sábado, 31 de dezembro de 2011

30 Dezembro 2011
Focolarina italiana, residente na Suíça.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Papa explica como vencer desânimo da fé

Quinta-feira, 22 de dezembro de 2011, 12h07


Nicole Melhado
Da Redação


Arquivo
Bento XVI salienta que a verdadeira felicidade está na fé
Para o Papa Bento XVI a maior ameaça à Europa não é a crise financeira, mas é a crise ética que ameaça o Velho Continente.

“Embora certos valores como a solidariedade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelos pobres e atribulados sejam em grande parte compartilhados, todavia falta muitas vezes a força capaz de motivar e induzir o indivíduo e os grandes grupos sociais a abraçarem renúncias e sacrifícios”, salienta o Pontífice.

No encontro com os membros da Cúria Roma, nesta quinta-feira, 22, na Sala Clementina, Bento XVI ressaltou que o conhecimento e a vontade caminham, necessariamente, lado a lado. A vontade de preservar o lucro pessoal obscurece o conhecimento e este, enfraquecido, é incapaz de revigorar a vontade.

Acesse
.: NA Íntegra: Discurso do Papa à Cúria Romana - 22/12/2011


Então surgem os questionamentos: Onde está a luz que possa iluminar o conhecimento? Onde está a força que sublime a nossa vontade? Segundo o Papa, estas são questões que nova evangelização deve dar resposta.

Mas então como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

As pessoas que frequentam regularmente a Igreja vão se tornando sempre mais idosas e o número de fiéis está diminuindo continuamente. Bento XVI nota também uma estagnação nas vocações ao sacerdócio, bem como um crescimento do cepticismo e da descrença. “Então que devemos fazer?”, questiona o Papa.

“ O cerne da crise da Igreja na Europa, como disse em Friburgo, é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as outras reformas”, salienta.


Fé e felicidade africana
Em sua viagem à Benim, na África, Bento XVI disse não ter visto tédio no ser cristão, ele via alegria, mesmo em meio as dificuldades.

“E desta alegria nascem também às energias para servir Cristo nas situações opressivas de sofrimento humano, para se colocar à sua disposição em vez de acomodar-se no próprio bem-estar. Encontrar esta fé disposta ao sacrifício e, mesmo no meio destas [dificuldades], a 'alegria' é um grande remédio contra a lassidão de ser cristão que experimentamos na Europa”, afirma o Papa.

JMJ: remédio contra o desânimo da fé

O Pontífice ressalta também que um remédio contra a lassidão do crer foi também a magnífica experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madrid.

“Esta foi uma nova evangelização ao vivo. De forma cada vez mais clara vai-se delineando, nas Jornadas Mundiais da Juventude, um modo novo e rejuvenescido de ser cristão”, disse.

A experiência da JMJ fez o Papa identificar cinco pontos importantes:

1. Universalidade da Igreja

Para Bento XVI, a JMJ Madri mostrou que há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja.

“Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e, no entanto, sentimo-nos imediatamente unidos como uma grande família. Separação e diversidade exteriores ficaram relativizadas. As nossas orações são as mesmas”, destaca o Papa.

No interior de cada um há o mesmo encontro com Jesus Cristo e a liturgia comum constitui uma espécie de pátria do coração e une todo numa grande família.

“Assim compreendemos também de maneira muito concreta que, apesar de todas as fadigas e obscuridades, é bom pertencer à Igreja universal que o Senhor nos deu”, reforça.


2. Novo modo de ser cristão 
O encontro com os voluntário que trabalharam para a realização da JMJ 2011 mostrou ao Papa um novo modo de ser cristão. A maioria dos voluntários eram jovens, cerca de 20 mil, e todos eles doaram o próprio tempo e disposição para a realização daquele evento, ofereceram a própria vida.

“No fim, estes jovens estavam, visível e ‘palpavelmente’, inundados de uma grande sensação de felicidade: o seu tempo tinha um sentido; precisamente no dom do seu tempo e da sua força laboral, encontraram o tempo, a vida”, destaca o Pontífice.

