segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Movimento dos Focolares promove escola de formação em São Paulo



São Paulo (RV) - No âmbito da comunhão e da evangelização a cidadela dos Focolares, a Mariápolis Ginetta que se encontra perto de São Paulo, realiza neste tempo de férias, escolas de formação. A primeira recebeu 200 seminaristas provenientes de todas as regiões do Brasil.

“Um caminho para os tempos novos” foi o tema do Encontro que se realizou entre os dias 4 e 7 de janeiro. Sobre os desafios para a formação no seminário eis o que disse a Carla Cotignoli, o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti. (SP) RealAudioMP3 

Radio Vaticano

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

             Caríssimos voluntários de Deus do Brasil faltam poucos dias para o nosso encontro na Mariápolis Ginetta, onde poderei conhecer pessoalmente muitos de vocês que, enfrentando vários sacrifícios, viajarão para lá das várias partes do Brasil.

O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber o Ideal, no distante ano de 1958, com a viagem de Lia Brunet, Marco Tecilla e Ada Ungaro (Fiore) e a chegada de Ginetta Calliari, Violetta Sartori, Giorgi Marchetti (Fede), Marisa Cerini, Giorgio Battisti (Cari), Enzo Morandi (Volo), Rino Chiapperin e Giovanni Buselatto (Gianni) a partir de 1959. E, sucessivamente, outras focolarinas e focolarinos e numerosos membros do Movimento que semearam o amor de Deus em milhares de corações, hoje muitos filhos de Chiara brasileiros são colunas do Movimento dos Focolares em todos os continentes. Neste período natalino, por essa realidade maravilhosa e em unidade com o Centro dos Voluntários, desejo cantar: Glória a Deus nos Céus e paz a vocês, com muita gratidão a cada um por ter alimentado e protegido Jesus com o amor recíproco.

Se por um instante me projeto interiormente na viagem que me aguarda junto com Giancarlo, Silvio, Adriano, e em unidade com todo o Centro e as Voluntárias com Maria, Angela, Daniela e Fanny, junto com AnnaMaria e Domenico, fico admirado com a beleza de um povo multiétnico, cadinho de etnias indígenas, européias, africanas, asiáticas e do Médio Oriente. Diversidade que, no caminho comum em vista do bem comum, soube forjar a personalidade brasileira: simples como o olhar das crianças, exuberante como a natureza que entre vocês chega ao vértice da sua fecundidade, criativa como a dança harmoniosa que executam atrás de uma bola encantando o mundo inteiro, expressiva ao manifestar a alegria da vida em todas as suas estações e circunstâncias, rica de várias crenças, especialmente da fé cristã, que ali chegou em 1500.

Mas a este inigualável cenário, de portentosa riqueza humana e da natureza, opõe-se a cruel realidade da injustiça social: milhões de irmãos sobrevivem carentes dos recursos materiais e culturais indispensáveis, sem a apropriada educação espiritual para crescer com dignidade. Eu e vocês ouvimos o grito de angústia deles e a nossa impotência… Como responder?  Todos nós devemos ao homem o nosso amor, sobretudo a esses irmãos. O amor recíproco não é um convite, é um mandamento, porque Jesus nos amou primeiro a fim de que amássemos os irmãos; aquilo que recebemos gratuitamente dele, gratuitamente devemos doar, partilhando, na liberdade, os talentos e recursos para a plena realização de todos. Para esse propósito, é real e profético o fato de Chiara ter lançado no Brasil a Economia de Comunhão, que entre vocês se desenvolveu como em nenhum outro lugar!

Diante deste quadro de magnificência e pobreza, vocês não aceitam as falsas promessas do materialismo sem alma, nem a alienação do ritmo frenético do cidadão, que se esquece da verdadeira melodia do coração. Não! Vocês estão treinados em escutar a voz de Deus na própria alma, em seguir o Espírito Santo que os faz ser uma nova humanidade, para realizar, também em obras e ações, modelos de Humanidade Nova.

A perspectiva do mundo unido é maravilhosa, o trabalho para realizá-lo é árduo, mas não nos desencorajamos: aquilo que nos parece utopia, em Deus é realidade, para Ele nada é impossível!
Por este Ideal, junto com vocês, brasileiros, e todos os Voluntários de Deus no mundo e a toda a Obra, oferecemos a Deus a nossa vida para chegar ao “Que todos sejam um”. Estou feliz em visitá-los em breve, para continuarmos a viver juntos esta esplêndida aventura e levar a vocês a unidade e o afeto de Emaús!

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, transforme o nosso encontro em um cenáculo da Palavra, para acolhermos como Ela a luz do Espírito e dizermos sim à vontade do Pai.

                                       

                             Paulo em unidade com todo o Centro dos Voluntários de Deus


Grottaferrata 5 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Palavra de Vida - janeiro de 2012

Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus.” (Cl 3,1)

Estas palavras, dirigidas por são Paulo à comunidade de Colossos, revelam a existência de um mundo no qual reina o amor verdadeiro, a comunhão perfeita, a justiça, a paz, a santidade, a alegria; um mundo onde o pecado e a corrupção já não podem ingressar, um mundo onde a vontade do Pai é realizada com perfeição. É o mundo ao qual pertence Jesus. É o mundo que Ele, passando pela dura prova da Paixão, abriu totalmente para nós com a sua ressurreição.
“Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus.”
Entretanto – como afirma são Paulo – nós não somos apenas chamados ao mundo de Cristo, mas já pertencemos a Ele. A fé nos diz que mediante o batismo nós somos inseridos Nele e, por isso, participamos da sua vida, dos seus dons, da sua herança, da sua vitória sobre o pecado e sobre as forças do mal: nós, de fato, ressuscitamos com Ele.
Mas, diversamente das almas santas que já alcançaram a meta, a nossa pertença a este mundo de Cristo não é ainda plena e manifesta, nem tampouco estável e definitiva. Enquanto vivermos nesta terra estaremos expostos a mil perigos, dificuldades e tentações que podem fazer-nos vacilar, podem frear a nossa caminhada ou até mesmo desviá-la para falsas metas.
“Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus.”
Compreende-se então a exortação do Apóstolo: “Procurai as coisas do alto”. Isto é, procurai sair deste mundo – não no sentido material mas espiritual – abandonando as regras e as paixões do mundo para deixar-se guiar em todas as situações pelos pensamentos e sentimentos de Jesus. Com efeito, “as coisas do alto” indicam a lei do alto, a lei do Reino dos céus que Jesus trouxe à terra e quer que realizemos desde já.
“Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus.”
Como viver então esta Palavra de Vida? Ela nos alerta contra a tentação de ficarmos satisfeitos com uma vida medíocre, feita de meias medidas e ambiguidades, e nos estimula – com a graça de Deus – a aderir à lei de Cristo com a nossa vida. Impele-nos a viver e a nos empenharmos em testemunhar no nosso ambiente os valores que Jesus trouxe à terra: o serviço aos irmãos, a compreensão e o perdão, a honestidade, a justiça, a retidão no nosso trabalho, a fidelidade, a pureza, o respeito pela vida, o espírito de concórdia e de paz etc.
Trata-se, como se vê, de um programa vasto quanto a vida; por isso – para não ficarmos apenas em considerações abstratas – procuremos colocar em prática durante este mês aquela lei de Cristo que é a síntese de todas as outras.
De que modo? Reconhecendo o próprio Jesus em cada irmão e irmã e colocando-se a seu serviço. Não é exatamente isso que nos será pedido ao término da nossa existência terrena?
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em abril de 1988