurança’ em um pub: função ingrata e, por vezes, não isenta de riscos, especialmente tendo que lidar com pessoas que consumam alguns copos a mais. Houve um mês no qual a Palavra de vida exortava a amar por primeiro. Como atuá-la em um ambiente de trabalho como o meu? No entanto, tomei a iniciativa e procurava sorrir e cumprimentar os clientes, mesmo se não recebia resposta. Depois de uma semana, para a minha alegria, percebi que começaram a retribuir as saudações. Portanto, a minha iniciativa fazia efeito! Não só isso: se antes, com as pessoas mais ‘difíceis’, eu usava métodos bruscos; depois, vendo Jesus em cada um, procuro ser cordial e interessar-me pelas pessoas. E assim, em momentos críticos, consigo evitar brigas e acalmar a situação. É, em certo sentido, uma tática preventiva que, entre outras coisas, me ajuda a conquistar a estima dos clientes e do gerente. E se alguém me pergunta qual o motivo do meu modo de agir, é uma oportunidade para falar de Deus Amor. Atualmente, no meu local de trabalho existe outra atmosfera que, entre outras coisas, tem o efeito de atrair novos clientes.” M – Polinésia


Como se Tornar Santo?


            Sucede, freqüentemente, que as almas sejam atraídas pela idéia da santidade. E talvez seja mesmo a graça de Deus que nela opera, suscitando este desejo.
            A consideração da preciosidade de um santo, a influência de sua personalidade em sua época, a revolução ampla e continua que ele traz ao mundo, são amiúde os primeiros combustíveis para alimentar a chama de semelhante desejo. 
            Mas, por vezes, a alma, que deste modo se sente tão docemente atormentada, encontra-se diante dos santos como diante de uma vala intransponível, ou de uma muralha invulnerável. 
“O que fazer para ser santo? “ – pergunta-se. 
“Qual a medida, o sistema, os meios, o caminho?”
            “Se eu soubesse que basta a penitência, flagelar-me-ia de manhã à noite. Se viesse a saber que é preciso a oração, dia e noite rezaria. Se fosse suficiente a pregação, percorreria cidades e aldeias, sem dar-me trégua, anunciando a todos a palavra de Deus... Mas não sei, não conheço o caminho.”
Cada santo tem sua fisionomia e distinguem-se uns dos outros, como as mais variadas flores de um jardim...
Todavia, talvez haja um caminho válido para todos. Talvez não seja preciso ir em busca da própria vocação, nem traçar um plano, ou sonhar programas, mas abismar-nos no momento que passa para cumprir naquele instante a vontade de Quem se disse “Caminho” por excelência. O momento passado já não existe; o momento futuro talvez jamais o tenhamos em nossas mãos. O certo é que podemos amar a Deus no momento presente que nos é dado. 
A santidade constrói-se no tempo. Ninguém conhece a própria santidade, nem muitas vezes a dos outros, enquanto estiver em vida. Somente quando a alma completou o seu percurso é que revela ao mundo o desígnio que Deus tinha sobre ela.
A nós não resta senão construí-la, momento por momento, correspondendo com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças, ao amor pessoal que Deus tem para conosco, como Pai celeste, amor pleno, como a grandeza da caridade de um Deus.

Chiara Lubich

sábado, 7 de setembro de 2013

Vigília pela Paz: Adesões de todo o mundo


 





Cidade do Vaticano (RV) – É sempre maior e sem fronteiras as adesões ao Dia de Oração e Jejum pela paz na Síria, indicado pelo Papa Francisco para este sábado, 7 de setembro. Novas adesões públicas chegam a cada momento.

As seguintes Instituições do Vaticano divulgaram mensagem por ocasião da iniciativa: Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e o Pontifício Conselho para as Famílias.

Aderiram publicamente à iniciativa o a Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura, o Seraphicum, o Centro de Estudos Europa 2010, as Obras de Promoção da Alfabetização no mundo (OPAM), o Patriarca da Babilônia dos Caldeus, Louis Raphael I Sako, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeo I, Patriarcas e líderes cristãos do Oriente Médio, o Grão Mufti da Síria Ahmad Badreddin Hassou, o Arcebispo Metropolita Sírio-ortodoxo de Jazirah e Eufrates Matta Roham, Comunidades maronitas libanesas, o Sacro Convento de Assis, a Companhia de Jesus, a Ordem de Santo Agostinho, os Salesianos, as Irmãs Carmelitas descalço na Terra Santa, a Congregação de Dom Orione.

Também os movimentos da Renovação Carismática, Comunhão e Libertação, Focolares, Pax Christi Itália, Mesa da Paz, Comunidade de Santo Egídio.

Aderiram ainda a Unitalsi, Pime, Auser, Fundação João Paulo II para a Juventude. Comunidade de Vida Cristã, Liga Missionária de estudantes, Fórum Internacional da Ação Católica, Ação Católica italiana.

Arquidiocese do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, de Corrientes, Argentina, Arquidiocese de Santiago, Chile, Diocese de Hong Kong, diversas Arquidioceses e Dioceses italianas.

Conferências Episcopais do Brasil, Filipinas, Bulgária, Suíça, Índia, Uruguai, Canadá, Egito, Estados Unidos, Irlanda.

Cáritas italiana e Ambrosiana.

Instituto Budista italiano Soka Gakkai, Comunidade muçulmana do sul das Filipinas, Comunidade do Mundo Árabe na Itália, Refugiados sírios cristãos e islâmicos no Líbano no Campo Maj el Kok.

Além de diversas Prefeituras, Sindicatos e instituições laicas italianas.

Na pequena localidade cristã de Maaloula, ao norte de Damasco, símbolo dos cristianismo na Síria e local de peregrinação para fiéis cristãos e muçulmanos, já se reza pela paz, mesmo com ameaças de grupos armados.

A importância que tem para a comunidade local a proximidade do Papa Francisco é testemunhada também pelo Padre Nawras Sammour, responsável pelo Oriente Médio e o Norte da África dos ‘Jesuítas para ao Refugiados’, que num telefonema à ‘Ajuda à Igreja que sofre’ de Aleppo, condena a possibilidade de uma intervenção armada, recordando que as palavras do Papa foram muito apreciadas também pelo Grão Mufti do país, Ahmad Badreddin Hassou, que manifestou o desejo de rezar junto na Praça São Pedro, no sábado.

Também Maria Saadeh, Greco-católica e deputada no Parlamento de Damasco, sente-se próxima ao Papa e à “Santa Sé que conhece bem a nossa cultura e pode apoiar os nossos esforços pela paz e para cessar a violência”.

O ‘grito’ pela paz também se eleva forte em diversas partes do mundo. Na Indonésia, católicos e muçulmanos rezam unidos em comunhão com o Santo Padre, reiterando que “as armas não representam a solução para resolver conflitos”. (JE)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/06/vig%C3%ADlia_pela_paz:_ades%C3%B5es_de_todo_o_mundo/bra-726311
do site da Rádio Vaticano