Para ele, ficou evidente algo fundamental: estes jovens ofereceram, na fé, um pedaço de suas vidas, e não porque isso lhes fora mandado, nem porque se ganha o céu com isso, nem mesmo porque assim se escapa ao perigo do inferno. Mas os jovens não fizeram isso, porque queriam ser perfeitos, eles não olhavam para trás, para si mesmos.

“Quantas vezes a vida dos cristãos se caracteriza pelo fato de olharem, sobretudo, para si mesmos; por assim dizer, fazem o bem para si mesmos. E como é grande, para todos os homens, a tentação de se preocuparem antes de mais nada consigo mesmos, de olharem para trás para si mesmos, tornando-se assim interiormente vazios, como ‘estátuas de sal’!”, salienta o Papa.


3. Adoração ao Santíssimo Sacramento


Nas vigílias com os jovens, em todas suas viagens deste ano e especialmente na JMJ de Madri, o momento mais importante era sempre a Adoração Eucarística.

“A adoração é, antes de mais nada, um ato de fé; o ato de fé como tal. Deus não é uma hipótese qualquer, possível ou impossível, sobre a origem do universo. Ele está ali. E se Ele está presente, prostro-me diante Dele”, destaca Bento XVI.


4. Sacramento da Penitência
Outro elemento importante das Jornadas é a presença do sacramento da Penitência, que, com uma naturalidade sempre maior, vai se tornando parte do conjunto.

“Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade. Incessantemente a minha alma fica manchada por esta força de gravidade em mim, que me atrai para baixo. Por isso, temos necessidade da humildade que sempre de novo pede perdão a Deus, que se deixa purificar e que desperta em nós a força contrária, a força positiva do Criador, que nos atrai para o alto”, explica o Pontífice.


5. Alegria de ser cristão


Sem dúvida a grande característica de todas as Jornadas com a juventude é a alegria. Mas de onde ela vem? Como se explica?

Seguramente, destaca o Papa, são muitos os fatores que interagem. Mas, para ele, o fator decisivo é a certeza que deriva da fé, a certeza de ser amado e de ter uma missão confiada por Deus.

O filósofo alemão Josef Pieper salienta que ‘quem não é amado, também não se pode amar a si mesmo. Mas o verdadeiro amor, aquele incondicional que todo ser humano necessita provém somente de Deus.

“Quando falta ao homem a percepção de ser acolhido por Deus, de ser amado por Ele, a pergunta sobre se existir como pessoa humana seja verdadeiramente coisa boa, deixa de encontrar qualquer resposta; torna-se cada vez mais insuperável a dúvida acerca da existência humana. Onde se torna predominante a dúvida sobre Deus, acaba inevitavelmente por seguir-se a dúvida acerca do meu ser homem”, reforça o Papa.

É a difusão desta dúvida, da dúvida do amor de Deus que traz a infelicidade e a tristeza interior. Bento XVI reforça que só a fé dá a certeza que é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. É a fé que faz as pessoas felizes a partir de dentro e as JMJ são a prova disso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Princípio da Fraternidade como Vetor na Aplicabilidade do Direito Ambiental

Por Rafaela Brito, Advogada, Colunista de Plurale (*)




Fraternidade significa “amor ao próximo; fraternização e união ou convivência como de irmãos; harmonia, paz, concórdia, fraternização”. (FERREIRA, 2008, p.418). Neste sentido, a fraternidade é identificada com a solidariedade horizontal, uma vez que surge do socorro mútuo prestado entre as pessoas, e que se coloca ao lado daquela outra forma de solidariedade, ligada à fraternidade por um vínculo de subsidiariedade, denominada de vertical, baseada na intervenção direta do Estado e dos poderes públicos em socorro das necessidades coletivas. A solidariedade vertical expressa-se nas formas tradicionais de intervenção e ação do Estado social, ou seja, alude à ação direta dos poderes públicos com a intenção de reduzir as desigualdades sociais e permitir o pleno desenvolvimento da pessoa humana. A solidariedade horizontal, por sua vez, diz respeito a um princípio que pode ser deduzido de um necessário “socorro mútuo” entre os próprios cidadãos. (BAGGIO, 2008, p.114).




BAGGIO (2008, p.21), constitucionalista italiano, faz menção aos princípios democráticos que surgiram com maior ênfase na Revolução Francesa: a fraternidade, no entanto, no decorrer da história, foi adquirindo um significado universal, chegando a identificar o sujeito ao qual ela pode referir-se plenamente: o sujeito “humanidade” – comunidade de comunidades -, o único que garante a completa expressão também aos outros dois princípios universais, a liberdade e a igualdade.

Bonavides é um dos constitucionalistas que também defende a causa de que os direitos da primeira geração são os direitos individuais; os da segunda são os direitos sociais e os da terceira, direitos ao desenvolvimento, ao meio-ambiente, à paz e à fraternidade, permanecem eficazes, são infra-estruturais, formam a pirâmide cujo ápice é o direito à democracia; coroamento daquela globalização política para a qual, como no provérbio chinês da grande muralha, a humanidade parece caminhar com menos vagar, depois de haver dado o seu primeiro e largo passo.
Acredita-se que a opinião defendida pelo autor italiano acima referido é coerente com a defesa de que a fraternidade é um direito e, por isso, um guia para que o Direito Ambiental seja amplamente realizado. Por referir-se ao sujeito “humanidade” abrange a todos, logo, o ambiente sadio é obrigatório a todos, sem distinção.
No âmbito do direito ambiental, o princípio da fraternidade funciona como um meio, não um fim. O constitucionalista Canotilho é um dos defensores de que o direito tem uma caixa de ferramentas, que pode orientar a acção para a obtenção desse resultado, que é a construção da justiça na sociedade para a realização da fraternidade.
Mais uma vez, corrobora-se a tese de que o princípio da fraternidade é o vetor, o guia a ser seguido para a aplicação do princípio da sustentabilidade e do Direito Ambiental. É o amor mútuo, o socorro entre os próprios indivíduos da sociedade que proporcionará a aplicabilidade de um ambiente ecologicamente equilibrado e harmônico. A interdependência que caracteriza a comunidade internacional está ligada ao conceito de governança ambiental que é dado a cada Estado e aos indivíduos que dele fazem parte.
Aplicar o princípio de fraternidade e de solidariedade, com ou sem o apoio estatal, por meio da educação ambiental, ou projetos e programas coletivos, fraternos, de amor mútuo, por moralidade, com vistas à proteção do meio ambiente e dos recursos naturais, torna-se fundamental para a aplicabilidade do Direito Ambiental, de cunho comunitário, universalista e fraterno.
(1) Conferência proferida no dia 15 de setembro de 2003, perante o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em solenidade comemorativa do transcurso dos 15 anos da Constituição da República Federativa do Brasil

domingo, 11 de dezembro de 2011

Papa pede respeito pelo direito à vida

Bento XVI sublinha proximidade do Natal, apontando para lá das luzes e das mensagens comerciais

D.R.
Cidade do Vaticano, 11 dez 2011 (Ecclesia) – Bento XVI deixou hoje um apelo em favor do respeito pela “vida”, assinalando no Vaticano o aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, firmada a 10 de dezembro de 1948.
“O primeiro entre todos os direitos é o [direito] à vida”, disse o Papa a representantes de movimentos e associações pró-vida de países europeus, incluindo Portugal, reunidos em Roma para a entrega do prémio ‘Madre Teresa de Calcutá’, que este ano distinguiu a título póstumo Chiara Lubich, fundador do movimento dos Focolares.
Perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, Bento XVI apresentou uma reflexão sobre a proximidade do Natal, num domingo chamado ‘Gaudete’ (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações de Advento, tempo que antecede a celebração do nascimento de Jesus.
“O ambiente exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial, mesmo que num tom menor, por causa da crise económica. O cristão é convidado a viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes, mas sabendo dar o justo valor às coisas, para fixar o olhar interior em Cristo”, disse.
O Papa saudou, em seguida, um grupo de crianças que levaram ao Vaticano as imagens do Menino Jesus, para serem ali abençoadas.
“Queridas crianças, quando rezardes diante dos vossos presépios, recordai-vos também de mim, como eu me lembro de vós”, pediu.
Horas antes, Bento XVI tinha tido outro encontro com meninos e meninos na paróquia de Santa Maria das Graças, em Roma, que visitou esta manhã.
“Sabemos que o Natal está próximo: preparemo-nos não só com os presentes, mas com o nosso coração”, afirmou, então, desejando aos presentes “toda a alegria do Natal e toda a alegria da presença do Menino Jesus Cristo que é Deus”.
Na homilia da missa a que presidiu na paróquia romana, o Papa falou do tempo litúrgico do Advento como um momento de “esperança” e de anúncio de Jesus, a exemplo da figura de São João Baptista.
Bento XVI apelou a um testemunho da “caridade”, do “amor e da fraternidade”, sem deixar de lado o compromisso de “purificar e reforçar a própria fé diante dos perigos e das insídias que a podem ameaçar”.
O calendário do Papa até à celebração do Natal inclui, na quinta-feira, um encontro com os universitários de Roma, para a recitação da oração de vésperas na basílica de São Pedro, Vaticano, apontamento que o próprio quis hoje destacar, após o Angelus, convidando os jovens a participarem.
OC


"A verdadeira alegria está no encontro com Deus"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa rezou ao meio dia deste domingo a oração do Angelus com cerca de 40 mil romanos e turistas presentes na Praça São Pedro. De seu balcão, Bento XVI fez antes um breve discurso dedicado à preparação do Natal nestes tempos de crise econômica.

“O mundo exterior propõe as tradicionais mensagens de tipo comercial - mesmo que num tom menor por causa da crise econômica - mas, se formos vigilantes na oração e exultantes no louvor, nossos olhos reconhecerão em Jesus a verdadeira luz do mundo, aquela que ilumina nossas trevas” – disse o Papa.

Explicando que os cristãos devem viver o Advento sem se deixar distrair pelas luzes das ruas e das lojas, mas sabendo dar o justo valor às coisas, Bento XVI prosseguiu:

“A atenção ao coração, que o cristão é chamado a exercer na vida cotidiana é uma característica especial deste tempo, em que nos preparamos com alegria para o mistério do Natal”.

Este é o III Domingo de Advento, o chamado ‘Gaudete’, (alegrai-vos), em que se substitui o roxo pelo rosa nas celebrações do Advento. Assim sendo, Bento XVI convidou os cristãos à alegria, no sentido mais profundo da palavra:

“A verdadeira alegria não é fruto da diversão, entendida no sentido etimológico da palavra 'di-vertere', ou seja, eximir-se dos compromissos da vida e de suas responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo” – comentou, reafirmando a importância de reservarmos espaços de tempo para o descanso.

“A felicidade verdadeira está vinculada à nossa relação com Deus; não é um estado de espírito passageiro, nem algo que obtemos com nossos esforços, mas é um dom, nasce do encontro com a pessoa viva de Jesus. Quem encontrou Cristo em sua vida, sente no coração uma serenidade e uma alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar”.

Após rezar a oração dominical, o Pontífice fez as suas habituais saudações em várias línguas. Em italiano, dirigiu-se aos representantes europeus de movimentos pró-vida que estão em Roma para a entrega do Prêmio “Madre Teresa di Calcutá”, a título póstumo, a Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. A propósito do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 10 de dezembro de 1948, recordou que o primeiro dentre todos os direitos é a vida.

E em seguida, um dos momentos mais aguardados deste domingo, quando o Papa abençoa as pequenas estátuas do Menino Jesus levadas à Praça pelas crianças de Roma: “Queridas crianças, quando rezarem diante dos seus presépios, lembrem-se também de mim, como eu me lembro de vocês” – pediu.
(CM)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Continuamos a recordar os nossos voluntários no Céu.

De entre eles desta vez um pensamento para Pierre Roiret de Lion, França.

Do seu perfil:

“ A cidade de Lion perdeu uma das suas figuras de grande relevo humano e espiritual. Pierre, voluntário de Deus partiu no dia 6 de Dezembro aos 92 anos depois de ter sido atropelado por uma mota mesmo no centro da sua muito amada cidade.

Pierre e a sua mulher Yvonne conheceram o Movimento na Mariápolis de Dijon, em 1971; Desde então não deixaram de se alimentarem da nascente do Ideal. Numa entrevista recente dizia: “ E isso deu sentido a todas as minhas actividades”.

Em 1974, Pierre e Yvonne, tornaram possível a abertura desejada por Chiara, do focolar feminino de Lion.

Em Lion, escrevem-nos os dois responsáveis da zona, nunca encontrámos obstáculos à difusão do Ideal nos diversos ambientes. Foram Pierre e Yvonne que deram a conhecer Chiara à sobrinha, Thérèse Clayette actual delegada da Obra na zona de Lion.

Onde quer que fosse, Pierre apresentava-se - sem qualquer temor humano – como membro activo do Movimento. Muitas vezes (se não sempre) falava da sua fundadora…

Nestes dias em muitas realidades da Igreja e da sociedade civil de Lion, foi realçada a excepcional dimensão social e eclesial de Pierre.

Foi o arcebispo - cardeal Philippe Barbarin – a querer celebrar o funeral, em conjunto com sacerdotes, personalidades…. Na homilia não hesitou a apresenta-lo como cristão e cidadão exemplar …… sobretudo pelo modo como, com uma caridade refinada, realizou muitas tarefas.

Foi sempre de grande ajuda aos vários Cardeias de Lion que lhe confiaram encargos específicos, como a presidência da Universidade católica do Hospital St. Joseph.

Um homem ao serviço de todos.

Depois do funeral muitos quiseram agradecer publicamente o seu amor concreto.

Há algumas semanas, Pierre pediu para receber, com a mulher Yvonne, gravemente doente, a Santa Unção.

Caríssimos. Agradeço as vossas mensagens que nos fazem continuar a viver no clima de família do último congresso.

Confiamos às vossas orações e à de todos os voluntários, Ovidio de Córdoba – Argentina, Sergio de Turim – Itália, Joe da Escócia, de que recebemos notícias das zonas e que estão doentes. Rezamos também por todos os voluntários que estão a passar por provas físicas ou espirituais.

Recordamos de modo especial Pierlorenzo, que foi nosso responsável durante vários anos, e que está hospitalizado gravemente doente. Que Maria o prepare para o encontro com Jesus.

Vivamos em conjunto para o próximo dia 8 de Dezembro: que seja uma alegria plena para Emmaus e para todos os que participarão

Mais uma vez agradecemos do coração pelo vosso amor. Sempre juntos, Paolo, Silvio e todos os do centro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prêmio Europeu para a Vida, em memória de Chiara Lubich

Movimentos europeus pela vida reunidos em Roma

Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 (ZENIT.org) - Um lorde inglês parente da rainha, um cardeal italiano presidente do Conselho Pontifício para a Família, um bispo romeno e outro ucraniano, o prefeito de Roma, o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, o ministro húngaro dos Assuntos Sociais e da Família, um ex-presidente do Conselho de Ministros italiano, juntamente com representantes de movimentos pró-vida de 13 países europeus: Suécia, Romênia, Hungria, Ucrânia, Eslováquia, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, França, Polônia, Portugal e Itália, vão se reunir em Roma, em 10 de dezembro, para comemorar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e entregar o Prêmio Madre Teresa de Calcutá à memória de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares.

O encontro tem promoção do Movimento pela Vida (MPV) italiano e será realizado no Capitólio a partir das 16h30.

Na carta-convite, o presidente do MPV, Carlo Casini, lembrou que desde 2008 é promovido um "Prêmio Europeu pela Vida" em nome da Madre Teresa de Calcutá.

O prêmio é concedido em uma cerimônia de comemoração da Declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada em 10 de dezembro de 1948. O mundo inteiro se lembra desse aniversário todos os anos, mas muitos esquecem do primeiro e fundamental de todos os direitos humanos: o direito à vida.

O prêmio Madre Teresa foi dado pela primeira vez em Estrasburgo à memória do professor geneticista Jerome Lejeune. Neste ano, será atribuído à memória de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, associação espalhada pelo mundo que sempre deu uma contribuição extraordinária à causa da vida.

Na manhã de 10 de dezembro, representantes do Movimento Europeu para a Vida se reunirão para coordenar forças visando o reconhecimento da pessoa desde a concepção.

Em dezembro de 2009, com outros movimentos pró-vida europeus, o MPV italiano entregou 500.000 assinaturas ao Presidente do Parlamento Europeu para que na interpretação da Carta dos Direitos Fundamentais fosse reconhecido o direito à vida de cada ser humano da concepção até a morte natural. Segundo o presidente do MPV, este gesto teve um efeito positivo.

O Tratado de Lisboa oferece agora uma oportunidade maior, porque um milhão de pessoas podem pedir um ato de valor jurídico à Comissão Europeia sobre o mesmo assunto. A Comissão não pode ignorar a questão e os organizadores devem ser ouvidos nas instituições europeias.

O reconhecimento da pessoa desde a concepção tem um valor jurídico e social de referência para dar um basta ao dramático número de abortos que vem gerando há décadas o “fenômeno dos berços vazios”.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caríssimos responsáveis dos voluntários.

Desejo que tenham regressado bem às vossas famílias.

Mais uma vez, muito agradeço os belos dias construídos e vividos juntos no nosso congresso.

Continuamos a recordar os nossos mariapolitas celestes, sempre presentes entre nós.

Desta vez recordamos de modo particular o primeiro voluntário da Escócia - James Henderson.

Do seu perfil...Era na sua casa que a Dori, nas viagens que fazia, se hospedava e fazia os encontros do início do movimento em Glasgow.

... James e a sua mulher Kathlyn, ambos voluntários, e as suas duas filhas, tendo apenas o necessário para viver, deixavam o seu quarto para os hóspedes e dormiam onde podiam, sem o fazerem notar: Por exemplo, James dormia muitas vezes na mesa da cozinha.

..... James era definido por todos como um “homem justo”. Num dos primeiros encontros com a Dori, querendo dar tudo a Deus, deu o seu relógio de ouro, a única “segurança material” que possuía…..Nos últimos tempos a sua capacidade física estava muito diminuída, mas o seu espírito não.

Num encontro em Outubro, depois da leitura da Palavra de Vida de Novembro relativa ao estar vigilante, falou com a paixão que o caracterizava de vivermos recomeçando sempre e contou como tinha recomeçado a ir à Missa todos os dias, às oito da manhã, superando-se a si mesmo, levantando-se, apesar do intenso frio escocês.

James é uma figura excepcional que consideramos como um pai da Obra na Escócia…Era um filho fidelíssimo de Chiara, a quem o ligava um amor profundo, alimentado também pela filha Thérèse, que até há pouco tempo fez parte do Gen Verde.

Até ao fim o seu lema foi: ”Quero fazer apenas a vontade de Deus”. Pouco depois da meia-noite do dia 23 de Novembro, na presença da sua mulher e da filha Kathlyn, também ela voluntária, entrou em coma e partiu acompanhado por Jesus no Meio.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Papa lamenta assassinatos de religiosa e voluntário na África

Nicole Melhado

Da Redação, com news.va (tradução - equipe CN Notícias)


Montagem sobre fotos de Arquivo
Irmã Lukrecija Mamic e Francesco Bazzani estavam na missão de Kiremba, na Diocese de Ngozi, no Burundi (África)

O Papa Bento XVI expressou suas condolências pela morte da religiosa Lukrecija Mamic e do voluntário Francesco Bazzani. A religiosa croata e o leigo italiano estavam em missão no Burundi (África) e foram assassinados depois de um assalto no domingo, 27.

Em mensagem enviada, nesta terça-feira, 29, ao bispo de Ngozi, à Congregação das Irmãs da Caridade de Brescia e aos familiares de Francesco Bazzani, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, afirma que o Papa partilha do sofrimento pelo assassinato dos dois.

“Sua Santidade, Papa Bento XVI, expressa suas sinceras condolências a todo comunidade diocesana de Ngozi e pede a Deus, Pai de toda misericórdia, que acolha no seu Reino estes falecidos que consagraram suas vidas a serviço dos doentes e pobres, e que dê coragem e esperança à Irmã Carla Lucia Brienza, a fim que supere esta prova”, salientou a mensagem.

Irmã Carla, também italiana, ficou ferida durante o assalto a casa das irmãs "Servas da Caridade" em Kiremba, na zona norte ocidental de Burundi.

Cardeal Bertone disse ainda que, no desejo que proporcionar um conforto espiritual a todos, o Santo Padre envia também, de coração, sua benção apostólica às irmãs da Congregação da Caridade, aos familiares de Bazzani e a todos que sofrem por estas mortes brutais.